{"id":10806,"date":"2022-06-27T14:41:06","date_gmt":"2022-06-27T13:41:06","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=10806"},"modified":"2022-08-16T10:10:44","modified_gmt":"2022-08-16T09:10:44","slug":"jornadas-pastorais-do-episcopado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=10806","title":{"rendered":"Jornadas Pastorais do Episcopado"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>COMUNICADO<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jun 22, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa,\u00a0[F\u00e1tima, 20-21 de junho de 2022]<\/em><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>As Jornadas Pastorais do Episcopado decorreram na Casa Nossa Senhora das Dores, no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, nos dias 20 e 21 de junho, sobre o tema \u201cSinodalidade nas Igrejas locais e na miss\u00e3o da Confer\u00eancia Episcopal\u201d, e contaram com cerca de 100 participantes, nomeadamente o episcopado portugu\u00eas e sacerdotes e leigos das v\u00e1rias dioceses, servi\u00e7os da Confer\u00eancia Episcopal e representantes da vida consagrada.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li>O processo sinodal de escuta em curso, que ocorreu em grupos, formais ou informais, par\u00f3quias e dioceses, constitui uma grande interpela\u00e7\u00e3o de ordem pr\u00e1tica e operativa, de transforma\u00e7\u00e3o de mentalidades e atitudes, de passagem das palavras aos atos, permitindo o aprofundamento da sinodalidade como o modo de ser Igreja. Trata-se de um ponto sem retorno, antecipando-se o desejo de lhe dar continuidade.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li>Os trabalhos iniciaram com uma confer\u00eancia do professor Jos\u00e9 Eduardo Borges de Pinho, sobre o tema \u201cSinodalidade como interpela\u00e7\u00e3o \u00e0s Igrejas locais e \u00e0 colegialidade episcopal\u201d, e do padre S\u00e9rgio Leal, que apresentou as \u201cresist\u00eancias e oportunidades\u201d do caminho sinodal.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li>A partir da apresenta\u00e7\u00e3o de algumas s\u00ednteses da fase diocesana do processo sinodal, que aconteceu no decorrer destas Jornadas, assinalam-se fragilidades, oportunidades e desafios comuns deste processo sinodal.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li>A partilha do trabalho realizado nas v\u00e1rias dioceses, apresentado no decorrer das Jornadas, aponta para preocupa\u00e7\u00f5es comuns: desvaloriza\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o batismal e excessivo clericalismo de sacerdotes, consagrados e leigos; d\u00edvida de escuta das pessoas mais fr\u00e1geis e exclu\u00eddas; maior proximidade em rela\u00e7\u00e3o a quem \u00e9 diferente e a pessoas com defici\u00eancia; dificuldade em acolher e dialogar, em escutar e estar com os jovens, em promover a corresponsabilidade nos processos de decis\u00e3o e de escolha de lideran\u00e7as, em discernir e regulamentar os minist\u00e9rios ordenados e na defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que permitam o an\u00fancio do Evangelho na atualidade.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li>A consci\u00eancia das fragilidades que habitamos \u00e9 essencialmente motivadora para descobrir novos pontos de encontro, acolher todas as ansiedades na certeza da presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo e gerir expectativas que um movimento sinodal pode gerar.<\/li>\n<li>Com o prop\u00f3sito de tomar decis\u00f5es concretas e indispens\u00e1veis que nos ajudem a enfrentar a complexidade da \u00e9poca em que vivemos, os participantes nas Jornadas Pastorais do Episcopado propuseram, em trabalhos de grupo, sugest\u00f5es para o exerc\u00edcio da sinodalidade nas igrejas locais:<\/li>\n<\/ol>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>promover continuamente o exerc\u00edcio da escuta, nomeadamente junto dos jovens, retomando, nas comunidades, associa\u00e7\u00f5es e movimentos, as s\u00ednteses e relat\u00f3rios elaborados, para dar continuidade a este processo sinodal, com reflexos operacionais na defini\u00e7\u00e3o de planos pastorais;<\/li>\n<li>criar grupos de acolhimento qualificados, de conhecimento da comunidade, que sejam promotores da amizade e da fraternidade;<\/li>\n<li>apostar na comunica\u00e7\u00e3o, interna e externa, e definir um plano de comunica\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>promover a forma\u00e7\u00e3o, de matriz sinodal, do clero e dos leigos;<\/li>\n<li>promover o papel da mulher na Igreja;<\/li>\n<li>trabalhar em rede e valorizar os \u00f3rg\u00e3os sinodais e de participa\u00e7\u00e3o paroquiais ou diocesanos j\u00e1 existentes, enquanto espa\u00e7os de verdadeiro discernimento, avaliando a pertin\u00eancia de limita\u00e7\u00e3o de mandatos, sem burocratizar, e apostando na participa\u00e7\u00e3o laical e na corresponsabilidade eclesial;<\/li>\n<li>implementar a obrigatoriedade dos conselhos pastorais;<\/li>\n<li>fomentar e alimentar a convers\u00e3o espiritual e pastoral, animando a mudan\u00e7a de mentalidades de agentes pastorais, tornando a comunidade acess\u00edvel a todos e partilhando boas pr\u00e1ticas entre dioceses vizinhas;<\/li>\n<li>valorizar o consenso que caminha para a verdade e que n\u00e3o compromete a unidade.<\/li>\n<\/ul>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"8\">\n<li>Acerca da sinodalidade na Confer\u00eancia Episcopal, os 10 grupos de trabalho sugerem:<\/li>\n<\/ol>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>melhorar a comunica\u00e7\u00e3o, interna e externa, cuidar a linguagem e definir um plano de comunica\u00e7\u00e3o para a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal;<\/li>\n<li>dar continuidade ao processo sinodal, divulgando boas pr\u00e1ticas existentes, definindo pr\u00f3ximos passos e operacionalizando as propostas sinodais desde as bases, as comunidades e par\u00f3quias;<\/li>\n<li>viver efetivamente a sinodalidade entre as dioceses, entre os servi\u00e7os da CEP e entre os bispos, criando redes de contactos, promovendo sinergias e propondo linhas orientadoras para todo o pa\u00eds ou mesmo um plano pastoral comum;<\/li>\n<li>estudar a cria\u00e7\u00e3o de minist\u00e9rios laicais, nomeadamente da caridade e do acolhimento;<\/li>\n<li>repensar a sustentabilidade econ\u00f3mica das estruturas da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, promovendo a partilha de solu\u00e7\u00f5es, alargando equipas de assessores e cuidando a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os;<\/li>\n<li>tornar a nomea\u00e7\u00e3o de novos bispos mais c\u00e9lere, a acontecer num esp\u00edrito de sinodalidade e com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade;<\/li>\n<li>repensar a forma\u00e7\u00e3o nos semin\u00e1rios e a forma\u00e7\u00e3o permanente dos sacerdotes, em chave sinodal;<\/li>\n<li>promover uma poss\u00edvel reorganiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e setores da Confer\u00eancia Episcopal inspirada na reforma da C\u00faria Romana, recentemente operacionalizada e j\u00e1 em vigor, com maior participa\u00e7\u00e3o laical.