{"id":6933,"date":"2020-07-15T15:48:01","date_gmt":"2020-07-15T15:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6933"},"modified":"2026-04-13T10:05:37","modified_gmt":"2026-04-13T09:05:37","slug":"liturgia-da-palavra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6933","title":{"rendered":"Liturgia da Palavra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Domingo III do Tempo Pascal \u2013 Ano A \u2013 18.04.2026<\/h4>\n<figure id=\"attachment_12653\" aria-describedby=\"caption-attachment-12653\" style=\"width: 634px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12653\" style=\"color: inherit; font-family: inherit; font-size: inherit;\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Domingo-III.jpg\" alt=\"\" width=\"634\" height=\"414\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-12653\" class=\"wp-caption-text\">Jesus aproximou-Se deles e p\u00f4s Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou lhes. \u00abQue palavras s\u00e3o essas que trocais entre v\u00f3s pelo caminho?\u00bb<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viver a Palavra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Boa Not\u00edcia que brota do sepulcro aberto ecoa no tempo e na hist\u00f3ria para renovar a esperan\u00e7a e fortalecer a confian\u00e7a de todos quantos trilham os caminhos tortuosos e exigentes da nossa exist\u00eancia. A proclama\u00e7\u00e3o alegre e jubilosa da manh\u00e3 de P\u00e1scoa prolonga-se liturgicamente ao longo de cinquenta dias como oportunidade de aprofundar e saborear a presen\u00e7a de Jesus Cristo Ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Evangelho deste terceiro Domingo do Tempo da P\u00e1scoa oferece-nos uma das mais belas viagens narradas pela Sagrada Escritura. Doze quil\u00f3metros de estrada, onde o c\u00e9u e a terra se tocam, onde o Ressuscitado se coloca a caminho para iluminar a esperan\u00e7a e renovar a confian\u00e7a no cora\u00e7\u00e3o daqueles disc\u00edpulos que tristes e desanimados regressam \u00e0 sua terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00abJesus aproximou-Se deles e p\u00f4s-Se com eles a caminho\u00bb. Deus precede-nos sempre e em Jesus Cristo vem ao nosso encontro. Nas ang\u00fastias e incertezas, nas dores e nos sofrimentos, Jesus vem ao nosso encontro, vestido de humanidade, percorrendo as nossas estradas e fazendo caminho connosco. A f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 um rito m\u00e1gico que elimina do nosso caminho as dificuldades e desafios, mas a certeza de que, n\u00e3o obstante os desafios e dificuldades do caminho, Deus est\u00e1 connosco, Deus caminha connosco, Deus oferece-nos a for\u00e7a e a coragem necess\u00e1rias para caminhar, mesmo quando parecem fraquejar as for\u00e7as e o \u00e2nimo parece desvanecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A P\u00e1scoa deste ano declina-se inevitavelmente com o estado de emerg\u00eancia e a pandemia que nos assola. Contudo, bem sabemos, que P\u00e1scoa deriva do verbo hebraico\u00a0pesach\u00a0que significa passar. Celebram e vivem a P\u00e1scoa aqueles que s\u00e3o capazes de rasgar brechas de esperan\u00e7a e abrir caminhos que nos permitem alargar os nossos horizontes e compreender que o amor \u00e9 mais forte do que a morte e que a dor e o sofrimento se abrem ao horizonte maior e mais largo da esperan\u00e7a e da confian\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estes dois disc\u00edpulos v\u00e3o a caminho de Ema\u00fas. V\u00e3o desanimados e desalentados. Eles deixaram tudo e seguiram Jesus. Escutaram as Suas palavras cheias de novidade e de vida, viram os Seus milagres e contemplaram o Seu amor que se fazia perd\u00e3o, encontro e entrega. Contudo, \u00abos pr\u00edncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado \u00e0 morte e crucificado\u00bb.\u00a0Por isso, apesar de terem depositado Nele a sua esperan\u00e7a e acreditado que poderia ser Ele quem libertaria Israel, \u00abafinal, \u00e9 j\u00e1 o terceiro dia depois que isto aconteceu\u00bb. Nem a palavra das mulheres que tinham ido ao sepulcro de madrugada era suficiente para lhes oferecer qualquer r\u00e9stia de esperan\u00e7a. Apesar de elas terem dito que o sepulcro estava vazio e que uns anjos lhes tinham anunciado que Ele estava vivo, a Ele n\u00e3o o viram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como \u00e9 desconcertante a pedagogia de Jesus! Coloca-se a caminho, quer ouvir pela boca dos disc\u00edpulos as raz\u00f5es do seu des\u00e2nimo e desalento. Recorda-lhes a hist\u00f3ria de amor que Deus construiu com o Seu Povo \u00abcome\u00e7ando por Mois\u00e9s e passando pelos Profetas\u00bb. Preparado e abrasado o cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos pela Palavra, senta-se com eles \u00e0 mesa e parte o P\u00e3o. Contemplando o gesto do p\u00e3o partido e repartido, os disc\u00edpulos recordam aquela outra ceia em que se sentaram com Jesus \u00e0 mesa e reconhecem, naquele gesto, Jesus Vivo Ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante das nossas dores e sofrimentos, das nossas d\u00favidas e incertezas, Jesus continua a colocar-se no meio de n\u00f3s, a querer escutar a nossa vida com as suas dificuldades e faltas de esperan\u00e7a e convida-nos a recordar a hist\u00f3ria de amor que Deus constr\u00f3i connosco. Dirige-nos a Sua palavra de amor e recorda-nos que a Sua vida feita p\u00e3o partido e repartido continuar\u00e1 a abrir os nossos olhos para uma nova esperan\u00e7a que s\u00f3 a Sua P\u00e1scoa nos pode oferecer e garantir.