{"id":6483,"date":"2020-07-09T08:33:03","date_gmt":"2020-07-09T08:33:03","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6483"},"modified":"2021-10-11T12:31:09","modified_gmt":"2021-10-11T11:31:09","slug":"historia-breve","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6483","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria breve"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1540304086626{padding-top: 0px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1540304338338{padding-right: 27px !important;padding-left: 27px !important;}&#8221;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1543577196674{margin-bottom: 47px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_column_text]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Par\u00f3quia do Divino Salvador de Vilar de Andorinho<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Par\u00f3quia do Divino Salvador de Vilar de Andorinho pertence, atualmente, \u00e0 VIGARARIA DE GAIA NORTE \u2013 Regi\u00e3o Pastoral do Grande Porto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 bispo titular da Diocese do Porto D. Manuel da Silva Rodrigues Linda desde 15 de mar\u00e7o de 2018. S\u00e3o seus Bispos Auxiliares D. Pio Alves, D. Armando Esteves Domingues e D. Vitorino Jos\u00e9 Pereira Soares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fa\u00e7amos um percurso hist\u00f3rico, ainda que r\u00e1pido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe-se, embora com algumas opini\u00f5es d\u00edspares, que a diocese do Porto ter\u00e1 sido restaurada em 1113 ou 1114, o que \u00e9 defendido por boa parte dos estudiosos da mat\u00e9ria, designadamente, Jo\u00e3o Pedro Ribeiro, Herculano, Padre Miguel Oliveira e Frei Henrique Florez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assumiu o governo da diocese do Porto nessa altura, D. Hugo que teve a ingente tarefa de reconstruir, ap\u00f3s as incurs\u00f5es mu\u00e7ulmanas, para al\u00e9m da disputa que teve de empreender com o bispo de Coimbra, por causa da posse da Terra de santa Maria, que acabou por vencer, atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o papal, dada pela senten\u00e7a de Burgos, em 1117, que obrigou o Bispo de Coimbra, sob pena de suspens\u00e3o, a entregar o territ\u00f3rio entre os rios Douro e Antu\u00e3. Apesar disso, os bispos de Coimbra continuaram a solicitar, em 1198 e 1245 e conseguiram dois documentos pontif\u00edcios no sentido da restitui\u00e7\u00e3o \u00e0 sua diocese dos terrenos que passaram para a diocese do Porto. Tal n\u00e3o resultou, j\u00e1 que a terra de santa Maria continuou incorporada na diocese do Porto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o foi definitivamente resolvida atrav\u00e9s da bula \u201c<em>Provisionis Nostre<\/em>\u201d em 12 de setembro e concedida ao bispo D. Juli\u00e3o Fernandes, tra\u00e7ando os limites meridionais da diocese do porto. Fica assim definitivamente a par\u00f3quia de Vilar de Andorinho integrada na diocese do Porto e desde s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O territ\u00f3rio da par\u00f3quia coincide com a divis\u00e3o administrativa da freguesia de Vilar de Andorinho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda predominantemente rural, come\u00e7a, no entanto, a assistir-se a uma multiplica\u00e7\u00e3o significativa de constru\u00e7\u00f5es e zonas urbanizadas, com o consequente crescimento da sua popula\u00e7\u00e3o, que ultrapassa presentemente as 29.150 pessoas \u2013 s\u00f3 na nova urbaniza\u00e7\u00e3o de Vila d\u2019Este habitam cerca de 18 000 pessoas num projeto totalmente requalificado. Um desenvolvimento que se prev\u00ea ainda mais intenso durante os pr\u00f3ximos tempos, dado existirem ainda muitos e extensos terrenos por ocupar, particularmente prop\u00edcios ao alojamento de fam\u00edlias que pretendem viver simultaneamente no campo e na cidade. A ind\u00fastria e o com\u00e9rcio a ser importantes nesta terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vilar de Andorinho det\u00e9m uma posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica estrategicamente privilegiada. Rodeada por cinco das mais importantes freguesias do concelho de V. N. Gaia &#8211; Oliveira do Douro a Norte, Avintes a Leste, Pedroso