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">F\u00e1tima, 21 de junho de 2022<br \/>\n<em>Os participantes nas Jornadas Pastorais do Episcopado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<h4><strong>DOCUMENTO DOUTRINAL<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minist\u00e9rios laicais para uma Igreja Ministerial<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jun 22, 2022<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>A doutrina do Conc\u00edlio Vaticano II sobre a presen\u00e7a e a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo na vida da Igreja (cf. LG 4) esbo\u00e7a a miss\u00e3o de Cristo culminada na P\u00e1scoa (SC 5): desde ent\u00e3o o Esp\u00edrito Santo enriquece a Igreja e guia-a com diversos dons hier\u00e1rquicos e carism\u00e1ticos: \u00ab<em>h\u00e1 diversidade de dons, mas o Esp\u00edrito \u00e9 o mesmo;\u00a0h\u00e1 diversidade de servi\u00e7os, mas o Senhor \u00e9 o mesmo;\u00a0h\u00e1 diversos modos de agir, mas \u00e9 o mesmo Deus que realiza tudo em todos.\u00a0A cada um \u00e9 dada a manifesta\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, para proveito comum<\/em>\u00bb (1Cor 12,4-7; cf. Ef 4,11-13).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta convic\u00e7\u00e3o de f\u00e9, o Conc\u00edlio Vaticano II projetou uma Igreja pluriministerial, rica de pastores, de profetas, de doutores, de anci\u00e3os, entre outros, na qual se manifesta a fecundidade carism\u00e1tica do Esp\u00edrito do Ressuscitado. Deste modo superou a ideia de que os carismas pertenciam apenas \u00e0 Igreja primitiva ou eram reservados apenas \u00e0 fun\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica. O Decreto\u00a0<em>Apostolicam actuositatem<\/em>\u00a0(cf. AA 3,4,30) afirma que o Esp\u00edrito Santo infunde carismas particulares nos batizados, para que estes contribuam para a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja e para o bem de todos com o seu pr\u00f3prio dom.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li>Na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u00a0<em>Christifideles laici<\/em>, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II convidava-nos \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos carismas, desde os mais simples aos mais complexos \u00ab<em>os quais devem ser recebidos com gratid\u00e3o, tanto da parte de quem os recebe, como da parte de todos na Igreja<\/em>\u00bb (ChL 24). E procurava distinguir entre minist\u00e9rios, of\u00edcios e fun\u00e7\u00f5es (ChL 23), reconhecendo a necessidade de rever o Motu proprio \u201c<em>Ministeria quaedam<\/em>\u201d de S\u00e3o Paulo VI.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua program\u00e1tica Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u00a0<em>Evangelii Gaudium<\/em>, o Papa Francisco acentua a raiz batismal da condi\u00e7\u00e3o discipular e mission\u00e1ria de todos os fi\u00e9is, independentemente do seu grau de instru\u00e7\u00e3o e reclama um novo protagonismo dos batizados (cf. EG 120), chamados a evangelizar os m\u00faltiplos ambientes da vida. E, na sua recente Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, por ocasi\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o do Motu proprio\u00a0<em>Spiritus Domini<\/em>, afirma: \u00ab<em>O compromisso dos fi\u00e9is leigos, certamente n\u00e3o pode e n\u00e3o deve esgotar-se no exerc\u00edcio dos minist\u00e9rios n\u00e3o ordenados, mas uma melhor configura\u00e7\u00e3o destes minist\u00e9rios e uma refer\u00eancia mais precisa \u00e0 responsabilidade que nasce, para cada crist\u00e3o, do Batismo e da Confirma\u00e7\u00e3o, pode ajudar a Igreja a redescobrir o sentido de comunh\u00e3o que a carateriza e a iniciar um renovado compromisso na catequese e na celebra\u00e7\u00e3o da f\u00e9<\/em>\u00bb. Na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica\u00a0<em>Evangelii Gaudium<\/em>\u00a0e por sucessivas vezes, o Papa Francisco insiste que esta renovada ministerialidade n\u00e3o pode ficar confinada ao setor lit\u00fargico e prof\u00e9tico, mas deve tamb\u00e9m ser ativada no campo da vida comunit\u00e1ria e da rela\u00e7\u00e3o da Igreja com o mundo.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li>Numa perspetiva gradual, mas sempre aberta, dedicamos este nosso Documento a uma especifica\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios j\u00e1 institu\u00eddos (leitor, ac\u00f3lito e catequista), tendo em vista a sua implementa\u00e7\u00e3o ousada, realista e criteriosa, nas nossas dioceses. Esperamos que a pr\u00e1tica efetiva de uma renovada ministerialidade laical, nestes tr\u00eas minist\u00e9rios, se torne experi\u00eancia e \u201claborat\u00f3rio pastoral\u201d, que abra caminho a novos minist\u00e9rios laicais, tamb\u00e9m no \u00e2mbito da pastoral comunit\u00e1ria, familiar, juvenil e sociocaritativa. \u00c9 tamb\u00e9m de esperar que o processo sinodal, j\u00e1 em marcha, a n\u00edvel das Igrejas locais, ofere\u00e7a sugest\u00f5es mais concretas e nos aponte mais claramente a dire\u00e7\u00e3o do caminho a prosseguir, para uma mais ampla e renovada ministerialidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>I PARTE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PRINC\u00cdPIOS DOUTRINAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Do carisma ao minist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li>A Igreja \u00e9 mist\u00e9rio de comunh\u00e3o \u00e0 imagem da Sant\u00edssima Trindade. Membros do Corpo de Cristo pelos sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, os fi\u00e9is s\u00e3o dotados pelo Esp\u00edrito do Senhor Ressuscitado de dons variados em ordem \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o da Igreja e \u00e0 sua miss\u00e3o no mundo. A autenticidade destes dons e carismas, a acolher com disponibilidade e a p\u00f4r generosamente ao servi\u00e7o do bem comum, deve ser objeto de constante discernimento por parte dos pastores da Igreja a quem compete o servi\u00e7o da unidade, avaliando tudo e retendo o que \u00e9 bom (cf. 1Ts 5,21), segundo dois crit\u00e9rios principais: a profiss\u00e3o de uma s\u00f3 f\u00e9 e a harm\u00f3nica converg\u00eancia na caridade.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li>Todo o carisma, como o minist\u00e9rio, tem uma dimens\u00e3o de eclesialidade que n\u00e3o pode ser abandonada. Da\u00ed a necessidade e a compet\u00eancia da Igreja para discernir os carismas. Uma das notas de autenticidade dos carismas \u00e9 que eles sejam colocados ao servi\u00e7o de todos. Reconhecida a sua autenticidade e postos ao servi\u00e7o de todo o Corpo de Cristo e da sua miss\u00e3o, devem ser acolhidos com humildade e a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. Muitos dos carismas ou dons da gra\u00e7a s\u00e3o singulares e irrepet\u00edveis. Mas h\u00e1 alguns que d\u00e3o resposta a necessidades e situa\u00e7\u00f5es relativamente est\u00e1veis e que, uma vez reconhecidos, se configuram como\u00a0<em>minist\u00e9rios<\/em>. \u00ab<em>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja chamam-se minist\u00e9rios \u00e0s diversas formas que os carismas assumem quando s\u00e3o reconhecidos publicamente e postos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da comunidade e da sua miss\u00e3o de modo est\u00e1vel<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Minist\u00e9rios e carismas reclamam-se mutuamente, mas os carismas s\u00e3o mais amplos que os minist\u00e9rios e nem todos os carismas se convertem em minist\u00e9rios ou se destinam \u00e0 institui\u00e7\u00e3o. O carisma \u00e9 um dom do Esp\u00edrito para o servi\u00e7o. A reciprocidade entre carismas e minist\u00e9rios exige atento discernimento dos pastores, para evitar que o minist\u00e9rio seja confiado a algu\u00e9m sem que se veja nele o carisma.