\u00a0in Voz Portucalense. <strong><em>in Voz Portucalense.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>+ + + <\/em><\/strong><strong><em>+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/strong><strong>Estamos em Tempo Pascal. Percorremos os 50 dias at\u00e9 ao Pentecostes. <\/strong>Estamos num novo ano lit\u00fargico <strong>\u2013 2025\/2026, o Ano A<\/strong> \u2013 em que iremos ter a companhia do evangelista S. Mateus em grande parte das proclama\u00e7\u00f5es do Evangelho. Deste modo, como prepara\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser oportuna uma proposta de forma\u00e7\u00e3o para todos os fi\u00e9is acerca do Evangelho de S. Mateus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, como prepara\u00e7\u00e3o complementar, \u00e9, certamente, oportuna a proposta de forma\u00e7\u00e3o para todos os fi\u00e9is acerca do Evangelho de S. Mateus. H\u00e1 muita ignor\u00e2ncia e confus\u00e3o sobre o Evangelho de Mateus. Merece a pena tentar formar mais e melhor os crist\u00e3os da nossa comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E fizemos isso\u2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Em anexo \u00e0 Liturgia da Palavra e, tamb\u00e9m, num separador pr\u00f3prio, da p\u00e1gina da par\u00f3quia de Vilar de Andorinho, ficar\u00e1 dispon\u00edvel um texto sobre o evangelista Mateus<\/strong>. Poder\u00e3o melhorar os conhecimentos b\u00edblicos \u2013 Novo Testamento e Antigo Testamento \u2013 em <a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/fbiblica\/\">https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/fbiblica\/<\/a>.Proporciona-se a todos os fi\u00e9is, um maior conhecimento deste precioso tesouro que \u00e9 a Sagrada Escritura. ~<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LEITURA I<\/strong><strong> \u2013 <\/strong><strong>Atos dos Ap\u00f3stolos 2,14.22-33<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>No dia de Pentecostes,<br \/>\nPedro, de p\u00e9, com os onze Ap\u00f3stolos,<br \/>\nergueu a voz e falou ao povo:<br \/>\n\u00abHomens de Israel, ouvi estas palavras:<br \/>\nJesus de Nazar\u00e9<br \/>\nfoi um homem acreditado por Deus junto de v\u00f3s<br \/>\ncom milagres, prod\u00edgios e sinais,<br \/>\nque Deus realizou no meio de v\u00f3s, por seu interm\u00e9dio,<br \/>\ncomo sabeis.<br \/>\nDepois de entregue,<br \/>\nsegundo o des\u00edgnio imut\u00e1vel e a previs\u00e3o de Deus,<br \/>\nv\u00f3s destes-Lhe a morte,<br \/>\ncravando-O na cruz pela m\u00e3o de gente perversa.<br \/>\nMas Deus ressuscitou O, livrando O dos la\u00e7os da morte,<br \/>\nporque n\u00e3o era poss\u00edvel que Ele ficasse sob o seu dom\u00ednio.<br \/>\nDiz David a seu respeito:<br \/>\n\u2018O Senhor est\u00e1 sempre na minha presen\u00e7a,<br \/>\ncom Ele a meu lado n\u00e3o vacilarei.<br \/>\nPor isso o meu cora\u00e7\u00e3o se alegra e a minha alma exulta<br \/>\ne at\u00e9 o meu corpo descansa tranquilo.<br \/>\nV\u00f3s n\u00e3o abandonareis a minha alma na mans\u00e3o dos mortos,<br \/>\nnem deixareis o vosso Santo sofrer a corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDestes me a conhecer os caminhos da vida,<br \/>\na alegria plena em vossa presen\u00e7a\u2019.<br \/>\nIrm\u00e3os, seja-me permitido falar vos com toda a liberdade:<br \/>\no patriarca David morreu e foi sepultado<br \/>\ne o seu t\u00famulo encontra se ainda hoje entre n\u00f3s.<br \/>\nMas, como era profeta<br \/>\ne sabia que Deus lhe prometera sob juramento<br \/>\nque um descendente do seu sangue<br \/>\nhavia de sentar-se no seu trono,<br \/>\nviu e proclamou antecipadamente a ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo,<br \/>\ndizendo que Ele n\u00e3o O abandonou na mans\u00e3o dos mortos,<br \/>\nnem a sua carne conheceu a corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFoi este Jesus que Deus ressuscitou<br \/>\ne disso todos n\u00f3s somos testemunhas.<br \/>\nTendo sido exaltado pelo poder de Deus,<br \/>\nrecebeu do Pai a promessa do Esp\u00edrito Santo,<br \/>\nque Ele derramou, como vedes e ouvis\u00bb.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O texto que a liturgia deste dia nos prop\u00f5e como primeira leitura situa-nos em Jerusal\u00e9m, na manh\u00e3 do dia do Pentecostes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ap\u00f3s a Ascens\u00e3o os disc\u00edpulos tinham estado no Cen\u00e1culo, \u00e0 espera que se cumprisse a promessa que Jesus lhes tinha feito: \u201cides receber uma for\u00e7a, a do Esp\u00edrito Santo, que descer\u00e1 sobre v\u00f3s, e sereis minhas testemunhas em Jerusal\u00e9m, por toda a Judeia e Samaria e at\u00e9 aos confins do mundo\u201d (At 1,8). Ora, de acordo com o relato de Lucas, essa promessa cumpriu-se no dia do Pentecostes, quando o Esp\u00edrito Santo desceu sobre a comunidade reunida no Cen\u00e1culo (cf. At 2,1-12). Nesse