{"id":6392,"date":"2020-07-07T09:03:06","date_gmt":"2020-07-07T09:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6392"},"modified":"2020-07-17T10:46:55","modified_gmt":"2020-07-17T09:46:55","slug":"plano-pastoral-2019-2020","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6392","title":{"rendered":"Plano Pastoral 2019\/2020"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1540304086626{padding-top: 0px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1540304338338{padding-right: 27px !important;padding-left: 27px !important;}&#8221;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1543577196674{margin-bottom: 47px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_column_text]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Como os ramos na videira \u2013 Todos filhos de Deus.<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-6395 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ramos_videira2019.jpg\" alt=\"\" width=\"333\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ramos_videira2019.jpg 333w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/ramos_videira2019-300x277.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novo Plano para um novo tri\u00e9nio<br \/>\n<\/strong>Numa feliz iniciativa do meu antecessor, de grata mem\u00f3ria, o senhor D. Ant\u00f3nio Francisco, que os v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de participa\u00e7\u00e3o sufragaram, a nossa Diocese do Porto colocou as suas energias pastorais, ao longo de quatro anos, numa renovada proclama\u00e7\u00e3o da \u201calegria do Evangelho\u201d aos \u00abde fora\u00bb e a quantos n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia da sua inser\u00e7\u00e3o em Cristo. Tratou-se de um quadri\u00e9nio verdadeiramente assinal\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 por aquilo que conseguiu com este vigor mission\u00e1rio, mas especialmente porque gerou, nos agentes pastorais, uma nova atitude mental de \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d, um dinamismo de sinodalidade mission\u00e1ria, de busca e procura e de preocupa\u00e7\u00e3o pela \u00abovelha perdida ou ferida\u00bb que constituir\u00e1 a \u00abimagem de marca\u00bb da nossa Diocese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, sem jamais perder de vista essa din\u00e2mica mission\u00e1ria, ao Conselho Pastoral Diocesano e a outros \u00f3rg\u00e3os de corresponsabilidade pareceu conveniente cuidarmos das pr\u00f3prias ra\u00edzes da f\u00e9 e da vida crist\u00e3 dos \u00abde dentro\u00bb, pois, como refere o Papa Francisco, \u201co mandamento mission\u00e1rio do Senhor inclui o apelo ao crescimento da f\u00e9 [e] o primeiro an\u00fancio deve desencadear um caminho de forma\u00e7\u00e3o e de amadurecimento\u201d (Evangelii Gaudium, 160). O ideal seria mesmo que todos pudessem chegar a dizer e sentir intimamente o conhecido brado de S\u00e3o Paulo: \u201cJ\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo. \u00c9 Cristo quem vive em mim\u201d (Gl 2,20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disto, a celebra\u00e7\u00e3o, em 2022, da Jornada Mundial da Juventude aconselha uma particular aten\u00e7\u00e3o aos jovens, de modo a promover uma renovada inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, unit\u00e1ria, coerente, aprofundada, em \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com os sacramentos e com o mist\u00e9rio de Deus. Evidentemente, em simult\u00e2neo, h\u00e1 que dar corpo a um s\u00e9rio e coeso processo de catequese para adultos, dirigido a todos os crist\u00e3os, mas de uma maneira especial a quantos sentem necessidade de dar um fundamento s\u00f3lido \u00e0 sua f\u00e9 e \u00e0 sua ades\u00e3o \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isto, prop\u00f5e-se, pois, um plano trienal, baseado na inicia\u00e7\u00e3o ou reinicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e nos sacramentos que lhe est\u00e3o inerentes, sempre ancorados no mist\u00e9rio de Deus e, consequentemente, nas