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O minist\u00e9rio enraizado no Sacramento da Ordem<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li>A Igreja tem minist\u00e9rios recebidos do seu Fundador, que s\u00e3o estruturantes e fazem dela o Povo Santo de Deus, a assembleia dos disc\u00edpulos do Senhor Jesus. Estabelecidos desde o in\u00edcio da Igreja, esses minist\u00e9rios devem perdurar at\u00e9 \u00e0 vinda gloriosa de Cristo, ainda que a sua configura\u00e7\u00e3o concreta tenha conhecido uma variedade de formas ao longo da hist\u00f3ria. Referimo-nos aos minist\u00e9rios apost\u00f3licos que t\u00eam em Cristo a sua origem e o seu modelo. O carisma desse minist\u00e9rio \u00e9 conferido por um Sacramento especial \u2013 o Sacramento da Ordem \u2013 pelo qual o Esp\u00edrito Santo configura de modo especial alguns fi\u00e9is a Cristo, para serem no meio do Povo Santo, at\u00e9 ao fim dos tempos, o sacramento da presen\u00e7a de Cristo, Cabe\u00e7a, Mestre, Sacerdote e Pastor.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li>Pelo dom do Esp\u00edrito, recebido mediante a imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, estes ministros sagrados perpetuam na Igreja a miss\u00e3o que Jesus Cristo recebeu do Pai e confiou aos ap\u00f3stolos. Estes foram por Ele livremente chamados, escolhidos, formados e enviados para congregar a Igreja, santific\u00e1-la pela Palavra e pelos Sacramentos e gui\u00e1-la na caridade at\u00e9 \u00e0 unidade perfeita. Eles integram a hierarquia sagrada que estrutura a Igreja desde as suas origens e que se articula nos tr\u00eas graus do Episcopado, Presbiterado e Diaconado, cabendo aos dois primeiros o exerc\u00edcio do sacerd\u00f3cio ministerial. Os ministros ordenados n\u00e3o est\u00e3o fora ou acima do Povo de Deus, mas s\u00e3o seus membros, servindo os seus irm\u00e3os batizados e crismados em ordem ao crescimento de todo o Corpo e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da sua miss\u00e3o no mundo at\u00e9 que todos cheguem, livre e ordenadamente \u00e0 plenitude da f\u00e9 e \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o na caridade (cf. LG 18).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os minist\u00e9rios enraizados nos Sacramentos da Inicia\u00e7\u00e3o e do Matrim\u00f3nio<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"8\">\n<li>Os ministros ordenados, enquanto tais, representam Cristo-Cabe\u00e7a, n\u00e3o o Cristo-todo. Por isso n\u00e3o esgotam nem absorvem ou concentram toda a rica ministerialidade com que se tece e embeleza o corpo de Cristo, para o bom desempenho do mandato mission\u00e1rio recebido do seu Mestre e Senhor, na for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo. Os diferentes minist\u00e9rios, of\u00edcios e fun\u00e7\u00f5es na Igreja, quer derivem do sacramento da Ordem, quer derivem dos Sacramentos do Batismo e da Confirma\u00e7\u00e3o e ainda do Matrim\u00f3nio, n\u00e3o est\u00e3o entre si numa rela\u00e7\u00e3o de superioridade ou inferioridade, mas sim de complementaridade na diversidade, e no servi\u00e7o e acolhimento rec\u00edprocos.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos, pois, a grande \u201cviragem\u201d teol\u00f3gica que representou a decis\u00e3o conciliar, expressa na Constitui\u00e7\u00e3o Dogm\u00e1tica sobre a Igreja\u00a0<em>Lumen gentium<\/em>, de fazer preceder o cap\u00edtulo dedicado \u00e0 Hierarquia de um cap\u00edtulo novo sobre o Povo de Deus. Porque aquilo que \u00e9 comum a todos os crist\u00e3os precede todas e quaisquer distin\u00e7\u00f5es entre eles e, por conseguinte, precede o necess\u00e1rio, mas posterior discurso sobre a essencial estrutura hier\u00e1rquica da Igreja. O Batismo \u00e9 o sacramento da igualdade radical entre todos os crist\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minist\u00e9rios para os Homens e as Mulheres<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"9\">\n<li>Chegou a hora de dar mais um passo e transpor a reforma pastoral dos minist\u00e9rios laicais dos documentos oficiais da Igreja para a vida das nossas Igrejas locais. \u00ab<em>Oferecer aos leigos de ambos os sexos a possibilidade de aceder aos minist\u00e9rios [institu\u00eddos], em virtude da sua participa\u00e7\u00e3o no sacerd\u00f3cio batismal, incrementar\u00e1 o reconhecimento, inclusive mediante um ato lit\u00fargico (institui\u00e7\u00e3o), do contributo precioso que, desde h\u00e1 tempo, muit\u00edssimos leigos, incluindo mulheres, oferecem \u00e0 vida e \u00e0 miss\u00e3o da Igreja<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref2\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn2\">[2]<\/a>. N\u00e3o nos bastam minist\u00e9rios para a edifica\u00e7\u00e3o interior da Igreja, s\u00e3o precisos minist\u00e9rios para a sua miss\u00e3o no mundo em ordem a permear de esp\u00edrito evang\u00e9lico as realidades do mundo e da nossa sociedade.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>II PARTE<br \/>\nOS MINIST\u00c9RIOS J\u00c1 INSTITU\u00cdDOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"10\">\n<li>O Papa Francisco confiou \u00e0s Confer\u00eancias Episcopais a responsabilidade de \u00ab<em>estabelecer crit\u00e9rios adequados para o discernimento e a prepara\u00e7\u00e3o dos candidatos e das candidatas aos minist\u00e9rios do Leitorado e do Acolitado \u2013 e de Catequista \u2013, ou de outros minist\u00e9rios que considerem instituir, segundo o que j\u00e1 foi disposto no\u00a0<\/em>Motu Proprio<em>Ministeria quaedam, com a pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9 e de acordo com as necessidades da evangeliza\u00e7\u00e3o no seu territ\u00f3rio<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref3\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn3\">[3]<\/a>. \u00c9 o que nos propomos fazer neste documento.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apontam-se aqui, de forma sint\u00e9tica, as notas caracter\u00edsticas dos minist\u00e9rios institu\u00eddos<a name=\"_ftnref4\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn4\">[4]<\/a>:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Vocacional: o minist\u00e9rio brota de uma \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d que \u00e9 dom e gra\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, e \u00e9 um \u201ccarisma\u201d que reconduz \u00e0 fonte de todos os carismas; da\u00ed a invoca\u00e7\u00e3o da b\u00ean\u00e7\u00e3o de Deus na celebra\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Os minist\u00e9rios devem ser considerados uma verdadeira voca\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, um chamamento da Igreja que reconhece em tal pessoa um projeto divino sobre ela, a fim de servir o Povo de Deus e a sua miss\u00e3o.<\/li>\n<li>Laical: estes minist\u00e9rios n\u00e3o decorrem do Sacramento da Ordem, n\u00e3o levam a quem os recebe no estado clerical e n\u00e3o s\u00e3o exclusivos dos candidatos ao Sacramento da Ordem; os leigos desempenham os minist\u00e9rios institu\u00eddos com verdadeira corresponsabilidade na miss\u00e3o. Responsabilidade significa a possibilidade e o dever de responder em primeira inst\u00e2ncia ao Senhor pelo minist\u00e9rio que lhes foi confiado.