{"id":6933,"date":"2020-07-15T15:48:01","date_gmt":"2020-07-15T15:48:01","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6933"},"modified":"2026-07-13T10:13:28","modified_gmt":"2026-07-13T09:13:28","slug":"liturgia-da-palavra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?page_id=6933","title":{"rendered":"Liturgia da Palavra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wpb-content-wrapper\"><p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;]<\/p>\n<h4 style=\"margin: 0cm; text-align: left;\" align=\"center\"><span style=\"font-size: 16.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;\">Domingo XVI do Tempo Comum \u2013 Ano A \u2013 19.07.2026<\/span><\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-12653\" style=\"color: inherit; font-family: inherit; font-size: inherit;\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Domingo-XVI.jpg\" alt=\"\" width=\"659\" height=\"494\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Viver a Palavra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante de um mundo onde tudo corre a passo lesto, onde procuramos resolu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas e imediatas e onde as solu\u00e7\u00f5es radicais s\u00e3o bastante tentadoras e populistas, emerge a paci\u00eancia fecunda da met\u00e1fora agr\u00edcola de um campo de trigo que parece amea\u00e7ado pelo joio que cresce conjuntamente ou da pequena semente de mostarda que cresce para se tornar uma \u00e1rvore grande e frondosa onde as aves do c\u00e9u se podem abrigar ou at\u00e9 da imagem dom\u00e9stica da mulher que junta o fermento \u00e0 farinha para levedar toda a massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paci\u00eancia fecunda \u00e9 uma nobre arte que parece passada de moda, pois diante das nossas urg\u00eancias quotidianas parece quietude, in\u00e9rcia ou at\u00e9 relativismo. Como afirma o P. Nuno Tovar de Lemos, as \u00absolu\u00e7\u00f5es radicais\u00bb parecem muito tentadoras, quer em n\u00f3s mesmos (\u00absaio de casa e acaba-se com isto de uma vez por todas!), quer em rela\u00e7\u00e3o ao mundo (\u00abo que isto est\u00e1 a precisar \u00e9 de um bom ditador!\u00bb, \u00abse n\u00e3o vai a bem, vai a mal!\u00bb), quer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 religi\u00e3o (com os fundamentalismos religiosos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, continuando a narrar as par\u00e1bolas evang\u00e9licas que ocupam o centro geogr\u00e1fico e teol\u00f3gico do Evangelho de Mateus, Jesus ensina-nos que a pressa de acabar de vez com todo o mal pode destruir o bem. Que o desejo de ver a semente germinar e tornar-se uma grande \u00e1rvore exige a espera e o cuidado paciente que \u00e9 tanto mais frutuosa quanto mais discreta e humilde como o fermento, que pequeno e discreto leveda toda a massa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa ressalvar que a par\u00e1bola do trigo e do joio n\u00e3o \u00e9 um convite ao relativismo. O dono da casa n\u00e3o afirma que trigo e joio s\u00e3o a mesma coisa. Para ele, o joio \u00e9 claramente mau e claramente distinto do trigo. Num mundo relativista, facilmente perdemos a exig\u00eancia e deixamos de ter ideais elevados, contudo \u00e9 essencial ter grandes ideais e lutar por eles. Mas temos de distinguir a necessidade de termos ideais da tenta\u00e7\u00e3o de sermos idealistas. Uma coisa \u00e9 ter um ideal como meta que orienta o nosso agir e nos indica a dire\u00e7\u00e3o do nosso caminho, outra coisa s\u00e3o os idealismos que possuem uma grande dose de impaci\u00eancia e irrita\u00e7\u00e3o para connosco e com o mundo pelo facto de a realidade ainda n\u00e3o ser aquilo que devia ser. Esta impaci\u00eancia e irrita\u00e7\u00e3o conduzem a duas sa\u00eddas, ambas erradas: as solu\u00e7\u00f5es radicais ou o relativismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, n\u00e3o \u00e9 assim com o dono deste campo que tolera at\u00e9 \u00e0 colheita a presen\u00e7a do joio a crescer com o trigo. Se permite isto, \u00e9 porque n\u00e3o quer que algum trigo se perca na \u00e2nsia desesperada de arrancar o joio, isto \u00e9, ele est\u00e1 muito mais preocupado com o trigo que com o joio. Na verdade, os nossos perfeccionismos e solu\u00e7\u00f5es radicais s\u00e3o muito mais centrados no joio que no trigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus sabe que na nossa vida e no nosso cora\u00e7\u00e3o crescem trigo e joio, bem e mal. Esta mansid\u00e3o de Deus no seu agir com os homens e mulheres, como narra a primeira leitura, e que aparece descrita pelo dono do campo na par\u00e1bola constituem um apelo \u00e0 arte da paci\u00eancia e da conviv\u00eancia onde cada batizado indigente da paci\u00eancia e benevol\u00eancia de Deus converte o seu cora\u00e7\u00e3o para que se torne manso, humilde e paciente para com as fraquezas e limita\u00e7\u00f5es do pr\u00f3ximo. Contudo, a miseric\u00f3rdia e bondade de Deus n\u00e3o s\u00e3o um convite ao comodismo, mas apelo permanente \u00e0 convers\u00e3o para que a semente lan\u00e7ada no cora\u00e7\u00e3o de cada homem e cada mulher germine e cres\u00e7a como aquele pequeno gr\u00e3o de mostarda, de modo que as nossas vidas sejam \u00f3timo fermento a levedar toda a massa e a fazer ecoar no mundo a mais bela melodia do amor de Deus. <strong><em>in Voz Portucalense.<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +\u00b4<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/strong>Estamos no ano lit\u00fargico <strong>\u2013 2025\/2026, o Ano A<\/strong> \u2013 em que iremos ter a companhia do evangelista S. Mateus em grande parte das proclama\u00e7\u00f5es do Evangelho. Deste modo, como prepara\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser oportuna uma proposta de forma\u00e7\u00e3o para todos os fi\u00e9is acerca do Evangelho de S. Mateus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deste modo, como prepara\u00e7\u00e3o complementar, \u00e9, certamente, oportuna a proposta de forma\u00e7\u00e3o para todos os fi\u00e9is acerca do Evangelho de S. Mateus. H\u00e1 muita ignor\u00e2ncia e confus\u00e3o sobre o Evangelho de Mateus. Merece a pena tentar formar mais e melhor os crist\u00e3os da nossa comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E fizemos isso\u2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>Em anexo \u00e0 Liturgia da Palavra e, tamb\u00e9m, num separador pr\u00f3prio, da p\u00e1gina da par\u00f3quia de Vilar de Andorinho, ficar\u00e1 dispon\u00edvel um texto sobre o evangelista Mateus<\/strong>. Poder\u00e3o melhorar os conhecimentos b\u00edblicos \u2013 Novo Testamento e Antigo Testamento \u2013 em <a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/fbiblica\/\">https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/fbiblica\/<\/a>.Proporciona-se a todos os fi\u00e9is, um maior conhecimento deste precioso tesouro que \u00e9 a Sagrada Escritura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LEITURA I<\/strong><strong> \u2013 <\/strong><strong>Sabedoria 12,13.16-19<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leitura do Livro da Sabedoria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o h\u00e1 Deus, al\u00e9m de V\u00f3s,<br \/>\nque tenha cuidado de todas as coisas;<br \/>\na ningu\u00e9m tendes de mostrar que n\u00e3o julgais injustamente.<br \/>\nO vosso poder \u00e9 o princ\u00edpio da justi\u00e7a<br \/>\ne o vosso dom\u00ednio soberano<br \/>\ntorna-Vos indulgente para com todos.<br \/>\nMostrais a vossa for\u00e7a<br \/>\naos que n\u00e3o acreditam na vossa omnipot\u00eancia<br \/>\ne confundis a aud\u00e1cia daqueles que a conhecem.