dia, transformados e fortalecidos pelo Esp\u00edrito, os disc\u00edpulos abandonaram a seguran\u00e7a dos muros do Cen\u00e1culo e assumiram, diante dos habitantes de Jerusal\u00e9m, a miss\u00e3o de serem testemunhas de Jesus. De acordo com o autor do livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos, foi Pedro que, em nome da comunidade dos disc\u00edpulos, tomou a palavra para \u201canunciar as maravilhas de Deus\u201d e para oferecer a todos os presentes um primeiro an\u00fancio sobre Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A festa judaica do Pentecostes (em hebraico \u201cShavu\u2019ot\u201d) que os judeus celebravam por esses dias era tamb\u00e9m designada por \u201cfesta das semanas\u201d e \u201cfesta das prim\u00edcias\u201d. Ocorria cinquenta dias ap\u00f3s a P\u00e1scoa e era, antes de mais, uma festa agr\u00edcola: terminada a colheita dos cereais, os agricultores dirigiam-se ao Templo, ao som de m\u00fasica de flautas, para entregar a Deus os primeiros frutos da colheita (\u201cbikurim\u201d). Eram acolhidos com c\u00e2nticos de boas-vindas, entravam no templo e entregavam nas m\u00e3os dos sacerdotes os cestos com os frutos que tinham trazido. Mais tarde, contudo, a tradi\u00e7\u00e3o rab\u00ednica ligou esta festa \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o da \u201calian\u00e7a\u201d e ao dom da Lei, por Deus, no Sinai; e, no s\u00e9c. I, esta dimens\u00e3o tinha um lugar importante na celebra\u00e7\u00e3o do Pentecostes.<br \/>\nAs palavras que, segundo Lucas, Pedro naquele dia dirigiu \u00e0 multid\u00e3o reunida em Jerusal\u00e9m para celebrar a festa judaica do Pentecostes ser\u00e3o rigorosamente hist\u00f3ricas? N\u00e3o. Trata-se, certamente, de uma composi\u00e7\u00e3o do autor dos Atos dos Ap\u00f3stolos que reproduz, em parte, a prega\u00e7\u00e3o que a primitiva comunidade crist\u00e3 fazia sobre Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">~\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este discurso de Pedro \u00e9, ali\u00e1s, muito semelhante a outros discursos que aparecem no livro dos Atos dos Ap\u00f3stolos (cf. At 3,12-26; 4,8-12; 10,34-43; 13,16-41). Em qualquer um deles, aparece sempre um n\u00facleo central que procede do kerigma primitivo e o resume: apresenta\u00e7\u00e3o breve da atividade de Jesus, an\u00fancio da sua morte e ressurrei\u00e7\u00e3o e a salva\u00e7\u00e3o que da\u00ed resulta em favor dos homens. Mesmo que o texto n\u00e3o reproduza exatamente a prega\u00e7\u00e3o de Pedro no dia do Pentecostes, reproduz certamente a f\u00f3rmula mais ou menos consagrada do kerigma primitivo e a catequese que a comunidade crist\u00e3 primitiva costumava apresentar sobre Jesus. H\u00e1 at\u00e9 quem veja neste \u201can\u00fancio\u201d um texto que era aprendido de cor por todos os catec\u00famenos durante a sua prepara\u00e7\u00e3o para o batismo. <strong><em>i<\/em><\/strong><strong><em>n Dehonianos<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INTERPELA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Desde os alvores da humanidade insistimos em trilhar caminhos de orgulho e de autossufici\u00eancia, julgando encontrar a\u00ed a nossa plena realiza\u00e7\u00e3o, o sucesso inquestion\u00e1vel da nossa exist\u00eancia; mas s\u00f3 conseguimos, com as nossas op\u00e7\u00f5es ego\u00edstas, trazer \u00e0 hist\u00f3ria humana mentira, viol\u00eancia, infelicidade e morte. Ent\u00e3o Deus enviou-nos Jesus. Ele veio dizer-nos cara a cara, na nossa linguagem e em gestos humanos bem claros, que a nossa plena realiza\u00e7\u00e3o passa pelo amor, pela vida dada at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias, pela partilha, pelo perd\u00e3o, pelo servi\u00e7o simples e humilde a Deus e aos irm\u00e3os. No entanto, n\u00e3o acreditamos n\u2019Ele; e convocamos a injusti\u00e7a, a viol\u00eancia, a mentira, para o calar e para o fechar num t\u00famulo onde Ele n\u00e3o pudesse incomodar-nos com os seus desafios\u2026 Caso arrumado? N\u00e3o. Deus ressuscitou Jesus; e, ao ressuscit\u00e1-l\u2019O, deu-lhe raz\u00e3o. Disse-nos que Ele falava verdade quando nos dizia que uma vida gasta ao servi\u00e7o do plano do Pai, na entrega aos homens, n\u00e3o conduz ao fracasso, mas \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e0 vida nova. Entretanto, passaram-se dois mil anos\u2026 H\u00e1 dois mil anos que sabemos, de fonte segura, que o ego\u00edsmo, o orgulho, a maldade, a viol\u00eancia, nos arrastam para caminhos de morte e infelicidade; h\u00e1 dois mil anos que temos diante de n\u00f3s o exemplo de Jesus e que sabemos que s\u00f3 a proposta que Ele nos apresentou \u00e9 geradora de vida verdadeira e eterna. Mas ainda n\u00e3o conseguimos \u201cdigerir\u201d tudo aquilo que a vida, a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus nos mostrou. O que mais ser\u00e1 necess\u00e1rio para levarmos a s\u00e9rio as indica\u00e7\u00f5es de Deus? Quando nos disporemos a acolher, sem desculpas nem hesita\u00e7\u00f5es, a li\u00e7\u00e3o de Jesus?