<\/li>\n<li>Necess\u00e1rio: os minist\u00e9rios institu\u00eddos correspondem a uma verdadeira necessidade na medida em que tais minist\u00e9rios s\u00e3o de import\u00e2ncia vital para a miss\u00e3o da Igreja, a tal ponto que se possa afirmar que a diaconia da Igreja se torna vis\u00edvel e \u00e9 estruturada por tais minist\u00e9rios. Importa, por isso, que tais minist\u00e9rios correspondam a uma responsabilidade eclesial determinada com precis\u00e3o.<\/li>\n<li>Eclesial: como todos os \u00abcarismas\u00bb \u2013 e muito mais quando \u201cem estado de servi\u00e7o\u201d \u2013 os minist\u00e9rios institu\u00eddos e reconhecidos pela Igreja local, ordenam-se ao bem da Igreja e o seu exerc\u00edcio s\u00f3 faz sentido inserido na comunh\u00e3o dessa mesma Igreja. \u00c0 nota da eclesialidade pertence ainda o car\u00e1ter p\u00fablico, quer da cola\u00e7\u00e3o (celebra\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o) quer do exerc\u00edcio, que caracteriza estes minist\u00e9rios e pela qual se exprime o reconhecimento que a Igreja faz deles.<\/li>\n<li>Est\u00e1vel: os minist\u00e9rios institu\u00eddos conferidos a leigos concretos s\u00e3o, em princ\u00edpio, est\u00e1veis e prolongados no tempo. Por isso, o rito de institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se pode repetir. Todavia, o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio pode e deve ser regulado na sua dura\u00e7\u00e3o, conte\u00fado e modalidades por cada Confer\u00eancia Episcopal, conforme as exig\u00eancias pastorais<a name=\"_ftnref5\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minist\u00e9rios ao servi\u00e7o da vida da Igreja e da sua miss\u00e3o no Mundo<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"11\">\n<li>Os minist\u00e9rios laicais devem estar ao servi\u00e7o n\u00e3o apenas da edifica\u00e7\u00e3o da Igreja, mas tamb\u00e9m da sua miss\u00e3o no mundo, n\u00e3o apenas ao servi\u00e7o da Liturgia, mas tamb\u00e9m da Profecia, da Caridade, da Comunh\u00e3o e da Miss\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"12\">\n<li>Sem esquecer a forma\u00e7\u00e3o de n\u00edvel acad\u00e9mico superior, proporcionada pela Faculdade de Teologia nos seus v\u00e1rios Centros Regionais, e que deve ser proporcionada ou, pelo menos, proposta aos fi\u00e9is que tenham a possibilidade de frequentar os seus cursos, \u00e9 necess\u00e1rio que todos os que se prop\u00f5em ou s\u00e3o chamados a algum minist\u00e9rio laical institu\u00eddo possam frequentar com aproveitamento algum Curso B\u00e1sico de Teologia que lhes proporcione uma forma\u00e7\u00e3o doutrinal s\u00f3lida, pelo menos ao n\u00edvel do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica e do Comp\u00eandio da Doutrina Social da Igreja. Cada uma das tr\u00eas primeiras partes do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica deveria ser objeto de um curso com 1h de leciona\u00e7\u00e3o semanal durante um ano.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perfil comum para a institui\u00e7\u00e3o nos minist\u00e9rios Laicais<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"13\">\n<li>O \u00a7 1 do c\u00e2n. 230 do\u00a0<em>CDC<\/em>, recentemente revisto pelo Papa Francisco<a name=\"_ftnref6\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn6\">[6]<\/a>, diz claramente quem pode ser assumido para os minist\u00e9rios laicais institu\u00eddos:<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00ab<em>Os leigos, possuidores da idade e das qualidades determinadas por decreto da Confer\u00eancia Episcopal, podem, mediante o rito lit\u00fargico, ser assumidos de modo est\u00e1vel para desempenharem os minist\u00e9rios de leitor e de ac\u00f3lito \u2013 e, acrescente-se, de catequista<a name=\"_ftnref7\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn7\"><strong>[7]<\/strong><\/a>\u00a0\u2013; por\u00e9m, a cola\u00e7\u00e3o destes minist\u00e9rios n\u00e3o lhes confere o direito \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o ou remunera\u00e7\u00e3o por parte da Igreja<\/em>\u00bb.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"14\">\n<li>No decreto aplicativo deste c\u00e2none, que se mant\u00e9m v\u00e1lido suprimindo a reserva ao sexo masculino, conforme a nova formula\u00e7\u00e3o can\u00f3nica, e \u00e9 extensivo ao minist\u00e9rio de Catequista, a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa estabeleceu em 25 de mar\u00e7o de 1985 quais os requisitos exigidos aos candidatos para a cola\u00e7\u00e3o destes minist\u00e9rios, especialmente no que respeita \u00e0 idade para a sua admiss\u00e3o: \u00ab<em>tenham completado 25 anos de idade, a n\u00e3o ser que o Bispo diocesano dispense desta ida<a name=\"_Toc69722372\"><\/a><a name=\"_Toc69722577\"><\/a><a name=\"_Toc93902124\"><\/a>de\u00bb.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estabilidade no Minist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"15\">\n<li>Com exce\u00e7\u00e3o dos candidatos \u00e0s Ordens Sacras, cada fiel, em princ\u00edpio, apenas receber\u00e1 um dos minist\u00e9rios institu\u00eddos, e deve exerc\u00ea-lo por um per\u00edodo de cinco anos, renov\u00e1vel.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">De facto, o exerc\u00edcio do minist\u00e9rio n\u00e3o deve parecer demasiado provis\u00f3rio e \u00e0 merc\u00ea de caprichos pessoais. Pelo contr\u00e1rio, requer continuidade para que os fi\u00e9is o possam reconhecer e acolher conscientemente. A t\u00edtulo excecional, por proposta devidamente fundamentada dos respons\u00e1veis pastorais das comunidades onde exerce o seu minist\u00e9rio, e passado um tempo razo\u00e1vel de exerc\u00edcio, que nunca dever\u00e1 ser inferior a um ano, o Bispo poder\u00e1 autorizar que um ministro j\u00e1 institu\u00eddo receba a cola\u00e7\u00e3o de outro minist\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Candidatos ao Diaconado e Presbiterado<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"16\">\n<li>No caminho que conduz \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o diaconal e sacerdotal, os futuros ordinandos dever\u00e3o ser institu\u00eddos sucessivamente Leitores e Ac\u00f3litos e exercer efetivamente esses minist\u00e9rios por um tempo conveniente. A norma can\u00f3nica prev\u00ea, pelo menos, meio ano de exerc\u00edcio do acolitado antes da ordena\u00e7\u00e3o diaconal<a name=\"_ftnref8\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn8\">[8]<\/a>. Mas o minist\u00e9rio de Catequista n\u00e3o deve ser conferido \u00e0queles que j\u00e1 iniciaram o caminho para a Ordem sagrada e, especialmente, se foram admitidos entre os candidatos ao diaconado e ao presbiterado. Estas institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o dever\u00e3o ser vividas como meras etapas burocr\u00e1ticas de um processo, mas como um caminho de forma\u00e7\u00e3o que permita aos candidatos compreender melhor e fazer a experi\u00eancia de \u00ab<em>que s\u00e3o participantes de uma ministerialidade partilhada com outros batizados, homens e mulheres. De tal modo que o sacerd\u00f3cio pr\u00f3prio de todos os fi\u00e9is (communis sacerdotio) e o sacerd\u00f3cio dos ministros ordenados (sacerdotium ministeriale seu hierarchicum) apare\u00e7am ainda mais claramente ordenados um ao outro (cf. LG 10), para a edifica\u00e7\u00e3o da