<br \/>\nMas V\u00f3s, o Senhor da for\u00e7a, julgais com bondade<br \/>\ne governais-nos com muita indulg\u00eancia,<br \/>\nporque sempre podeis usar da for\u00e7a quando quiserdes.<br \/>\nAgindo deste modo, ensinastes ao vosso povo<br \/>\nque o justo deve ser humano<br \/>\ne aos vossos filhos destes a esperan\u00e7a feliz<br \/>\nde que, ap\u00f3s o pecado, dais lugar ao arrependimento.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;Livro da Sabedoria&#8221; \u00e9 o mais recente de todos os livros do Antigo Testamento (aparece durante a primeira metade do s\u00e9c. I a.C.). O seu autor &#8211; um judeu de l\u00edngua grega, provavelmente nascido e educado na Di\u00e1spora (Alexandria?) &#8211; exprimindo-se em termos e concep\u00e7\u00f5es do mundo hel\u00e9nico, faz o elogio da &#8220;sabedoria&#8221; israelita, tra\u00e7a o quadro da sorte que espera o justo e o \u00edmpio no mais-al\u00e9m e descreve (com exemplos tirados da hist\u00f3ria do \u00caxodo) as sortes diversas que tiveram os pag\u00e3os (id\u00f3latras) e os hebreus (fi\u00e9is a Jahw\u00e9h). O seu objetivo \u00e9 duplo: dirigindo-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), convida-os a redescobrirem a f\u00e9 dos pais e os valores judaicos; dirigindo-se aos pag\u00e3os, convida-os a constatar o absurdo da idolatria e a aderir a Jahw\u00e9h, o verdadeiro e \u00fanico Deus&#8230; Para uns e para outros, s\u00f3 Jahw\u00e9h garante a verdadeira &#8220;sabedoria&#8221; e a verdadeira felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto que nos \u00e9 proposto pertence \u00e0 terceira parte do livro (cf. Sab 10,1-19,22). Nessa parte, recorrendo, sobretudo, \u00e0 t\u00e9cnica do midrash, o autor faz a compara\u00e7\u00e3o entre os castigos que Deus lan\u00e7ou contra os &#8220;\u00edmpios&#8221; (os pag\u00e3os) e a salva\u00e7\u00e3o reservada aos &#8220;justos&#8221; (o Povo de Deus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autor come\u00e7a por mostrar como a &#8220;sabedoria&#8221; de Deus se manifestou na hist\u00f3ria de Israel (cf. Sab 10,1-11,14). Em contraste, vai descrever como \u00e9 que Deus tratou os eg\u00edpcios (cf. Sab 11,15-20) e os id\u00f3latras cananeus (cf. Sab 12,3-19). O texto que nos \u00e9 proposto faz parte desta \u00faltima per\u00edcope.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cananeus eram, na perspetiva dos israelitas, uma ra\u00e7a maldita e perversa, que cometiam crimes especialmente hediondos: &#8220;praticavam obras detest\u00e1veis, ritos \u00edmpios, e eram cru\u00e9is assassinos dos seus filhos&#8221; (Sab 12,4-5). Deus podia t\u00ea-los eliminado rapidamente (cf. Sab 12,9); no entanto, retardou o mais poss\u00edvel o castigo (cf. Sab 12,8), dando-lhes v\u00e1rias oportunidades de se arrependerem e de mudarem de vida (cf. Sab 12,10). <strong><em>i<\/em><\/strong><strong><em>n Dehonianos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ATUALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na reflex\u00e3o, considerar os seguintes pontos:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O nosso texto apresenta-nos um Deus tolerante e justo, em quem a bondade e a miseric\u00f3rdia se sobrep\u00f5em \u00e0 vontade de castigar. Ele n\u00e3o quer a destrui\u00e7\u00e3o do pecador, mas a sua convers\u00e3o; Ele ama todos os homens que criou, mesmo aqueles que praticam a\u00e7\u00f5es erradas. Ora, todos n\u00f3s conhecemos bem este quadro de Deus, pois ele aparece-nos a par e passo na Palavra revelada&#8230; Mas j\u00e1 o interioriz\u00e1mos suficientemente?<\/li>\n<li>Interiorizar esta &#8220;fotografia&#8221; de Deus significa &#8220;empapar-nos&#8221; da l\u00f3gica do amor e da miseric\u00f3rdia e deixar que ela transpare\u00e7a em gestos para com os nossos irm\u00e3os. Isso acontece realmente? Qual a nossa atitude para com aqueles que nos fizeram mal, ou cujos comportamentos nos desafiam e incomodam? Faz sentido catalogar os homens em bons e maus e defendermos uma justi\u00e7a implac\u00e1vel para com aqueles que praticam a\u00e7\u00f5es erradas?