Pessoas do Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo. Proponho como base s\u00f3lida a conhecida e profunda alegoria da videira e dos ramos, tal como a encontramos no Evangelho de S\u00e3o Jo\u00e3o (Jo 15,1-11). Dar-nos-\u00e1 firmes motivos para uma esp\u00e9cie de lectio divina para apreciar, valorizar e agradecer a nossa voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O meu Pai \u00e9 o agricultor<br \/>\n<\/strong>O Antigo Testamento est\u00e1 cheio de alus\u00f5es ao povo de Israel como \u201cvinha eleita\u201d, \u201cvinha do Senhor\u201d, \u201cvinha destinada a produzir bons frutos\u201d, n\u00e3o obstante as frequentes infidelidades. Jesus, por\u00e9m, sem desprezar este sentido coletivo, parece insistir mais na dignidade e responsabilidade individuais de estar inserido n\u2019Ele como o ramo na videira: s\u00f3 desta unidade vital pode circular uma seiva nova, cheia de vida e capacidades, aptar a dar \u201cmuitos frutos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, quem faz o trabalho e toma a iniciativa desta a\u00e7\u00e3o \u00e9 o Pai. \u00c9 Ele quem, como \u201cagricultor\u201d bom e zeloso, \u201ccorta o ramo que n\u00e3o d\u00e1 fruto\u201d, \u201climpa o que d\u00e1 fruto, para que d\u00ea mais fruto ainda\u201d, faz depender a sua glorifica\u00e7\u00e3o da qualidade do fruto e da \u00edntima condi\u00e7\u00e3o de disc\u00edpulos dos que est\u00e3o unidos a Seu Filho, enfim, coloca-Se como prot\u00f3tipo do amor que deve unir todos os que est\u00e3o inseridos na videira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pai que enviou o Seu Filho \u00e0 Terra como Salvador e Redentor preocupa-Se com cada um de n\u00f3s. N\u00e3o \u00e9 um Deus abstrato, long\u00ednquo, insens\u00edvel, um \u00abdeus dos fil\u00f3sofos\u00bb que \u00abnem aquece nem arrefece\u00bb, como diz o nosso povo. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um Deus operante, sens\u00edvel, fonte de vida e felicidade, misericordioso, preocupado com cada um e com todos. Um Deus t\u00e3o pr\u00f3ximo que nos comunica a Sua vida, tal como a videira transmite aos ramos a qualidade da sua seiva. Por isso, a \u00abcondi\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u00bb n\u00e3o \u00e9 nada de dif\u00edcil compreens\u00e3o: \u00e9, ao fim e ao cabo, n\u00e3o colocar barreira para que Deus exer\u00e7a em n\u00f3s a Sua obra, \u00e9 fazer com que as art\u00e9rias e veias n\u00e3o se tornem esclerosadas e impe\u00e7am a passagem dessa seiva que, em linguagem de f\u00e9, chamamos gra\u00e7a e filia\u00e7\u00e3o divinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convido, por conseguinte, os agentes pastorais a terem como refer\u00eancia, neste ano pastoral de 2019\/2020, a Pessoa divina do Pai e a ajudar a todos a redescobrirem este Deus, fonte de beleza e de vida, Criador, origem e fim do Universo e instaurador de um espec\u00edfico \u00abplano\u00bb, isto \u00e9, uma moral, um comportamento. Para isso, podem ser \u00fateis as par\u00e1bolas do amigo impertinente (Lc 11,5-8), do bom servidor (Lc 17,7-10), dos dez talentos (Mt 25,14-30) dos dois devedores (Lc 7,41-42), do filho pr\u00f3digo (Lc 15,11-32), da dracma perdida (Lc 15,8-10), do fermento (Mt 13,32 ss), da figueira est\u00e9ril (Mc 11,12-26), do filho obediente (Mt 21,28-32), do gr\u00e3o que germina (Mc 4,26-29), do pai de fam\u00edlia (Mt 13,51 ss), do rico e de L\u00e1zaro (Lc 16,19-31), do semeador (Mc 4,3-9), etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Batizados porque amados por Deus<br \/>\n<\/strong>Se a iniciativa \u00e9 divina, o Batismo n\u00e3o \u00e9 um \u00abdireito\u00bb nem uma conquista nossa: \u00e9 o produto da a\u00e7\u00e3o do Pai que nos introduz na sua vida, na sua fam\u00edlia, na sua gra\u00e7a vivificante. Da nossa parte, compete-nos \u00ababrir as portas\u00bb a este Deus que chega, mas respeita a nossa liberdade. Por isso, a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 consiste em aceitar a proposta da filia\u00e7\u00e3o divina