Igreja e para o testemunho do Evangelho<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref9\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Admiss\u00e3o ao minist\u00e9rio Institu\u00eddo<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"17\">\n<li>Para que algu\u00e9m possa ser admitido aos minist\u00e9rios, \u00e9 exigido:<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>18. o requerimento, livremente escrito e assinado pelo aspirante, que h\u00e1 de ser apresentado ao Bispo Diocesano, a quem compete a aceita\u00e7\u00e3o<a name=\"_ftnref10\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn10\">[10]<\/a>;<\/li>\n<li>19. a apresenta\u00e7\u00e3o feita pelo P\u00e1roco ou Superior(a) da comunidade;<\/li>\n<li>20. a idade conveniente e os dotes peculiares, conforme estabelecido pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa;<\/li>\n<li>21. a vontade firme de servir fielmente a Deus e ao povo crist\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os minist\u00e9rios conferidos a leigos, n\u00e3o aspirantes ao Diaconado e ao Presbiterado, devem ser exercidos no \u00e2mbito da diocese a que pertencem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cessa\u00e7\u00e3o no minist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"18\">\n<li>Se a admiss\u00e3o aos minist\u00e9rios institu\u00eddos pressup\u00f5e a disponibilidade declarada do sujeito e a sua reconhecida idoneidade, a falta subsequente de alguma destas duas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 motivo de suspens\u00e3o ou exclus\u00e3o do exerc\u00edcio dos mesmos minist\u00e9rios. Compete ao Bispo Diocesano dispensar, tempor\u00e1ria ou definitivamente, do exerc\u00edcio do minist\u00e9rio recebido.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"19\">\n<li>Os candidatos ao Diaconado e Presbiterado que interrompam esse processo, espontaneamente ou n\u00e3o, cessam por esse facto o exerc\u00edcio dos minist\u00e9rios institu\u00eddos que tenham, entretanto, recebido, ressalvando, por\u00e9m, a faculdade que o Bispo diocesano tem de os reconfirmar, a pedido do interessado ou da comunidade em que esteja inserido.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Celebra\u00e7\u00e3o da Institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"20\">\n<li>Os ritos lit\u00fargicos de cola\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios institu\u00eddos, no caso dos candidatos \u00e0s Ordens Sacras, dever\u00e3o celebrar-se na igreja Catedral, para candidatos da diocese, ou nas igrejas dos Institutos religiosos clericais, para os candidatos a eles pertencentes.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cola\u00e7\u00e3o nos minist\u00e9rios ser\u00e1 conferida, conforme os casos, pelo respetivo Ordin\u00e1rio: o Bispo Diocesano ou o Superior Maior. A cola\u00e7\u00e3o dos minist\u00e9rios para os leigos que n\u00e3o s\u00e3o candidatos \u00e0s Ordens Sacras deve ser conferida pelo Bispo diocesano mediante o rito pr\u00f3prio ou na igreja Catedral ou, de prefer\u00eancia, na igreja da par\u00f3quia a que pertencem, num dia festivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Veste lit\u00fargica<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"21\">\n<li>\u00ab<em>A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e institu\u00eddos, seja qual for o seu grau, \u00e9 a alva, que ser\u00e1 cingida \u00e0 cintura por um c\u00edngulo, a n\u00e3o ser que, pelo seu feitio, ela se ajuste ao corpo sem necessidade de c\u00edngulo. Se a alva n\u00e3o cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pesco\u00e7o, p\u00f4r-se-\u00e1 o amito antes de a vestir<\/em>\u00bb (IGMR 336). Recordamos que a t\u00fanica branca \u00e9 mem\u00f3ria do Batismo, a fonte do sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is. Ulteriores indica\u00e7\u00f5es sobre a veste lit\u00fargica s\u00e3o da compet\u00eancia dos Ordin\u00e1rios do lugar que ter\u00e3o o cuidado de evitar qualquer equ\u00edvoco ou imita\u00e7\u00e3o das vestes pr\u00f3prias dos ministros ordenados.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> O MINIST\u00c9RIO DE LEITOR<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tarefas<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"22\">\n<li>A fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do Leitor institu\u00eddo \u00e9 proclamar a Palavra de Deus nas assembleias lit\u00fargicas. Com efeito, a leitura dos textos b\u00edblicos na assembleia n\u00e3o \u00e9 of\u00edcio presidencial, mas sim ministerial: com exce\u00e7\u00e3o do Evangelho, cuja proclama\u00e7\u00e3o \u00e9 reservada ao di\u00e1cono ou, na sua falta, a um presb\u00edtero, todas as restantes leituras s\u00e3o da compet\u00eancia dos leitores, que as devem efetivamente proclamar, mesmo que estejam presentes ministros de ordem superior (IGMR 99; OLM 51).<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"23\">\n<li>Para al\u00e9m dessa sua fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, os leitores podem ser chamados a desempenhar durante as celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, a t\u00edtulo de supl\u00eancia, fun\u00e7\u00f5es de outros minist\u00e9rios: na falta de Salmista, recitar\u00e1 os Salmos interleccionais; na falta de di\u00e1cono ou cantor, poder\u00e1 ser ele a apresentar as inten\u00e7\u00f5es da Ora\u00e7\u00e3o universal; na falta de diretor do canto e de comentador, poder\u00e1 ser ele a dirigir o canto e a orientar a participa\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is nas celebra\u00e7\u00f5es. Por fim, o\u00a0<em>Diret\u00f3rio para a celebra\u00e7\u00e3o do Domingo na aus\u00eancia de Presb\u00edtero<\/em>coloca-os, a par dos ac\u00f3litos, entre os leigos a dar preced\u00eancia para a condu\u00e7\u00e3o desse tipo de assembleias lit\u00fargicas<a name=\"_ftnref11\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn11\">[11]<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"24\">\n<li>Mas seria minorar a miss\u00e3o do Leitor institu\u00eddo confin\u00e1-lo a um desempenho ritual. De facto, a Liturgia \u00e9 \u00abcume e fonte\u00bb (SC 10). Coerentemente, a epifania lit\u00fargica do minist\u00e9rio confiado aos Leitores obriga a alargar os horizontes do servi\u00e7o eclesial que lhes \u00e9 confiado para al\u00e9m do momento da celebra\u00e7\u00e3o. Assim, o Motu Proprio\u00a0<em>Ministeria Quaedam<\/em>prop\u00f5e-lhes tarefas de mais lato alcance pastoral, como preparar os fi\u00e9is para a rece\u00e7\u00e3o frutuosa dos sacramentos (catequese\u2026), ajudar na organiza\u00e7\u00e3o da liturgia da Palavra<a name=\"_ftnref12\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn12\">[12]<\/a>, e assegurar a forma\u00e7\u00e3o do grupo dos leitores aos quais, por encargo tempor\u00e1rio, se pode confiar o exerc\u00edcio de facto deste minist\u00e9rio.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"25\">\n<li>Em suma, o leitorado \u00e9 um minist\u00e9rio a conferir n\u00e3o apenas a quem leia bem nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, mas sobretudo a quem se disponibiliza para colaborar na organiza\u00e7\u00e3o das atividades de evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese, dando coer\u00eancia e consist\u00eancia ao seu servi\u00e7o lit\u00fargico.