<\/li>\n<li>Pedro, dirigindo-se \u00e0 multid\u00e3o no dia de Pentecostes, diz: \u201cfoi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos n\u00f3s somos testemunhas\u201d. Esse \u201ctodos n\u00f3s\u201d inclui, naturalmente, todos aqueles que, por aqueles dias, fizeram a experi\u00eancia de encontrar Jesus vivo e atuante e se sentiram desafiados a continuar a aventura do Reino de Deus; mas tamb\u00e9m inclui todos os outros que, pelos s\u00e9culos fora, continuam a encontrar-se com Jesus vivo, a escutar as suas indica\u00e7\u00f5es, a viver ao seu estilo, a sentarem-se com Ele \u00e0 mesa eucar\u00edstica, a caminhar com Ele pelos caminhos do mundo. A Igreja \u2013 a comunidade dos disc\u00edpulos de Jesus \u2013 \u00e9 hoje, no mundo, a testemunha de Jesus, da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, da verdade da sua proposta, da viabilidade do seu projeto. Sentimo-nos investidos dessa miss\u00e3o? Os homens desiludidos e desorientados que todos os dias se cruzam connosco nos caminhos do mundo encontram em n\u00f3s \u2013 testemunhas de Cristo ressuscitado \u2013 uma proposta de vida definitiva e de realiza\u00e7\u00e3o plena? Somos n\u00f3s que contaminamos o mundo com a Boa Not\u00edcia de Jesus e lhe oferecemos uma alternativa \u00e0 desilus\u00e3o e ao desespero, ou \u00e9 o mundo que nos domestica e nos convence a abandonar os valores propostos por Jesus? <strong><em>i<\/em><\/strong><strong><em>n Dehonianos.<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SALMO RESPONSORIAL \u2013 <\/strong><strong>Salmo 15 (16)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refr\u00e3o 1: Mostrai me, Senhor, o caminho da vida.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refr\u00e3o 2: Aleluia.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defendei me, Senhor; V\u00f3s sois o meu ref\u00fagio.<br \/>\nDigo ao Senhor: V\u00f3s sois o meu Deus.<br \/>\nSenhor, por\u00e7\u00e3o da minha heran\u00e7a e do meu c\u00e1lice,<br \/>\nest\u00e1 nas Vossas m\u00e3os o meu destino.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,<br \/>\nat\u00e9 de noite me inspira interiormente.<br \/>\nO Senhor est\u00e1 sempre na minha presen\u00e7a,<br \/>\ncom Ele a meu lado n\u00e3o vacilarei.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por isso o meu cora\u00e7\u00e3o se alegra e a minha alma exulta<br \/>\ne at\u00e9 o meu corpo descansa tranquilo.<br \/>\nV\u00f3s n\u00e3o abandonareis a minha alma na mans\u00e3o dos mortos,<br \/>\nnem deixareis o vosso fiel conhecer a corrup\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,<br \/>\nalegria plena em Vossa presen\u00e7a,<br \/>\ndel\u00edcias eternas \u00e0 Vossa direita.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LEITURA II \u2013 <\/strong><strong>1 Pedro 1,17-21<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Car\u00edssimos:<br \/>\nSe invocais como Pai<br \/>\nAquele que, sem ace\u00e7\u00e3o de pessoas,<br \/>\njulga cada um segundo as suas obras,<br \/>\nvivei com temor, durante o tempo de ex\u00edlio neste mundo.<br \/>\nLembrai vos que n\u00e3o foi por coisas corrupt\u00edveis,<br \/>\ncomo prata e oiro,<br \/>\nque fostes resgatados da v\u00e3 maneira de viver,<br \/>\nherdada dos vossos pais,<br \/>\nmas pelo sangue precioso de Cristo,<br \/>\nCordeiro sem defeito e sem mancha,<br \/>\npredestinado antes da cria\u00e7\u00e3o do mundo<br \/>\ne manifestado nos \u00faltimos tempos por vossa causa.<br \/>\nPor Ele acreditais em Deus,<br \/>\nque O ressuscitou dos mortos e Lhe deu a gl\u00f3ria,<br \/>\npara que a vossa f\u00e9 e a vossa esperan\u00e7a estejam em Deus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A primeira Carta de Pedro oferece-nos um conjunto de indica\u00e7\u00f5es que, \u00e0 partida, poderiam deixar perfeitamente definida a quest\u00e3o do seu autor e dos seus destinat\u00e1rios. O autor apresenta-se como \u201cPedro, Ap\u00f3stolo de Jesus Cristo\u201d (1Pe 1,1a), \u201cpresb\u00edtero\u201d, \u201ctestemunha dos padecimentos de Cristo e tamb\u00e9m participante da gl\u00f3ria que se h\u00e1 de manifestar\u201d (1Pe 5,1). Os destinat\u00e1rios seriam os \u201celeitos\u201d de Deus que peregrinam na di\u00e1spora do Ponto, da Gal\u00e1cia, da Capad\u00f3cia, da \u00c1sia e da Bit\u00ednia\u201d (1Pe 1,1b). A Carta seria escrita \u201cdesde Babil\u00f3nia\u201d (designativo frequentemente usado pelos primeiros crist\u00e3os para falar de Roma), onde o autor est\u00e1 acompanhado por Marcos (1Pe 5,13).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No entanto, parece bastante improv\u00e1vel que Pedro, o pescador do Mar da Galileia que Jesus chamou para ser \u201cpescador\u201d de homens (cf. Mc 1,16-18), tenha sido o autor desta carta. Antes de mais, por quest\u00f5es de ordem liter\u00e1ria: a qualidade liter\u00e1ria da carta parece estar bem acima daquilo que seria o estilo de um pescador galileu pouco instru\u00eddo, como era o caso de Pedro. Depois, porque a situa\u00e7\u00e3o das comunidades crist\u00e3s referidas na carta parece situar-nos dentro dos anos oitenta, numa \u00e9poca em que se sentia claramente a hostilidade do Imp\u00e9rio contra os crist\u00e3os e come\u00e7avam a perspetivar-se no horizonte as grandes persegui\u00e7\u00f5es do final do s\u00e9c. I. Por essa altura, Pedro h\u00e1 muito teria morrido (o Ap\u00f3stolo foi martirizado em Roma, durante a persegui\u00e7\u00e3o de Nero, por volta do ano 66-67).