<\/li>\n<li>Muitas vezes, percebemos certos males que nos incomodam como &#8220;castigos&#8221; de Deus pelo nosso mau proceder. No entanto, este texto deixa claro que Deus n\u00e3o est\u00e1 interessado em castigar os pecadores&#8230; Quando muito, procura fazer-nos perceber, com a pedagogia de um pai cheio de amor, o sem sentido de certas op\u00e7\u00f5es e o mal que nos fazem certos caminhos que escolhemos. <strong><em>i<\/em><\/strong><strong><em>n Dehonianos.<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SALMO RESPONSORIAL \u2013 <\/strong><strong>Salmo 85 (86)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refr\u00e3o: Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V\u00f3s, Senhor, sois bom e indulgente,<br \/>\ncheio de miseric\u00f3rdia para com todos os que Vos invocam.<br \/>\nOuvi, Senhor, a minha ora\u00e7\u00e3o,<br \/>\natendei a voz da minha s\u00faplica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todos os povos que criastes vir\u00e3o adorar-vos, Senhor,<br \/>\ne glorificar o vosso nome,<br \/>\nporque V\u00f3s sois grande e operais maravilhas,<br \/>\nV\u00f3s sois o \u00fanico Deus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Senhor, sois um Deus bondoso e compassivo,<br \/>\npaciente e cheio de miseric\u00f3rdia e fidelidade.<br \/>\nVoltai para mim os vossos olhos<br \/>\ne tende piedade de mim.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>LEITURA II \u2013 <\/strong><strong>Romanos 8,26-27<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leitura da Ep\u00edstola do ap\u00f3stolo S\u00e3o Paulo aos Romanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Irm\u00e3os:<br \/>\nO Esp\u00edrito Santo vem em auxilio da nossa fraqueza,<br \/>\nporque n\u00e3o sabemos que pedir nas nossas ora\u00e7\u00f5es;<br \/>\nmas o pr\u00f3prio Esp\u00edrito intercede por n\u00f3s<br \/>\ncom gemidos inef\u00e1veis.<br \/>\nE Aquele que v\u00ea no \u00edntimo dos cora\u00e7\u00f5es<br \/>\nconhece as aspira\u00e7\u00f5es do Esp\u00edrito,<br \/>\nsabe que Ele intercede pelos santos<br \/>\nem conformidade com Deus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 j\u00e1 alguns domingos que Paulo nos vem propondo uma catequese sobre o caminho a seguir para poder acolher a salva\u00e7\u00e3o que Deus oferece. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um dom de Deus, dom gratuito que \u00e9 fruto da bondade e do amor de Deus (cf. Rom 3,21-5,11). Essa salva\u00e7\u00e3o chega-nos atrav\u00e9s de Jesus Cristo (cf. Rom 5,12-8,39); e atua em n\u00f3s pelo Esp\u00edrito que Jesus derrama sobre aqueles que aderem ao seu projeto e entram na sua comunidade (cf. Rom 8,1-39) &#8211; a comunidade do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No passado domingo, Paulo convidava os crentes a decidirem-se pela vida &#8220;segundo o Esp\u00edrito&#8221;. Dizia-nos que essa op\u00e7\u00e3o ter\u00e1 uma dimens\u00e3o c\u00f3smica e que ajudar\u00e1 a vencer os desequil\u00edbrios e desarmonias que destroem a cria\u00e7\u00e3o de Deus. Trata-se, no entanto, segundo Paulo, de um caminho dif\u00edcil, que exige padecimentos, ren\u00fancias, purifica\u00e7\u00f5es, renova\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 que o crist\u00e3o pode fazer essa op\u00e7\u00e3o? Como \u00e9 que ele percebe, claramente, qual \u00e9 o caminho? Donde recebe ele a for\u00e7a para viver &#8220;segundo o Esp\u00edrito&#8221;? <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ATUALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A reflex\u00e3o poder\u00e1 ter em conta as seguintes