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"26\">\n<li>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser leitor, nem se improvisa e, acima de tudo, tendo em conta o amplo leque das fun\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o atribu\u00eddas. Com efeito, os leitores devem ser aptos e diligentemente preparados. Em primeiro lugar eles devem deixar-se imbuir, impregnar inteiramente pela Palavra de Deus que h\u00e3o de amar, de que far\u00e3o o seu tesouro mais precioso e o seu alimento quotidiano. H\u00e3o de aprofundar o seu conhecimento da Sagrada Escritura mediante uma leitura ass\u00eddua, um estudo diligente, uma ora\u00e7\u00e3o fervorosa e um testemunho cred\u00edvel. Sintetizando, diremos que a sua prepara\u00e7\u00e3o h\u00e1 de ser geral e particular; remota, pr\u00e9via, permanente e concomitante ao exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, ela deve abarcar, pelo menos, as seguintes al\u00edneas:<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica que capacite para a compreens\u00e3o dos textos nos respetivos contextos e g\u00e9neros liter\u00e1rios, e na perspetiva unit\u00e1ria e englobante da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica que lhes d\u00ea um conhecimento efetivo do sentido e estruturas da Liturgia da Palavra e da sua conex\u00e3o com a Liturgia Eucar\u00edstica e com os outros Sacramentos e Sacramentais. Em particular, deve conhecer por dentro a estrutura e organiza\u00e7\u00e3o dos lecion\u00e1rios, dominando os crit\u00e9rios que presidiram \u00e0 sele\u00e7\u00e3o, ordenamento e harmoniza\u00e7\u00e3o das leituras;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o catequ\u00e9tica, nomeadamente na \u00e1rea da pedagogia da f\u00e9 e do acompanhamento da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3 nas v\u00e1rias faixas et\u00e1rias;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e pr\u00e1tica no cap\u00edtulo da dic\u00e7\u00e3o e da leitura proclamada em voz alta, bem como das artes e t\u00e9cnicas da comunica\u00e7\u00e3o oral, designadamente da leitura proclamada em p\u00fablico, com ou sem amplifica\u00e7\u00e3o artificial. Ler bem em forma de proclama\u00e7\u00e3o em p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mesmo para quem j\u00e1 se habituou a dominar o nervosismo e a emo\u00e7\u00e3o de falar perante uma assembleia. N\u00e3o basta uma boa alfabetiza\u00e7\u00e3o. A arte de proclamar bem em p\u00fablico assenta certamente em dotes naturais, mas estes devem ser sublimados pelo estudo e pela t\u00e9cnica, e partir de uma experi\u00eancia pessoal de encontro com o texto a proclamar.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"27\">\n<li>Se toda a vida crist\u00e3 deve ser b\u00edblica, muito mais assumidamente o deve ser a espiritualidade do Leitor: uma vida de ora\u00e7\u00e3o inspirada e nutrida continuamente no contacto familiar com a Palavra de Deus, que vive e floresce na Liturgia e \u00e9 a alma de todo o apostolado. A atitude do Leitor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Palavra de Deus deve corresponder \u00e0 de Jo\u00e3o Baptista em rela\u00e7\u00e3o a Cristo, a da \u00abVoz\u00bb em rela\u00e7\u00e3o ao \u00abVerbo\u00bb: \u00ab<em>conv\u00e9m que Ele cres\u00e7a e eu diminua<\/em>\u00bb (<em>Jo<\/em>3, 30).<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong> O MINIST\u00c9RIO DE AC\u00d3LITO<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tarefas<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"28\">\n<li>O Ac\u00f3lito \u00e9 institu\u00eddo para ajudar o Di\u00e1cono e para ministrar ao sacerdote no servi\u00e7o do altar. O servi\u00e7o do altar compreende diversas atividades que \u00e9 conveniente distribuir entre v\u00e1rios ac\u00f3litos. Havendo apenas um, ser\u00e1 ele a fazer o que for mais importante, e distribuem-se por outros ministros as demais tarefas (IGMR 187-193).<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"29\">\n<li>Desdobrando esta fun\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica, compete ao Ac\u00f3lito:<\/li>\n<\/ol>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>levar a cruz na prociss\u00e3o de entrada;<\/li>\n<li>servir o livro e ajudar o sacerdote e o di\u00e1cono em tudo o que for preciso;<\/li>\n<li>na aus\u00eancia do di\u00e1cono, preparar o altar, colocando sobre ele o corporal, o sangu\u00edneo, o c\u00e1lice e o missal; ajudar o sacerdote, se for necess\u00e1rio, na rece\u00e7\u00e3o dos dons do povo, levar ao altar o p\u00e3o e o vinho e entreg\u00e1-los ao sacerdote e, se se utiliza incenso, apresentar ao sacerdote o tur\u00edbulo e assisti-lo na incensa\u00e7\u00e3o das oferendas e do altar;<\/li>\n<li>nas condi\u00e7\u00f5es previstas, pode ajudar o sacerdote e o di\u00e1cono na distribui\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o, como ministro extraordin\u00e1rio<a name=\"_ftnref13\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn13\">[13]<\/a>; na distribui\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o sob as duas esp\u00e9cies, oferece o c\u00e1lice aos comungantes ou segura-o, se a comunh\u00e3o \u00e9 por intin\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>terminada a distribui\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o, ajuda o sacerdote e o di\u00e1cono na purifica\u00e7\u00e3o dos vasos sagrados, purifica-os e arruma-os;<\/li>\n<li>na falta de ministros ordin\u00e1rios ou no impedimento destes, o Ac\u00f3lito pode fazer a exposi\u00e7\u00e3o do SS. Sacramento da Eucaristia \u00e0 adora\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, e rep\u00f4-lo na reserva, sem, contudo, dar a b\u00ean\u00e7\u00e3o (MQ VI; C\u00e2n. 943);<\/li>\n<li>O Ac\u00f3lito pode tamb\u00e9m instruir os demais ministros que, por encargo temporal, ajudam o sacerdote ou o di\u00e1cono nas a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, levando o Missal, a Cruz, as velas, etc., ou realizando outras fun\u00e7\u00f5es semelhantes.<\/li>\n<\/ul>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"30\">\n<li>Como acab\u00e1mos de ver, o Ac\u00f3lito \u00e9 tamb\u00e9m \u00abMinistro extraordin\u00e1rio da Sagrada Comunh\u00e3o\u00bb e \u00e9-o, pela sua Institui\u00e7\u00e3o, de forma est\u00e1vel. Casos h\u00e1 tamb\u00e9m \u2013 e cada vez mais frequentes entre n\u00f3s \u2013 em que, por falta de sacerdote, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel celebrar a Eucaristia em todos os Domingos e festas. Em tais circunst\u00e2ncias, um leigo, devidamente autorizado, pode reunir a assembleia lit\u00fargica, dirigir uma celebra\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus e distribuir a Comunh\u00e3o. Os Ac\u00f3litos institu\u00eddos est\u00e3o entre aqueles que, de prefer\u00eancia, podem ser mandatados para esse servi\u00e7o<a name=\"_ftnref14\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn14\">[14]<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"31\">\n<li>O \u00e2mbito privilegiado da atua\u00e7\u00e3o dos ac\u00f3litos \u00e9, portanto, o culto divino. Mas competem-lhe tamb\u00e9m responsabilidades como educador de todos os que, na comunidade, prestam servi\u00e7o nas a\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas. O rito da sua institui\u00e7\u00e3o v\u00ea-os como cultores e promotores da unidade em redor do mist\u00e9rio eucar\u00edstico, e estimula-os a serem instrumentos do amor de Cristo e da Igreja para com os mais d\u00e9beis e enfermos. Dever\u00e3o, por isso, esfor\u00e7ar-se por conhecer o esp\u00edrito da liturgia e as normas que a regulam e por desenvolver um profundo amor ao povo de Deus e, de modo especial, aos seus membros sofredores.