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sendo assim, o mais natural \u00e9 que o autor da primeira Carta dita \u201cde Pedro\u201d seja um crist\u00e3o culto cujo nome ignoramos \u2013 provavelmente um respons\u00e1vel de uma comunidade crist\u00e3 \u2013, empenhado em fortalecer o compromisso crist\u00e3o de algumas comunidades instaladas nas zonas rurais da \u00c1sia Menor. Ele escreve em finais do s\u00e9c. I (nunca antes dos anos 80).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os destinat\u00e1rios desta carta s\u00e3o, maioritariamente, camponeses pobres, que cultivam as propriedades da gente rica. Tamb\u00e9m h\u00e1, entre eles, pequenos propriet\u00e1rios que vivem em aldeias, \u00e0 margem das grandes cidades. Trata-se, em qualquer caso, de gente do meio rural, economicamente d\u00e9bil, vulner\u00e1vel \u00e0 hostilidade que o Imp\u00e9rio come\u00e7a a manifestar para com o cristianismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Conhecendo bem as prova\u00e7\u00f5es que estes crist\u00e3os sofrem, o autor da Carta exorta-os a manterem-se fi\u00e9is \u00e0 sua f\u00e9, apesar das dificuldades. Convida-os a olharem para Cristo, que passou pela experi\u00eancia da paix\u00e3o e da cruz, antes de chegar \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o; e exorta-os a manterem a esperan\u00e7a, o amor, a solidariedade, vivendo com alegria, coer\u00eancia e fidelidade a sua op\u00e7\u00e3o crist\u00e3. <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INTERPELA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Deus disp\u00f4s-se a \u201cpagar\u201d um alto pre\u00e7o para nos libertar da nossa v\u00e3 maneira de viver: enviou-nos o seu Filho Jesus, apesar de saber que n\u00f3s n\u00e3o somos \u201cde confian\u00e7a\u201d e que, na nossa insensatez, O condenar\u00edamos a uma morte infame. Jesus cumpriu o projeto do Pai: fez-se um de n\u00f3s, caminhou connosco, falou-nos do amor do Pai, curou as nossas feridas, lutou contra a mentira e a injusti\u00e7a, mostrou-nos como viver, deixou-se matar para nos libertar do pecado e da morte. Isto d\u00e1-nos bem a medida do imenso amor que Deus nos tem. Esta hist\u00f3ria de amor deixa o autor da primeira Carta de Pedro maravilhado. E a n\u00f3s? Conseguimos medir, a partir desta realidade, a import\u00e2ncia que temos para Deus? Deixamo-nos \u201ctocar\u201d e maravilhar por este \u201camor maior\u201d?<\/li>\n<li>N\u00e3o podemos ficar indiferentes diante da a\u00e7\u00e3o de Deus em nosso favor. Um amor t\u00e3o grande como aquele que Deus nos mostrou ao entregar-nos a vida do seu Filho Jesus, exige uma resposta clara e inequ\u00edvoca da nossa parte. Qual? De acordo com o autor da Primeira Carta de Pedro, a nossa resposta deve traduzir-se numa conduta nova, numa atitude de acolhimento de Deus, de obedi\u00eancia total a Deus, de entrega incondicional nas m\u00e3os de Deus, de ades\u00e3o completa aos planos, valores e projetos de Deus. O amor de Deus inspira-nos e motiva-nos para vivermos uma vida santa, uma vida \u201csegundo Deus\u201d?<\/li>\n<li>Jesus n\u00e3o anda hoje, em pessoa, pelas ruas das nossas aldeias, vilas e cidades, a propor-nos o Reino de Deus e a dizer-nos, com palavras e com gestos concretos, como devemos viver para que a nossa vida fa\u00e7a sentido. No entanto, antes de voltar para o Pai, Ele encarregou os seus disc\u00edpulos de serem suas testemunhas no mundo. A sua proposta tem de continuar hoje a chegar aos homens. Sentimos que isso nos diz respeito? N\u00f3s que encontramos Jesus, que acolhemos a sua mensagem, que decidimos segui-l\u2019O, que aceitamos viver ao seu estilo, damos testemunho dessa Boa Not\u00edcia que Ele nos deixou? A nossa vida \u00e9 um an\u00fancio, ao vivo e a cores, dessa vida nova que Deus quer oferecer a todos os seus filhos e filhas? <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVANGELHO \u2013 <\/strong><strong>Lucas 24,13-35<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dois dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas<br \/>\niam a caminho duma povoa\u00e7\u00e3o chamada Ema\u00fas,<br \/>\nque ficava a sessenta est\u00e1dios de Jerusal\u00e9m.<br \/>\nConversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido.<br \/>\nEnquanto falavam e discutiam,<br \/>\nJesus aproximou Se deles e p\u00f4s Se com eles a caminho.<br \/>\nMas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem.<br \/>\nEle perguntou lhes.<br \/>\n\u00abQue palavras s\u00e3o essas que trocais entre v\u00f3s pelo caminho?\u00bb<br \/>\nPararam entristecidos.<br \/>\nE um deles, chamado Cl\u00e9ofas, respondeu:<br \/>\n\u00abTu \u00e9s o \u00fanico habitante de Jerusal\u00e9m<br \/>\na ignorar o que l\u00e1 se passou estes dias\u00bb.<br \/>\nE Ele perguntou: \u00abQue foi?\u00bb<br \/>\nResponderam Lhe:<br \/>\n\u00abO que se refere a Jesus de Nazar\u00e9,<br \/>\nprofeta poderoso em obras e palavras<br \/>\ndiante de Deus e de todo o povo;<br \/>\ne como os pr\u00edncipes dos sacerdotes e os nossos chefes<br \/>\nO entregaram para ser condenado \u00e0 morte e crucificado.<br \/>\nN\u00f3s esper\u00e1vamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel.<br \/>\nMas, afinal, \u00e9 j\u00e1 o terceiro dia depois que isto aconteceu.<br \/>\n\u00c9 verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram:<br \/>\nforam de madrugada ao sepulcro,<br \/>\nn\u00e3o encontraram o corpo de Jesus<br \/>\ne vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos<br \/>\na anunciar que Ele estava vivo.<br \/>\nMas a Ele n\u00e3o O viram\u00bb.<br \/>\nEnt\u00e3o Jesus disse lhes:<br \/>\n\u00abHomens sem intelig\u00eancia e lentos de esp\u00edrito<br \/>\npara acreditar em tudo o que os profetas anunciaram!<br \/>\nN\u00e3o tinha o Messias de sofrer tudo isso<br \/>\npara entrar na Sua gl\u00f3ria?\u00bb<br \/>\nDepois, come\u00e7ando por Mois\u00e9s<br \/>\ne passando por todos os Profetas,<br \/>\nexplicou lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito.<br \/>\nAo chegarem perto da povoa\u00e7\u00e3o para onde iam,<br \/>\nJesus fez men\u00e7\u00e3o de ir para diante.<br \/>\nMas eles convenceram n\u2019O a ficar, dizendo:<br \/>\n\u00abFicai connosco, Senhor, porque o dia est\u00e1 a terminar<br \/>\ne vem caindo a noite\u00bb.<br \/>\nJesus entrou e ficou com eles.<br \/>\nE quando Se p\u00f4s \u00e0 mesa, tomou o p\u00e3o, recitou a b\u00ean\u00e7\u00e3o,<br \/>\npartiu-o e entregou-lho.<br \/>\nNesse momento abriram se lhes os olhos e reconheceram n\u2019O.<br \/>\nMas Ele desapareceu da sua presen\u00e7a.<br \/>\nDisseram ent\u00e3o um para o outro:<br \/>\n\u00abN\u00e3o ardia c\u00e1 dentro o nosso cora\u00e7\u00e3o,<br \/>\nquando Ele nos falava pelo caminho<br \/>\ne nos explicava as Escrituras?\u00bb<br \/>\nPartiram imediatamente de regresso a Jerusal\u00e9m<br \/>\ne encontraram reunidos os Onze e os que estavam com ele,<br \/>\nque diziam:<br \/>\n\u00abNa verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Sim\u00e3o\u00bb.<br \/>\nE eles contaram o que tinha acontecido no caminho<br \/>\ne como O tinham reconhecido ao partir o p\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A narra\u00e7\u00e3o de uma apari\u00e7\u00e3o de Jesus ressuscitado a dois disc\u00edpulos que iam a caminho de uma povoa\u00e7\u00e3o chamada Ema\u00fas, no pr\u00f3prio dia de P\u00e1scoa, \u00e9 exclusiva de Lucas: nenhum outro evangelista a refere. Discute-se, no entanto, se se trata de uma cria\u00e7\u00e3o de Lucas, ou de um relato que Lucas recebeu da tradi\u00e7\u00e3o e que o evangelista ter\u00e1 trabalhado e adaptado. O mais prov\u00e1vel \u00e9 que Lucas utilize uma tradi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, que ele retoca e completa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A men\u00e7\u00e3o de um lugar chamado Ema\u00fas (lugar de destino dos dois disc\u00edpulos) levanta diversas interroga\u00e7\u00f5es\u2026 Que lugar \u00e9 esse? O nome n\u00e3o identifica um lugar conhecido na geografia do mundo palestino. A indica\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia de Jerusal\u00e9m a Ema\u00fas poderia constituir um fator adicional para ajudar na identifica\u00e7\u00e3o da referida localidade; contudo, esse dado tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 conclusivo, uma vez que os mais importantes c\u00f3dices antigos situam a povoa\u00e7\u00e3o a \u201csessenta est\u00e1dios\u201d de Jerusal\u00e9m (o equivalente a cerca de onze quil\u00f3metros), mas outros falam de \u201ccento e sessenta est\u00e1dios\u201d (o que equivaleria a cerca de trinta quil\u00f3metros). Os partid\u00e1rios da \u201cmaior dist\u00e2ncia\u201d (cento e sessenta est\u00e1dios) falam de Amwas-Nic\u00f3polis (uma localidade situada a cerca de trinta quil\u00f3metros de Jerusal\u00e9m) como o local da Ema\u00fas evang\u00e9lica; mas os partid\u00e1rios da \u201cmenor dist\u00e2ncia\u201d preferem falar da atual El-Qubeibeh (uma localidade palestina que conserva a mem\u00f3ria do acontecimento), ou ent\u00e3o de Abu Gosh, uma localidade situada a cerca de dez quil\u00f3metros de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os comentadores destacam frequentemente a inten\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica de Lucas ao dar-nos este relato. Que \u00e9 que isto significa? Significa que a narrativa lucana n\u00e3o \u00e9 uma reportagem factual de uma viagem geogr\u00e1fica, mas \u00e9 uma catequese sobre Jesus. O que interessa a Lucas n\u00e3o \u00e9 escrever um relato l\u00f3gico e coerente (se o evangelista estivesse preocupado com a l\u00f3gica e com a coer\u00eancia, teria mais cuidado com a situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de Ema\u00fas; e explicaria melhor algumas incongru\u00eancias do texto, nomeadamente porque \u00e9 que aqueles dois disc\u00edpulos partiram para Ema\u00fas na manh\u00e3 de P\u00e1scoa sem investigar os rumores de que o t\u00famulo estava vazio e Jesus tinha ressuscitado). O que interessa ao autor \u00e9 explicar aos crist\u00e3os para quem escreve \u2013 em meados da d\u00e9cada de oitenta do primeiro s\u00e9culo \u2013 como \u00e9 que podem descobrir que Jesus est\u00e1 vivo e fazer uma verdadeira experi\u00eancia de encontro com Jesus ressuscitado. Trata-se, portanto, de uma p\u00e1gina de catequese, mais do que a descri\u00e7\u00e3o