quest\u00f5es:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Antes de mais, h\u00e1 neste texto um convite impl\u00edcito a tomarmos consci\u00eancia do amor que Deus nos dedica e da sua preocupa\u00e7\u00e3o com a nossa salva\u00e7\u00e3o, com a nossa realiza\u00e7\u00e3o plena. N\u00e3o somos min\u00fasculos gr\u00e3os de areia abandonados ao sabor das tempestades c\u00f3smicas num universo sem fim; somos filhos amados de Deus, a quem Ele n\u00e3o desiste de indicar, todos os dias, os caminhos da felicidade e da vida definitiva. Nos momentos de crise, de derrota, de fal\u00eancia, \u00e9 preciso conservar os olhos postos nesta certeza: Deus ama-nos; por isso, oferece-nos, de forma gratuita e incondicional, a salva\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O Esp\u00edrito de Deus, vivo e atuante na hist\u00f3ria do mundo e na vida de cada homem ou mulher \u00e9 a &#8220;prova provada&#8221; do amor de Deus por n\u00f3s. O Esp\u00edrito oferece-nos cada dia a vida de Deus, leva-nos ao encontro de Deus, faz com que a nossa voz chegue ao cora\u00e7\u00e3o de Deus. \u00c9 preciso, no entanto, disponibilidade para o acolher e aten\u00e7\u00e3o aos sinais atrav\u00e9s dos quais Ele nos conduz ao encontro de Deus. Acolher o Esp\u00edrito \u00e9 sair do ego\u00edsmo, do orgulho, da autossufici\u00eancia e procurar descobrir, com humildade e simplicidade, os caminhos de Deus, os desafios de Deus.<\/li>\n<li>O ritmo da vida moderna \u00e9 estonteante&#8230; As exig\u00eancias profissionais, os problemas familiares, o inferno do tr\u00e2nsito, a necessidade de ganhar a vida atiram-nos de corrida em corrida, sempre ocupados, sempre cansados, sempre carregados de stress, prisioneiros de uma m\u00e1quina que nos desumaniza e que n\u00e3o nos deixa centrar a nossa aten\u00e7\u00e3o no essencial, reequacionar os nossos valores e prioridades. \u00c9 preciso, no entanto, encontrar tempo e espa\u00e7o para refletir, para redefinir o sentido da nossa exist\u00eancia, para perceber se estamos a conduzir a nossa vida &#8220;segundo a carne&#8221; ou &#8220;segundo o Esp\u00edrito&#8221;.<\/li>\n<li>O verdadeiro crente \u00e9 o que vive em comunh\u00e3o com Deus. N\u00e3o prescinde desses momentos de di\u00e1logo, de partilha, de escuta, de louvor a que chamamos ora\u00e7\u00e3o. \u00c9 nesse di\u00e1logo intenso, verdadeiro, di\u00e1rio que o crente, atrav\u00e9s do Esp\u00edrito, intui a l\u00f3gica de Deus, a sua verdade, o projeto que Ele tem para cada homem e para o mundo. Esfor\u00e7o-me por encontrar espa\u00e7o para o di\u00e1logo com Deus e para fortalecer a minha intimidade com Ele? <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVANGELHO \u2013 <\/strong><strong>Mateus 13,24-43<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S\u00e3o Mateus<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Naquele tempo,<br \/>\nJesus disse \u00e0s multid\u00f5es mais esta par\u00e1bola:<br \/>\n&#8220;O reino dos C\u00e9us pode comparar-se a um homem<br \/>\nque semeou boa semente no seu campo.<br \/>\nEnquanto todos dormiam, veio o inimigo,<br \/>\nsemeou joio no meio do trigo e foi-se embora.<br \/>\nQuando o trigo cresceu e deu fruto,<br \/>\napareceu tamb\u00e9m o joio.<br \/>\nOs servos do dono da casa foram dizer-lhe:<br \/>\n&#8216;Senhor, n\u00e3o semeaste boa semente no teu campo?<br \/>\nDonde vem ent\u00e3o o joio?<br \/>\nEle respondeu-lhes: &#8216;Foi um inimigo que fez isso&#8217;.<br \/>\nDisseram-lhe os servos:<br \/>\n&#8216;Queres que vamos arrancar o joio?&#8217;<br \/>\n&#8216;N\u00e3o! &#8211; disse ele \u2013<br \/>\nn\u00e3o suceda que, ao arrancardes o joio,<br \/>\narranqueis tamb\u00e9m o trigo.