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"32\">\n<li>O minist\u00e9rio dos Ac\u00f3litos exige uma prepara\u00e7\u00e3o conveniente que ter\u00e1 aspetos comuns \u00e0 dos Leitores e a outros minist\u00e9rios de \u00e2mbito lit\u00fargico, a par de conte\u00fados espec\u00edficos:<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica: para al\u00e9m de um conhecimento suficiente da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o e da Sagrada Escritura em geral, prestar-se-\u00e1 especial aten\u00e7\u00e3o aos textos do Antigo Testamento e do Novo Testamento que fazem especial refer\u00eancia \u00e0 Eucaristia;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica: Os ac\u00f3litos devem ser iniciados no conhecimento da teologia da Eucaristia e dos demais Sacramentos e Sacramentais, sobretudo daqueles que se celebram mais frequentemente e nos quais ele \u00e9 chamado a prestar o seu servi\u00e7o; deve igualmente ter uma suficiente inicia\u00e7\u00e3o eclesiol\u00f3gica, de modo a compreender o significado e o papel dos diferentes minist\u00e9rios e of\u00edcios lit\u00fargicos na Igreja;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o lit\u00fargica: Os ac\u00f3litos devem ser suficientemente iniciados no conhecimento e na pr\u00e1tica da linguagem dos sinais sagrados da Liturgia; devem tamb\u00e9m estudar em particular a liturgia da celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica, bem como de todas as formas de participa\u00e7\u00e3o e de culto da Eucaristia: comunh\u00e3o dentro e fora da Missa, comunh\u00e3o dos doentes, Vi\u00e1tico, exposi\u00e7\u00e3o breve e prolongada do SS. Sacramento, etc.;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o est\u00e9tica: os Ac\u00f3litos devem conhecer e respeitar as normas e os modelos de toda a verdadeira arte para a liturgia: arquitetura, alfaias, imagens, etc. Devem tamb\u00e9m ser educados no dom\u00ednio do corpo e da motricidade humana, cultivando a harmonia do movimento e o sentido do ritmo das partes e do conjunto;<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o \u00abpastoral\u00bb ou \u00abpr\u00e1tica\u00bb: o Ac\u00f3lito deve ser preparado para o di\u00e1logo e a coordena\u00e7\u00e3o e para o trato quer com todos os que desempenham servi\u00e7os especiais nas celebra\u00e7\u00f5es quer com os doentes e grupos que est\u00e3o chamados a servir como ministros extraordin\u00e1rios da Comunh\u00e3o. Esta prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente requerida para o exerc\u00edcio do seu m\u00fanus de formadores nas escolas e grupos paroquiais ou interparoquiais.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"33\">\n<li>A espiritualidade do Ac\u00f3lito n\u00e3o pode deixar de ser uma espiritualidade eucar\u00edstica. Uma \u201cespiritualidade eucar\u00edstica\u201d implica o sentido muito vivo da multiforme presen\u00e7a de Cristo, a dedica\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o dos irm\u00e3os e o testemunho e compromisso na edifica\u00e7\u00e3o da comunh\u00e3o e da unidade eclesial. O minist\u00e9rio do Ac\u00f3lito n\u00e3o se esgota no servi\u00e7o cultual: \u00e9 tamb\u00e9m um servi\u00e7o fraterno \u00e0 comunidade crist\u00e3 e, particularmente aos presb\u00edteros, aos di\u00e1conos e aos fi\u00e9is aos quais o ac\u00f3lito leva a comunh\u00e3o como ministro extraordin\u00e1rio. O respeito e a venera\u00e7\u00e3o com que deve tratar o Corpo do Senhor e todos os objetos sagrados, deve lev\u00e1-lo tamb\u00e9m a reconhecer a presen\u00e7a de Cristo, a am\u00e1-lo e a servi-lo nos seus irm\u00e3os, particularmente nos necessitados e nos enfermos<a name=\"_ftnref15\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn15\">[15]<\/a>.<a name=\"_Toc69722378\"><\/a><a name=\"_Toc69722583\"><\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong> O MINIST\u00c9RIO DE CATEQUISTA<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"34\">\n<li>Entre os novos minist\u00e9rios institu\u00eddos, est\u00e1 o antigo minist\u00e9rio de Catequista, que o Papa Francisco instituiu, recentemente, atrav\u00e9s da sua Carta Apost\u00f3lica em forma de Motu Proprio\u00a0<em>Antiquum ministerium\u00a0<\/em>(AM), assinada no dia 10 de maio de 2021. O minist\u00e9rio de Catequista faz parte daqueles minist\u00e9rios, dos quais dizia S\u00e3o Paulo VI, que \u201c<em>s\u00e3o novos na apar\u00eancia, mas muito ligados a experi\u00eancias vividas pela Igreja ao longo da sua exist\u00eancia<\/em>\u201d (EN 73; cit. AM, 7).<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o do Papa Francisco de instituir o minist\u00e9rio de Catequista est\u00e1 em linha com o Diret\u00f3rio para a Catequese, que atribui ao minist\u00e9rio do Catequista um lugar significativo no conjunto dos minist\u00e9rios e servi\u00e7os de evangeliza\u00e7\u00e3o, tendo em conta a import\u00e2ncia da Catequese e da pessoa do Catequista no crescimento da f\u00e9: \u00ab<em>este minist\u00e9rio introduz \u00e0 f\u00e9 e, juntamente com o minist\u00e9rio lit\u00fargico, gera os filhos de Deus no seio da Igreja! Por este motivo, a voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do catequista tem a sua raiz na voca\u00e7\u00e3o comum do Povo de Deus chamado a servir o des\u00edgnio salv\u00edfico de Deus a favor da humanidade<\/em>\u00bb (DC 110).<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"35\">\n<li>\u00c9 reconhecido que, nas nossas comunidades, alguns fi\u00e9is se sentem particularmente chamados por Deus a assumir o papel de catequistas, ao servi\u00e7o de uma catequese mais org\u00e2nica e estruturada. \u201c<em>N\u00e3o se pode esquecer a multid\u00e3o incont\u00e1vel de leigos e leigas, que tomam parte na difus\u00e3o do Evangelho atrav\u00e9s do ensino catequ\u00e9tico<\/em>\u201d (AM 3). Na verdade, s\u00e3o diversos os graus da dedica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia dos catequistas. A import\u00e2ncia do minist\u00e9rio da catequese aconselha a que, em cada diocese, exista um certo n\u00famero de fi\u00e9is que, de modo est\u00e1vel e generosamente dedicados \u00e0 catequese, sejam reconhecidos publicamente. Estes fi\u00e9is, em comunh\u00e3o com os sacerdotes e o Bispo, contribuem para dar a este servi\u00e7o diocesano a configura\u00e7\u00e3o eclesial que lhe \u00e9 pr\u00f3pria.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"36\">\n<li>Tendo este minist\u00e9rio \u00ab<em>uma forte val\u00eancia vocacional que requer o devido discernimento por parte do Bispo<\/em>\u00bb,<a name=\"_ftnref16\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn16\">[16]<\/a>e sendo o seu conte\u00fado definido pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, em conformidade com o que est\u00e1 expresso em\u00a0<em>Antiquum ministerium<\/em>, nem todos os que se chamam \u00abcatequistas\u00bb, desempenhando um servi\u00e7o de catequese ou de colabora\u00e7\u00e3o pastoral, devem ser institu\u00eddos.