fiel de acontecimentos concretos. <strong><em>in Dehonianos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>INTERPELA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Aquele quadro de desencanto e de des\u00e2nimo em que se movem os dois disc\u00edpulos que caminham de Jerusal\u00e9m para Ema\u00fas n\u00e3o nos \u00e9 completamente estranho. Experimentamo-lo tamb\u00e9m n\u00f3s, mais v\u00edrgula menos v\u00edrgula, diante das crises que a vida traz, do car\u00e1cter transit\u00f3rio das nossas conquistas, da debilidade que nos habita, da fal\u00eancia dos nossos projetos mais queridos, dos sonhos que se evaporam e nos deixam de m\u00e3os vazias, das nossas certezas derrubadas, das nossas seguran\u00e7as com p\u00e9s de barro\u2026 Abalados e magoados sentimos a tenta\u00e7\u00e3o de baixar os bra\u00e7os, de abandonar a luta, de nos demitirmos das nossas responsabilidades, de nos fecharmos em n\u00f3s pr\u00f3prios, de \u201caguentarmos\u201d a vida sem arriscar, de vivermos para o trivial que n\u00e3o encanta mas tamb\u00e9m n\u00e3o fere excessivamente. Talvez pensemos at\u00e9, muitas vezes, que Deus nos virou as costas e nos deixou \u201csem rede\u201d, abandonados \u00e0 nossa sorte; e damos por n\u00f3s a arrastar-nos pela vida sem rumo nem horizontes. Ora, hoje um catequista chamado Lucas vem dizer-nos: \u201cGaranto-vos que n\u00e3o estais sozinhos; Jesus, vivo e ressuscitado, est\u00e1 e estar\u00e1 sempre convosco. Talvez nem sempre reconhe\u00e7ais a sua presen\u00e7a; mas Ele apanha-vos no caminho, conversa convosco, esclarece as vossas d\u00favidas, pacifica o vosso cora\u00e7\u00e3o, dirige os vossos passos em dire\u00e7\u00e3o a um horizonte de esperan\u00e7a. J\u00e1 fizemos esta experi\u00eancia? Dispomo-nos, em cada passo do nosso caminho, a detetar a presen\u00e7a consoladora e vivificante de Jesus ao nosso lado?<\/li>\n<li>Como \u00e9 que Cl\u00e9ofas e o outro disc\u00edpulo conseguem encontrar sentido no sem sentido da cruz e da morte? Como \u00e9 que os homens e as mulheres que caminham afogados em ang\u00fastias e desencantos podem perceber o projeto salvador que Deus tem para lhes propor? Como \u00e9 que podemos escutar Jesus e receber d\u2019Ele esse suplemento de esperan\u00e7a que nos permite continuar? Lucas responde: \u00e9 atrav\u00e9s da Palavra de Deus, escutada, meditada, partilhada, acolhida. A Palavra de Deus ajuda-nos a colocar a vida em perspetiva e a definir o sentido correto da nossa exist\u00eancia; a Palavra de Deus incendeia-nos o cora\u00e7\u00e3o (\u201cn\u00e3o ardia c\u00e1 dentro o nosso cora\u00e7\u00e3o, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?\u201d), faz-nos vencer o des\u00e2nimo e o pessimismo, leva-nos ao compromisso com a transforma\u00e7\u00e3o do mundo e da hist\u00f3ria; a Palavra de Deus mostra-nos perspetivas novas e renova a nossa esperan\u00e7a; a Palavra de Deus diz-nos como chegar \u00e0 vida verdadeira e eterna\u2026 Que lugar e que papel desempenha a Palavra de Deus nas nossas vidas? No nosso caminho de f\u00e9 encontramos espa\u00e7o para escutar a Palavra de Deus, para partilh\u00e1-la, para orar a partir dela, para contempl\u00e1-la?<\/li>\n<li>Para os dois disc\u00edpulos que v\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a Ema\u00fas, o viajante que se lhes junta no caminho \u00e9 um perfeito desconhecido. No entanto, quando se sentam \u00e0 mesa com ele e o veem tomar o p\u00e3o, recitar a b\u00ean\u00e7\u00e3o, parti-lo e partilh\u00e1-lo, percebem imediatamente que esse viajante desconhecido \u00e9 Jesus. Como podemos n\u00f3s, homens e mulheres do s\u00e9c. XXI, fazer uma experi\u00eancia de encontro com Jesus vivo? O evangelista Lucas n\u00e3o tem d\u00favidas: \u00e9 quando nos sentamos com Ele \u00e0 mesa da eucaristia. Todos os domingos, reunidos em comunidade \u00e0 volta da mesa eucar\u00edstica, damo-nos conta que o Ressuscitado continua vivo, a caminhar ao nosso lado, a alimentar-nos com a sua Palavra e o seu P\u00e3o; sempre que nos juntamos com os irm\u00e3os \u00e0 volta da mesa de Deus, celebrando na alegria e na festa o amor, a partilha e o servi\u00e7o, encontramos o Ressuscitado a encher a nossa vida de sentido, de plenitude, de vida aut\u00eantica. Que lugar e que papel tem, na nossa experi\u00eancia de f\u00e9, a participa\u00e7\u00e3o na eucaristia?<\/li>\n<li>Depois de se encontrarem com Jesus, vivo e ressuscitado, \u00e0 mesa eucar\u00edstica, os dois disc\u00edpulos deixaram a comida na mesa, esqueceram o cansa\u00e7o, enfrentaram os perigos da noite e regressaram imediatamente a Jerusal\u00e9m, decididos a partilhar a sua descoberta com os outros disc\u00edpulos. N\u00e3o ficaram em casa, felizes e repousados, a gozar beatificamente uma experi\u00eancia inolvid\u00e1vel; mas sentiram que aquilo que tinham experimentado devia ser partilhado com urg\u00eancia. Os disc\u00edpulos de Ema\u00fas perceberam que quando algu\u00e9m encontra Jesus tem de tornar-se sua testemunha. N\u00f3s, que todos os domingos nos sentamos \u00e0 mesa eucar\u00edstica, que descobrimos a presen\u00e7a de Jesus vivo no meio da comunidade reunida, que nos alimentamos da sua Palavra e do seu P\u00e3o, damos testemunho d\u2019Ele? Sentimos a urg\u00eancia de o levar ao encontro do mundo? Os nossos gestos s\u00e3o um an\u00fancio vivo desse Jesus que, ainda hoje, quer oferecer a todos os homens e mulheres a vida nova e definitiva?