a Sul, Canelas e Mafamude a Oeste \u2013 estabelece fronteira com o centro da cidade, interligando-se e complementando-se com ele, quer a n\u00edvel de servi\u00e7os, quer a n\u00edvel de outros sectores de atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tro\u00e7o da Estrada Nacional n\u00ba 222, que corta o territ\u00f3rio a meio, veio melhorar significativamente as facilidades de comunica\u00e7\u00e3o com o exterior e a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o da freguesia, bem como a sua divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A liga\u00e7\u00e3o direta \u00e0 Avenida da Rep\u00fablica conduziu a um acentuado ass\u00e9dio de tr\u00e1fego, nomeadamente de pessoas vindas do interior do pa\u00eds, que passam necessariamente por Vilar de Andorinho, acabando muitas por aqui ficar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de n\u00e3o ser uma freguesia muito grande em \u00e1rea (cerca de 16.350 km2), comparativamente a outras bem mais dilatadas, a sua inclina\u00e7\u00e3o acentuada transforma-a numa esp\u00e9cie de miradouro concelhio, nomeadamente no cimo do Monte da Virgem, no ponto mais alto de Vila Nova de Gaia, o que lhe confere uma posi\u00e7\u00e3o de relativa altivez natural no seio do Concelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Percorrendo a freguesia de Vilar de Andorinho com o chamado olhar cl\u00ednico e a sempre necess\u00e1ria preocupa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rico-cultural, deparamo-nos com muitos monumentos e templos, espalhados um pouco por toda a parte, que nos ajudam a perceber melhor a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal como acontece em qualquer outra freguesia ou local, a Igreja Paroquial de Vilar de Andorinho ocupa uma posi\u00e7\u00e3o de natural destaque, at\u00e9 pela sua localiza\u00e7\u00e3o, mesmo no centro da comunidade, junto ao atual edif\u00edcio da Junta de Freguesia. E tamb\u00e9m tal como costuma suceder nos outros casos, foi igualmente alvo de v\u00e1rios melhoramentos ao longo dos tempos. O templo primitivo era do mais simples que se pode imaginar: quatro paredes e duas \u00e1guas. A nova Igreja foi ent\u00e3o mandada edificar num outro local, pelas freiras de Santa Clara, no s\u00e9culo XVII. Mesmo assim sem grandes primores, segundo rezam as cr\u00f3nicas. Os acrescentos art\u00edsticos vieram mais tarde, nomeadamente no s\u00e9culo XVIII, altura das grandes reformas na Igreja Apareceu a torre sineira, e em 1767 surgiram muitos mais melhoramentos: a Capela-Mor, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o existia, e um novo Altar-Mor ao estilo da \u00e9poca &#8211; rocaille &#8211; que, n\u00e3o sendo de propor\u00e7\u00f5es exageradas, \u00e9 dos maiores e dos mais bonitos de todo o Concelho: quatro colunas cil\u00edndricas revestidas de medalh\u00f5es, e ornatos com platibandas assentes em duas m\u00edsulas suportadas por dois anjos; mais acima, dois serafins seguravam o lampad\u00e1rio (que agora se apresenta sobre um candelabro de ferro forjado); bem vis\u00edvel ainda um painel com a Ceia de Cristo, de qualidade ineg\u00e1vel. Em natural realce no interior do edif\u00edcio, surgem-nos aos olhos as bonitas imagens de Santa Clara, S\u00e3o Bento, e dos Santos Reis, que dever\u00e3o ser de \u00e9poca anterior. Estas resistiram quase milagrosamente inc\u00f3lumes pelo tempo fora, apresentando-se ainda nas suas formas e pinturas originais. Mas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas imagens do templo. Tamb\u00e9m a da Senhora do Ros\u00e1rio merece uma refer\u00eancia especial, devido \u00e0 finura de tra\u00e7os e \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o do trabalho. E ainda o Santo Ant\u00f3nio, do s\u00e9culo XVII, e de conce\u00e7\u00e3o triangular, a Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, o S. Sebasti\u00e3o, o S. Caetano, o conjunto de Santa Ana e o S. Jo\u00e3o Baptista (ainda crian\u00e7a), este \u00faltimo localizado no batist\u00e9rio. Para al\u00e9m do Altar-Mor, com talha e acabamentos mais simples, existem quatro altares: o Altar das Almas, o Altar dos Santos Reis (do lado Norte), o Altar de Nossa Senhora de Lurdes e o Altar de Nossa Senhora de F\u00e1tima (do lado Sul).