e da inser\u00e7\u00e3o na Igreja, adquiridas pelo Sacramento do Batismo e, depois, deixarmos que Deus aperfei\u00e7oe essa nova condi\u00e7\u00e3o cortando os ramos velhos e tratando os que d\u00e3o fruto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa, pois, insistir na verdade de que ningu\u00e9m se torna crist\u00e3o por iniciativa pr\u00f3pria. Tornar-se efetivamente crist\u00e3o \u00e9 dom do Alto, \u00e9 gra\u00e7a recebida para ser correspondida. Por isso, a condi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 gera-se no Batismo, \u00e9 verdade, mas n\u00e3o se pode confinar a esse momento: \u00e9 tarefa em aberto que sup\u00f5e tomada de consci\u00eancia, forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, rece\u00e7\u00e3o dos outros sacramentos com ele interligados, estilo de vida que corresponda ao tal plano de Deus para a humanidade e para o mundo, discernimento vocacional para descobrir qual o \u00abcontributo\u00bb que Deus lhe pede para o bem da comunidade de todos os batizados, dinamismo mission\u00e1rio para que a fortaleza da seiva e a beleza da clorofila cheguem a todos os outros ramos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo deste ano pastoral, devemos, portanto, insistir no duplo efeito do Batismo, aprendido na catequese, mas de forma mais te\u00f3rica que implicativa: filia\u00e7\u00e3o divina e inser\u00e7\u00e3o na Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No primeiro \u00e2mbito, \u00e9 preciso que todos descubram que, com este sacramento, abrimos a porta para que Deus venha habitar em n\u00f3s e nos assuma na sua fam\u00edlia: somos, efetivamente, a fam\u00edlia de Deus, com toda a dignidade e responsabilidade que isso implica. Daqui decorre o desafio de darmos uma dimens\u00e3o familiar a toda a a\u00e7\u00e3o pastoral, de modo que todos se sintam na Igreja como em casa pr\u00f3pria e a Par\u00f3quia se torne verdadeiramente \u201ca pr\u00f3pria Igreja que vive no meio das casas dos seus filhos e filhas\u201d (Christifideles laici, 26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto ao segundo aspeto, h\u00e1 que ter em conta que a Igreja n\u00e3o \u00e9 um optativo para o batizado, mas a consequ\u00eancia l\u00f3gica da nova vida adquirida e, como tal, o \u00ablugar\u00bb da viv\u00eancia do sacerd\u00f3cio prof\u00e9tico e real de Jesus Cristo, ou sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is, e da consagra\u00e7\u00e3o para o desempenho de uma miss\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esta catequese, podem ser \u00fateis as refer\u00eancias b\u00edblicas. Desde logo, a passagem mais importante \u00e9 a investidura messi\u00e2nica de Jesus Cristo, no seu \u00abBatismo\u00bb (Mc 1,9-11), gesto que n\u00e3o \u00e9 o nosso sacramento, mas que possui alguns tra\u00e7os e semelhan\u00e7as que muito devemos considerar. Depois, importa acentuar o trip\u00e9 \u00abprega\u00e7\u00e3o, f\u00e9 e Batismo\u00bb (Heb 6,1-2), Batismo e incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0 Igreja (1 Cor 10,1-2 e 12,12-13), consequ\u00eancia cristol\u00f3gica (Gl 3,27) e Batismo e mist\u00e9rio pascal (Rm 6,1-11).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Habitantes que ajudam a habitar<br \/>\n<\/strong>Na alegoria da videira e dos ramos, chama-nos a aten\u00e7\u00e3o a insist\u00eancia no \u201cpermanecei em Mim e Eu permanecerei em v\u00f3s\u201d. Dizem os especialistas que, no original, se usa um verbo que tanto pode significar \u00abhabitar\u00bb como \u00abpermanecer\u00bb. Por isso, seria l\u00f3gico tamb\u00e9m traduzir por: \u201cHabitai em Mim e Eu habitarei em v\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se fala em habita\u00e7\u00e3o, muitas ideias v\u00eam \u00e0 nossa mente. Duas, por\u00e9m, parecem sobrepor-se \u00e0s outras: em linha de princ\u00edpio, a habita\u00e7\u00e3o \u00e9 para a fam\u00edlia e somente por motivos excecionais e transit\u00f3rios \u00e9 que nela deveria viver uma pessoa isolada; construir e manter a