<\/li>\n<li>Os relatos pascais referem amiudamente a alegria irreprim\u00edvel que enche o cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos que se encontram com Jesus ressuscitado. A narra\u00e7\u00e3o da apari\u00e7\u00e3o de Jesus aos disc\u00edpulos de Ema\u00fas, sem falar concretamente de alegria, alude ao entusiasmo que aqueles dois disc\u00edpulos sentiram pela presen\u00e7a e pela companhia de Jesus ressuscitado. \u00c9 o entusiasmo que resulta de uma Presen\u00e7a que enche de paz, que dissipa o temor, que multiplica a coragem, que oferece esperan\u00e7a, que aumenta o amor, que d\u00e1 sentido ao caminho\u2026 Conseguimos ver, hoje, essa alegria e esse entusiasmo no rosto dos disc\u00edpulos de Jesus? Conseguimos perceber essa alegria na vida, na partilha, no testemunho, na celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9 nas nossas comunidades crist\u00e3s?<\/li>\n<li>Os dois disc\u00edpulos de Ema\u00fas, dececionados com um projeto que parecia ter falido, abandonaram a comunidade e fugiram para Ema\u00fas. Aquela comunidade triste e amedrontada, fechada dentro de uma casa de Jerusal\u00e9m, afundada na in\u00e9rcia e no pessimismo, j\u00e1 n\u00e3o lhes dizia nada. Hoje h\u00e1, tamb\u00e9m, muitos irm\u00e3os e irm\u00e3s que fazem uma experi\u00eancia semelhante. Veem a Igreja nascida de Jesus como uma comunidade im\u00f3vel e estacionada no passado, com um discurso pomposo, mas pouco atraente, mais preocupada com a liturgia do que com o cuidado dos pobres, mais interessada nas leis e nas normas do que no Evangelho da miseric\u00f3rdia; e, sentindo-se dececionados, rompem com a comunidade. Afastar-se da comunidade, viver \u00e0 margem, desistir do projeto crist\u00e3o, ser\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o? A \u201cli\u00e7\u00e3o de Ema\u00fas\u201d diz-nos que, apesar de tudo, \u00e9 na comunidade crist\u00e3 que reside e se revela Jesus ressuscitado. Por isso, os dois disc\u00edpulos transviados voltaram a toda a pressa ao encontro da comunidade que tinham abandonado. A solu\u00e7\u00e3o para o nosso desencanto passar\u00e1 por cortar os la\u00e7os com a comunidade, ou por revitalizar a vincula\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria com Jesus e com o Evangelho? Se Jesus ainda nos apaixona, poderemos abandonar a comunidade e perder-nos em caminhos que n\u00e3o levam a nenhum lado? <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para os leitores:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>A\u00a0primeira leitura<\/strong>\u00a0\u00e9 um longo discurso de Pedro no dia de Pentecostes. Deste modo, a proclama\u00e7\u00e3o desta leitura deve ter presente o tom jubiloso e desassombrado com que Pedro proclama a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00a0<strong>segunda leitura<\/strong>\u00a0requer uma acurada prepara\u00e7\u00e3o das pausas e respira\u00e7\u00f5es porque apresenta longas frases e com diversas ora\u00e7\u00f5es. Aten\u00e7\u00e3o que as v\u00edrgulas podem n\u00e3o ser necessariamente lugares de pausa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANEXOS:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Leitura-I-do-Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026-Atos-2-14.22-33.pdf\">Leitura I do Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026 (Atos 2, 14.22-33)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Resto-da-Leitura-I-do-Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026.pdf\">Resto da Leitura I do Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Leitura-II-do-Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026-1Pedro-1-17-21.pdf\">Leitura II do Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026 (1Pedro 1, 17-21)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026-Lecionario.pdf\">Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026 &#8211; Lecion\u00e1rio<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026-Oracao-Universal.pdf\">Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026 &#8211; Ora\u00e7\u00e3o Universal<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Domingo-III-do-Tempo-Pascal-Ano-A-19.04.2026-refletindo.pdf\">Domingo III do Tempo Pascal &#8211; Ano A &#8211; 19.04.2026 &#8211; refletindo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ano-A-O-ano-do-evangelista-Mateus.pdf\">Ano A &#8211; O ano do evangelista Mateus<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Domingo III do Tempo Pascal \u2013 Ano A \u2013 18.04.2026 Viver a Palavra \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A Boa Not\u00edcia que brota do sepulcro aberto ecoa no tempo e na hist\u00f3ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"class_list":["post-6933","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6933"}],"version-history":[{"count":585,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16938,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933\/revisions\/16938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}