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o festividades religiosas na par\u00f3quia de Vilar de Andorinho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festa maior &#8211; religiosa por excel\u00eancia \u2013 o padroeiro \u2013 Divino Salvador. Festa de cariz eminentemente religioso \u00e9 celebrada no dia lit\u00fargico do Divino Salvador em 06 de agosto. Habitualmente esta festa \u00e9 precedida dum tr\u00edduo encerrando com solenidade no dia do padroeiro \u2013 06 de agosto. Desde tempos imemoriais, a Festa ao Divino Salvador vem associada ao mist\u00e9rio da Transfigura\u00e7\u00e3o que, contemplada como p\u00f3rtico da P\u00e1scoa, se entende como centro e cume da manifesta\u00e7\u00e3o dos factos salv\u00edficos e das profecias do projeto divino da Reden\u00e7\u00e3o humana. Por isso, a sua express\u00e3o popular e lit\u00fargica escolheu o 6 de agosto, festa da Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor. Divino Salvador, S. Salvador ou o Salvador s\u00e3o express\u00f5es que a piedade popular divulgou e cuja manifesta\u00e7\u00e3o configurou representa\u00e7\u00f5es significativas de onom\u00e1sticos pessoais (nome ou apelido) e de lugares (cidades e pa\u00edses).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festa maior \u2013 a padroeira \u2013 Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. Sempre no primeiro domingo de outubro tendo sido institucionalizado neste domingo o in\u00edcio do ano pastoral. De um centro de celebra\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia a Senhora do Ros\u00e1rio \u00e9 trazida em prociss\u00e3o at\u00e9 \u00e0 Igreja Matriz onde \u00e9 celebrada missa campal em sua honra e feito o compromisso anual de todos os servi\u00e7os e minist\u00e9rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festa do S. Jo\u00e3o (da Serra) \u2013 em 24 de junho sempre organizada pela Associa\u00e7\u00e3o Cultural Desportiva do S\u00e3o Jo\u00e3o que em 2020 festejou os seus 69 anos de exist\u00eancia. A quadra festiva estende-se por v\u00e1rios dias culminando em 24 de junho com missa e prociss\u00e3o pelas ruas principais at\u00e9 \u00e0 Igreja Matriz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festa de S. Louren\u00e7o \u2013 \u00faltimo domingo de agosto. A Freguesia de Vilar de Andorinho honra S\u00e3o Louren\u00e7o que \u00e9 venerado no lugar com o seu nome. O ponto alto das festividades \u00e9 a missa solene e a majestosa prociss\u00e3o, que percorre as ruas principais do lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras festividades de cariz profano:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Festa da cebola em<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Vilar Medieval \u2013 no fim de semana mais pr\u00f3ximo de 10 de junho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fontes consultadas:<br \/>\n<strong><em>Anu\u00e1rio cat\u00f3lico;<br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>Secretariado Nacional da Liturgia;<br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>S\u00e3o Salvador de Vilar de Andorinho \u2013 Notas Monogr\u00e1ficas \u2013 de Francisco Barbosa da Costa e Paulo Costa, edi\u00e7\u00e3o da JFVAndorinho, 2013<\/em><\/strong><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column_inner][\/vc_row_inner][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row content_placement=&#8221;middle&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1540304086626{padding-top: 0px !important;}&#8221;][vc_column css=&#8221;.vc_custom_1540304338338{padding-right: 27px !important;padding-left: 27px !important;}&#8221;][vc_row_inner css=&#8221;.vc_custom_1543577196674{margin-bottom: 47px !important;}&#8221;][vc_column_inner][vc_column_text] Par\u00f3quia do Divino Salvador de Vilar de Andorinho A Par\u00f3quia do Divino Salvador de Vilar de Andorinho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"#ffffff","slide_template_v7":"","footnotes":""},"class_list":["post-6483","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6483"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6483\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9600,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6483\/revisions\/9600"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}