habita\u00e7\u00e3o \u00e9 tarefa custosa, dif\u00edcil e cont\u00ednua, da tal forma que nem todos a conseguem. Assim acontece com os crist\u00e3os: ser habita\u00e7\u00e3o de Deus \u00e9 tamb\u00e9m responsabilizar-se por todos os que habitam a mesma casa coletiva, a Igreja; habitar em Deus ou deixar que o Pai habite em n\u00f3s \u00e9 empreendimento sempre a reequacionar, aperfei\u00e7oar, embelezar, alargar, a ponto de gastar o melhor das nossas possibilidades e energias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convido, pois, os crist\u00e3os da nossa Diocese a sa\u00edrem mais de si mesmos, para o encontro com o outro, fazendo da procura do bem do pr\u00f3ximo o seu pr\u00f3prio caminho de salva\u00e7\u00e3o. Hoje \u2013 e sempre! \u2013 ser crist\u00e3o \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 abrir-se aos outros, em Igreja, mas empenhar-se na \u00absorte\u00bb de todos. Por algum motivo, imediatamente antes da b\u00ean\u00e7\u00e3o final, o sacramento do Batismo termina com a recita\u00e7\u00e3o do Pai-Nosso, profiss\u00e3o de f\u00e9 impl\u00edcita na perten\u00e7a coletiva e na responsabilidade para com os irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando olhamos \u00e0 nossa volta, vemos claramente a necessidade de um empenho geral dos crist\u00e3os mais conscientes nas tarefas da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. H\u00e1 quem diga que, em certas zonas, quase metade das crian\u00e7as que chegam \u00e0 catequese ainda n\u00e3o s\u00e3o batizadas. E as que nunca a frequentar\u00e3o? E as crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos que foram batizados, mas em que quase tudo se confinou ao sacramento? De resto, sabemos bem que \u201cmuitos batizados vivem como se Cristo n\u00e3o existisse: repetem-se gestos e sinais de f\u00e9, sobretudo por ocasi\u00e3o das pr\u00e1ticas de culto, mas sem a correlativa e efetiva aceita\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da f\u00e9 e ades\u00e3o \u00e0 pessoa de Jesus\u201d (Ecclesia in Europa, 46).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por este motivo, insistamos no acolhimento simp\u00e1tico de quem nos bate \u00e0 porta, num estilo am\u00e1vel, af\u00e1vel e acolhedor \u2013 as pessoas melindram-se com pouco! \u2013, apostemos em equipas laicais que realizem um primeiro contacto com os mais \u00abafastados\u00bb e at\u00e9 se responsabilizem pela sua inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, valorizemos os movimentos de espiritualidade, crie-se em todas as Par\u00f3quias uma equipa da Pastoral do Batismo, veja-se como preencher esse \u00abespa\u00e7o em branco\u00bb ou tempo vazio que decorre entre o Batismo e o in\u00edcio da catequese, insira-se nas nossas estruturas sociais \u2013 Centros Sociais Paroquiais, Col\u00e9gios, Miseric\u00f3rdias, Ordens Terceiras, etc. \u2013 uma s\u00e9ria preocupa\u00e7\u00e3o pela identidade crist\u00e3, formem-se agentes pastorais, erija-se em todas as Par\u00f3quias o Conselho Pastoral e estruture-se um Centro Catecumenal em todas as vigararias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Um Batismo de regenera\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Na Igreja antiga, acentuava-se muito a ideia de regenera\u00e7\u00e3o ou de renascimento inerente ao Batismo e ao mundo da f\u00e9 que com ele se interliga. De facto, Jesus garantia a Nicodemos que \u201cquem n\u00e3o nascer da \u00e1gua e do Esp\u00edrito n\u00e3o pode entrar no Reino de Deus. O que nasce da carne \u00e9 carne e o que nasce do Esp\u00edrito \u00e9 esp\u00edrito\u201d. E Nicodemos, admirado, perguntou: \u201cComo pode um homem nascer, sendo velho? Porventura poder\u00e1 entrar no ventre de sua m\u00e3e outra vez, e nascer?\u201d (Jo 3,5-6).