<br \/>\nDeixai-os crescer ambos at\u00e9 \u00e0 ceifa<br \/>\ne, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:<br \/>\nApanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;<br \/>\ne ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jesus disse-lhes outra par\u00e1bola:<br \/>\n&#8220;O reino dos C\u00e9us pode comparar-se a um gr\u00e3o de mostarda<br \/>\nque um homem tomou e semeou no seu campo.<br \/>\nSendo a menor de todas as sementes,<br \/>\ndepois de crescer, \u00e9 a maior de todas as hortali\u00e7as<br \/>\ne torna-se \u00e1rvore, de modo que as aves do c\u00e9u v\u00eam abrigar-se nos seus ramos&#8221;.<br \/>\nDisse-lhes outra par\u00e1bola:<br \/>\n&#8220;O reino dos C\u00e9us pode comparar-se ao fermento<br \/>\nque uma mulher toma e mistura em tr\u00eas medidas de farinha,<br \/>\nat\u00e9 ficar tudo levedado&#8221;.<br \/>\nTudo isto disse Jesus em par\u00e1bolas,<br \/>\ne sem par\u00e1bolas nada lhes dizia,<br \/>\na fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,<br \/>\nque disse: &#8220;Abrirei a minha boca em par\u00e1bolas,<br \/>\nproclamarei verdades ocultas desde a cria\u00e7\u00e3o do mundo&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jesus deixou ent\u00e3o as multid\u00f5es e foi para casa.<br \/>\nOs disc\u00edpulos aproximaram-se d&#8217;Ele e disseram-Lhe:<br \/>\n&#8220;Explica-nos a par\u00e1bola do joio no campo&#8221;.<br \/>\nJesus respondeu:<br \/>\n&#8220;Aquele que semeia a boa semente \u00e9 o Filho do homem<br \/>\ne o campo \u00e9 o mundo.<br \/>\nA boa semente s\u00e3o os filhos do reino,<br \/>\no joio s\u00e3o os filhos do Maligno<br \/>\ne o inimigo que o semeou \u00e9 o Dem\u00f3nio.<br \/>\nA ceifa \u00e9 o fim do mundo<br \/>\ne os ceifeiros s\u00e3o os Anjos.<br \/>\nComo o joio \u00e9 apanhado e queimado no fogo,<br \/>\nassim ser\u00e1 no fim do mundo:<br \/>\no Filho do homem enviar\u00e1 os seus Anjos,<br \/>\nque tirar\u00e3o do seu reino todos os escandalosos<br \/>\ne todos os que praticam a iniquidade,<br \/>\ne h\u00e3o de lan\u00e7\u00e1-los na fornalha ardente;<br \/>\na\u00ed haver\u00e1 choro e ranger de dentes.<br \/>\nEnt\u00e3o, os justos brilhar\u00e3o como o sol<br \/>\nno reino do seu Pai.<br \/>\nQuem tem ouvidos, oi\u00e7a&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONTEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuamos em contacto com as &#8220;par\u00e1bolas do Reino&#8221;. O Evangelho deste domingo apresenta-nos mais um bloco de tr\u00eas imagens ou compara\u00e7\u00f5es (&#8220;par\u00e1bolas&#8221;) que pretendem revelar aos disc\u00edpulos e \u00e0s multid\u00f5es que rodeiam Jesus, a realidade do &#8220;Reino&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 vimos, no passado domingo, porque \u00e9 que Jesus pregava por &#8220;par\u00e1bolas&#8221;: porque a linguagem parab\u00f3lica \u00e9 uma linguagem rica, expressiva, questionante; porque a &#8220;par\u00e1bola&#8221; \u00e9 uma excelente arma de controv\u00e9rsia, muito \u00fatil em contextos pol\u00e9micos; porque a &#8220;par\u00e1bola&#8221; faz as pessoas pensar e incita-as \u00e0 procura da verdade. Por tudo isto, as &#8220;par\u00e1bolas&#8221; s\u00e3o uma linguagem privilegiada para apresentar o Reino, para incitar as pessoas a descobrir o Reino e para as levar a aderir ao Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das tr\u00eas par\u00e1bolas que nos s\u00e3o hoje propostas, duas (o gr\u00e3o de mostarda e o fermento) procedem da tradi\u00e7\u00e3o sin\u00f3ptica; a outra (a par\u00e1bola do trigo e do joio) s\u00f3 aparece em Mateus (al\u00e9m de aparecer tamb\u00e9m numa antiga cole\u00e7\u00e3o de &#8220;ditos&#8221; de Jesus, conhecida como &#8220;Evangelho de Tom\u00e9&#8221;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m desta vez percebe-se &#8211; tanto nas par\u00e1bolas, como nas explica\u00e7\u00f5es que as acompanham &#8211; a preocupa\u00e7\u00e3o &#8220;pastoral&#8221; de Mateus: ele n\u00e3o \u00e9 um jornalista a transcrever o que Jesus disse; mas \u00e9 um &#8220;pastor&#8221; que procura exortar, animar, ensinar e fortalecer a f\u00e9 dessa comunidade crist\u00e3 a que o Evangelho se dirige. <strong><em>in Dehonianos.