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este novo nascimento opera-se no Batismo, mesmo que disso o fiel se n\u00e3o d\u00ea conta. N\u00e3o obstante, neste prefixo \u00abre\u00bb de regenera\u00e7\u00e3o ou renascimento est\u00e1 impl\u00edcita a ideia de uma certa continuidade. Quer dizer que a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, preparada pelo catecumenato ou pela antecedente f\u00e9 dos pais e padrinhos que conduzem ao Batismo, nunca \u00e9 um processo acabado: sup\u00f5e n\u00e3o s\u00f3 uma perene tomada de consci\u00eancia como tamb\u00e9m uma inser\u00e7\u00e3o mais plena na fam\u00edlia dos filhos de Deus, at\u00e9 aos sacramentos da maturidade crist\u00e3, express\u00e3o de um discernimento vocacional que conduziu a um espec\u00edfico servi\u00e7o \u00e0 comunidade crente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E nisto, cada um \u00e9 respons\u00e1vel. Na Igreja n\u00e3o h\u00e1 anonimato nem dilui\u00e7\u00e3o. Curiosamente, o Batismo come\u00e7a pela afirma\u00e7\u00e3o da identidade da pessoa: \u201cQue nome dais ao vosso filho?\u201d ou, no caso de um adulto: \u201cComo te chamas?\u201d. E essa identidade tem direitos e deveres. \u00c9 que, como afirmou o Papa Francisco numa das suas catequeses semanais (18\/04\/2018), \u201co Batismo ilumina a voca\u00e7\u00e3o pessoal a viver como crist\u00e3o que se desenvolver\u00e1 durante a vida inteira. E comporta uma resposta pessoal, n\u00e3o emprestada, com um \u00abcopia e cola\u00bb\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A jeito de apelo<br \/>\n<\/strong>Caros diocesanos, num ano em que cuidamos da raiz batismal da nossa condi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 e eclesial, n\u00e3o podemos ignorar que da\u00ed mesmo brotam, inseparavelmente, a voca\u00e7\u00e3o universal \u00e0 santidade e voca\u00e7\u00e3o universal \u00e0 miss\u00e3o, pelo que, nas palavras do Papa Francisco, n\u00e3o se pode imaginar a pr\u00f3pria miss\u00e3o na Terra \u201csem a conceber como um caminho de santidade\u201d (Gaudete et exsultate, 19). Por isso, n\u00e3o deixemos de valorizar, de modo transversal a toda a pastoral, a voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade. Esta \u00e9 o nosso espec\u00edfico. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual fomos batizados e somos crist\u00e3os: como filhos de Deus, ingressar na \u201ccomunidade dos santos\u201d para sermos \u201csantos como o Pai do C\u00e9u \u00e9 Santo\u201d (Mt 5, 38).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomemos consci\u00eancia desta voca\u00e7\u00e3o pessoal e ajudemos os outros a fazerem-no, j\u00e1 que todo o disc\u00edpulo evangelizado se torna, necessariamente, um evangelizador. Procuremos que a catequese, a liturgia e a caridade promovam a abertura \u00e0 f\u00e9 e a resposta pessoal numa mais s\u00f3lida ades\u00e3o \u00e0 Pessoa de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 para isso que pretende apontar este plano pastoral: fazer a transi\u00e7\u00e3o com o anterior, continuando n\u00f3s como Igreja em sa\u00edda, mission\u00e1ria, mas insistindo, agora, na forma\u00e7\u00e3o de todos os que j\u00e1 s\u00e3o membros, para sermos, efetivamente, Igreja. Isto \u00e9, n\u00e3o um simples grupo de \u00abaderentes\u00bb, mas verdadeiros disc\u00edpulos do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto, 31 de maio de 2019, Festa da Visita\u00e7\u00e3o da Virgem Santa Maria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vosso bispo e irm\u00e3o,<br \/>\n+ Manuel Linda<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANEXO:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Plano-Diocesano 2019-2020.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plano Pastoral para Diocese Porto \u2013 Ano 2019\/2020<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1540304086626{padding-top: 0px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1540304338338{padding-right: 27px !important;padding-left: 27px !important;}&#8221;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1543577196674{margin-bottom: 47px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_column_text] Como os ramos na videira \u2013 Todos filhos de Deus. 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