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ATUALIZA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Na reflex\u00e3o, considerar os seguintes desenvolvimentos:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>O Evangelho deste domingo garante-nos, antes de mais, que o &#8220;Reino&#8221; \u00e9 uma realidade irrevers\u00edvel, que est\u00e1 em processo de crescimento no mundo. \u00c9 verdade que \u00e9 dif\u00edcil perceber essa semente a crescer ou esse fermento a levedar a massa, quando vemos multiplicarem-se as viol\u00eancias, as injusti\u00e7as, as prepot\u00eancias, as escravid\u00f5es&#8230; \u00c9 dif\u00edcil acreditar que o &#8220;Reino&#8221; est\u00e1 em processo de constru\u00e7\u00e3o, quando o materialismo, a futilidade, o comodismo, a procura da facilidade, o ef\u00e9mero, sobressaem, de forma t\u00e3o marcada, na vida de grande parte dos homens e das mulheres do nosso tempo&#8230; A Palavra de Deus convida-nos, contudo, a n\u00e3o perder a confian\u00e7a e a esperan\u00e7a. Apesar das apar\u00eancias, o dinamismo do &#8220;Reino&#8221; est\u00e1 presente, minando positivamente a hist\u00f3ria e a vida dos homens.<\/li>\n<li>Na verdade, falar do &#8220;Reino&#8221; n\u00e3o significa falarmos de um &#8220;condom\u00ednio fechado&#8221;, ao qual s\u00f3 tem acesso um grupo privilegiado constitu\u00eddo pelos &#8220;bons&#8221;, pelos &#8220;puros&#8221;, pelos perfeitos&#8221;, e de onde est\u00e1 ausente o mal, o ego\u00edsmo e o pecado&#8230; Falar do &#8220;Reino&#8221; \u00e9 falar de uma realidade em processo de constru\u00e7\u00e3o, onde cada homem e cada mulher t\u00eam o direito de crescer ao seu ritmo, de fazer as suas escolhas, de acolher ou n\u00e3o o dom de Deus, at\u00e9 \u00e0 op\u00e7\u00e3o final e definitiva. \u00c9 falarmos de uma realidade onde o amor de Deus, vivo e atuante, vai introduzindo no cora\u00e7\u00e3o do homem um dinamismo de convers\u00e3o, de transforma\u00e7\u00e3o, de renascimento, de vida nova.<\/li>\n<li>Neste Evangelho temos tamb\u00e9m uma li\u00e7\u00e3o muito sugestiva sobre a atitude de Deus face ao mal e aos que fazem o mal. Na par\u00e1bola do trigo e do joio, Jesus garante-nos que os esquemas de Deus n\u00e3o preveem a destrui\u00e7\u00e3o do pecador, a segrega\u00e7\u00e3o dos maus, a exclus\u00e3o dos culpados. O Deus de Jesus Cristo \u00e9 um Deus de amor e de miseric\u00f3rdia, sem pressa para castigar, que d\u00e1 ao homem &#8220;todo o tempo do mundo&#8221; para crescer, para descobrir o dom de Deus e para fazer as suas escolhas. N\u00e3o percamos nunca de vista a &#8220;paci\u00eancia&#8221; de Deus para com os pecadores: talvez evitemos ter de carregar sentimentos de culpa que oprimem e amarguram a nossa breve caminhada nesta terra.<\/li>\n<li>A &#8220;paci\u00eancia de Deus&#8221; com o joio convida-nos tamb\u00e9m a rejeitarmos as atitudes de rigidez, de intoler\u00e2ncia, de incompreens\u00e3o, de vingan\u00e7a, nas nossas rela\u00e7\u00f5es com os nossos irm\u00e3os. O &#8220;senhor&#8221; da par\u00e1bola n\u00e3o aceita a intoler\u00e2ncia, a impaci\u00eancia, o radicalismo dos &#8220;servos&#8221; que pretendem &#8220;cortar o mal pela raiz&#8221; e arrancar o mal (correndo o risco de serem injustos, de se enganarem e de meterem mal e bem no mesmo saco). \u00c0s vezes, somos demasiados ligeiros em julgar e condenar, como se as coisas fossem claras e tudo fosse, sem discuss\u00e3o, claro ou escuro&#8230; A Palavra de Deus convida-nos a moderar a nossa dureza, a nossa intoler\u00e2ncia, a nossa intransig\u00eancia e a contemplar os irm\u00e3os (com as suas falhas, defeitos, diferen\u00e7as, comportamentos religiosa ou socialmente incorretos) com os olhos benevolentes, compreensivos e pacientes de Deus.<\/li>\n<li>Conv\u00e9m termos sempre presente o seguinte: n\u00e3o h\u00e1 o mal quimicamente puro de um lado e o bem quimicamente puro do outro&#8230; Mal e bem misturam-se no mundo, na vida e no cora\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s. Dividir as na\u00e7\u00f5es em boas (as que t\u00eam uma pol\u00edtica que serve os nossos interesses) e m\u00e1s (as que t\u00eam uma pol\u00edtica que lesa os nossos interesses), os grupos sociais em bons (os que defendem valores com os quais concordamos) e maus (os que defendem valores que n\u00e3o s\u00e3o os nossos), os indiv\u00edduos em bons (os amigos, aqueles que nos apoiam e que est\u00e3o sempre de acordo connosco) e maus (aqueles que nos fazem frente, que nos dizem verdades que s\u00e3o dif\u00edceis de escutar, que n\u00e3o concordam connosco)&#8230; \u00e9 uma atitude simplista, que nos leva frequentemente a assumir atitudes injustas, que geram exclus\u00e3o, marginaliza\u00e7\u00e3o, sofrimento e morte. Mais uma vez: saibamos olhar para o mundo, para os grupos, para as pessoas sem preconceitos, com a mesma bondade, compreens\u00e3o e toler\u00e2ncia que Deus manifesta face a cada homem e a cada mulher, independentemente das suas escolhas e do seu ritmo de caminhada. <strong><em>in Dehonianos<\/em><\/strong>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para os leitores:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As leituras propostas para este Domingo n\u00e3o apresentam nenhuma dificuldade aparente na sua prepara\u00e7\u00e3o. Contudo, um texto curto, como o caso da segunda leitura, exige um cuidado ainda maior para uma eficaz proclama\u00e7\u00e3o do texto. Em ambos os textos, pede-se o cuidado nas pausas e respira\u00e7\u00f5es, porque possuem frases longas com diversas ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANEXOS:<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leitura-I-do-Domingo-XVI-do-Tempo-Comum-Ano-A-19.07.2026-Sabedoria-12-13.16-19.pdf\">Leitura I do Domingo XVI do Tempo Comum &#8211; Ano A &#8211; 19.07.2026 (Sabedoria 12, 13.16-19)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Leitura-II-do-Domingo-XVI-do-Tempo-Comum-Ano-A-19.07.2026-Romanos-8-26-27.pdf\">Leitura II do Domingo XVI do Tempo Comum &#8211; Ano A &#8211; 19.07.2026 (Romanos 8, 26-27)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Domingo-XVI-do-Tempo-Comum-Ano-A-19.07.2026-Lecionario.pdf\">Domingo XVI do Tempo Comum &#8211; Ano A &#8211; 19.07.2026 &#8211; Lecion\u00e1rio<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Domingo-XVI-do-Tempo-Comum-Ano-A-19.07.2026-Oracao-Universal.pdf\">Domingo XVI do Tempo Comum &#8211; Ano A &#8211; 19.07.2026 &#8211; Ora\u00e7\u00e3o Universal<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Domingo-XVI-do-Tempo-Comum-Ano-A-19.07.2026-refletindo.pdf\">Domingo XVI do Tempo Comum &#8211; Ano A &#8211; 19.07.2026 &#8211; refletindo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Ano-A-O-ano-do-evangelista-Mateus.pdf\">Ano A &#8211; O ano do evangelista Mateus<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text css=&#8221;&#8221;] Domingo XVI do Tempo Comum \u2013 Ano A \u2013 19.07.2026 Viver a Palavra \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante de um mundo onde tudo corre a passo lesto, onde procuramos resolu\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"class_list":["post-6933","page","type-page","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6933"}],"version-history":[{"count":610,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17349,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/6933\/revisions\/17349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}