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"37\">\n<li>Em princ\u00edpio, n\u00e3o dever\u00e3o ser institu\u00eddos como Catequistas:<\/li>\n<\/ol>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>aqueles que j\u00e1 iniciaram o caminho para a Ordem sagrada e, especialmente, foram admitidos entre os candidatos ao diaconado e ao presbiterado: como j\u00e1 se recordou, o minist\u00e9rio de Catequista \u00e9 um minist\u00e9rio laical e \u00e9 essencialmente distinto do minist\u00e9rio ordenado que se recebe com o Sacramento da Ordem<a name=\"_ftnref17\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn17\">[17]<\/a>;<\/li>\n<li>os religiosos e as religiosas (independentemente da sua perten\u00e7a a Institutos que t\u00eam como carisma a catequese), a n\u00e3o ser que desempenhem um papel de refer\u00eancia para uma comunidade paroquial ou de coordena\u00e7\u00e3o da atividade catequ\u00e9tica. Recorde-se que, na falta de ministros institu\u00eddos, podem \u2013 assim como todos os batizados \u2013 exercer \u00abde facto\u00bb os minist\u00e9rios, precisamente por for\u00e7a do Batismo, que \u00e9 o fundamento tamb\u00e9m da profiss\u00e3o religiosa;<\/li>\n<li>os que desempenham um servi\u00e7o direcionado exclusivamente a membros de algum movimento eclesial: essa fun\u00e7\u00e3o, igualmente preciosa, de facto, \u00e9 atribu\u00edda pelos respons\u00e1veis de cada movimento eclesial e n\u00e3o, como no caso do minist\u00e9rio de Catequista, pelo Bispo diocesano na sequ\u00eancia do seu discernimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades pastorais;<\/li>\n<li>os que ensinam religi\u00e3o cat\u00f3lica nas escolas, a n\u00e3o ser que desempenhem simultaneamente outras tarefas eclesiais ao servi\u00e7o da par\u00f3quia ou da diocese.<a name=\"_ftnref18\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn18\">[18]<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perfil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">38, O Papa Francisco tra\u00e7a em poucas linhas o perfil dos candidatos ao minist\u00e9rio institu\u00eddo do Catequista: \u00ab<em>Conv\u00e9m que, ao minist\u00e9rio institu\u00eddo de Catequista, sejam chamados homens e mulheres de f\u00e9 profunda e maturidade humana, que tenham uma participa\u00e7\u00e3o ativa na vida da comunidade crist\u00e3, sejam capazes de acolhimento, generosidade e vida de comunh\u00e3o fraterna, recebam a devida forma\u00e7\u00e3o b\u00edblica, teol\u00f3gica, pastoral e pedag\u00f3gica, para ser sol\u00edcitos comunicadores da verdade da f\u00e9, e tenham j\u00e1 maturado uma pr\u00e9via experi\u00eancia de catequese. Requer-se que sejam colaboradores fi\u00e9is dos presb\u00edteros e di\u00e1conos, dispon\u00edveis para exercer o minist\u00e9rio onde for necess\u00e1rio e animados por verdadeiro entusiasmo apost\u00f3lico<\/em>\u00bb (AM, n.\u00ba 8). Como de todo o catequista, e, mais ainda do Catequista institu\u00eddo, se espera que se revele:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Um crist\u00e3o que recebe o chamamento particular de Deus, o qual, acolhido e amadurecido na f\u00e9, o habilita para o servi\u00e7o da transmiss\u00e3o da f\u00e9 e para a tarefa de iniciar na vida crist\u00e3. \u201cEste minist\u00e9rio possui uma forte val\u00eancia vocacional\u201d (AM 8);<\/li>\n<li>Um crist\u00e3o que participa da miss\u00e3o de Jesus e se deixa guiar pelo Esp\u00edrito Santo, verdadeiro protagonista da miss\u00e3o;<\/li>\n<li>Uma testemunha da f\u00e9. No testemunho de vida assenta a credibilidade do seu minist\u00e9rio. Apesar das suas fragilidades, gra\u00e7as \u00e0 miseric\u00f3rdia de Deus, n\u00e3o deixa de ser sinal de esperan\u00e7a para os irm\u00e3os;<\/li>\n<li>Uma testemunha da Tradi\u00e7\u00e3o viva da f\u00e9 e mediador que facilita o encontro com Cristo;<\/li>\n<li>Um Mestre e mistagogo que introduz no mist\u00e9rio de Deus;<\/li>\n<li>Uma companhia e educador de todos aqueles que lhe s\u00e3o confiados; \u00e9 um perito na arte do acompanhamento;<\/li>\n<li>Um educador crist\u00e3o, que goza de compet\u00eancias pedag\u00f3gicas, sabe escutar e entrar nas din\u00e2micas do amadurecimento do cora\u00e7\u00e3o humano;<\/li>\n<li>Um companheiro de viagem, dotado de paci\u00eancia na docilidade ao Esp\u00edrito Santo, capaz de ajudar os irm\u00e3os a amadurecer e a crescer na f\u00e9 gradual e progressivamente;<\/li>\n<li>Um perito em humanidade, conhece as alegrias e as esperan\u00e7as do homem, as suas tristezas e ang\u00fastias e sabe coloc\u00e1-las em rela\u00e7\u00e3o com o Evangelho.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tarefas<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"39\">\n<li>\u201cO\u00a0<em>Catequista \u00e9 chamado, antes de mais nada, a exprimir a sua compet\u00eancia no servi\u00e7o pastoral da transmiss\u00e3o da f\u00e9, que se desenvolve nas suas diferentes etapas<\/em>\u201d (AM 6). Poder\u00e1 caber ao Catequista, institu\u00eddo neste minist\u00e9rio, uma especial responsabilidade na coordena\u00e7\u00e3o e revitaliza\u00e7\u00e3o da catequese, a n\u00edvel paroquial, interparoquial, vicarial ou diocesano. Ser\u00e1 ele o representante eclesial, a voz e o rosto de todos os outros catequistas nos diversos \u00e2mbitos da a\u00e7\u00e3o pastoral, cabendo-lhe tamb\u00e9m a especial tarefa de velar pela forma\u00e7\u00e3o integral dos outros catequistas.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"40\">\n<li>O Papa Francisco, no Motu proprio\u00a0<em>Antiquum ministerium,<\/em>convida \u201c<em>as Confer\u00eancias Episcopais a tornarem realidade o minist\u00e9rio de Catequista, estabelecendo o iter formativo necess\u00e1rio e os crit\u00e9rios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o servi\u00e7o que estas pessoas ser\u00e3o chamadas a desempenhar em conformidade com tudo o que foi expresso por esta Carta Apost\u00f3lica<\/em>\u201d (AM 9). Neste \u00e2mbito, devem ser tidas em conta as recomenda\u00e7\u00f5es do Diret\u00f3rio para a Catequese, no cap\u00edtulo IV. O referido documento acentua a forma\u00e7\u00e3o integral do catequista, enquanto processo permanente de transforma\u00e7\u00e3o da sua pessoa, para o habilitar a comunicar o Evangelho, a acompanhar e a educar na f\u00e9. Esta forma\u00e7\u00e3o integral e permanente tem o seu lugar privilegiado na comunidade crist\u00e3, no seio do grupo de catequistas, e desenvolve-se na experi\u00eancia \u2018laboratorial\u2019 do exerc\u00edcio do pr\u00f3prio minist\u00e9rio (na prepara\u00e7\u00e3o, realiza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o da catequese). No j\u00e1 referido\u00a0<em>Motu proprio<\/em>, especificam-se os quatro \u00e2mbitos da forma\u00e7\u00e3o: \u201c<em>b\u00edblica, teol\u00f3gica, pastoral e pedag\u00f3gica<\/em>\u201d (AM 8).<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"41\">\n<li>A forma\u00e7\u00e3o do catequista compreende v\u00e1rias dimens\u00f5es que n\u00e3o devem ser consideradas independentes umas das outras. Resumidamente, podem delinear-se assim:<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Na dimens\u00e3o do ser<\/em>, o catequista \u00e9 formado para se tornar testemunha da f\u00e9 e guardi\u00e3o da mem\u00f3ria de Deus. Nos seus percursos formativos e atrav\u00e9s de um di\u00e1logo honesto com o seu diretor espiritual, o Catequista deve ser ajudado a identificar a modalidade correta para viver a sua autoridade unicamente como servi\u00e7o aos irm\u00e3os. Al\u00e9m disso, para n\u00e3o trair a confian\u00e7a das pessoas que lhe s\u00e3o confiadas, deve saber distinguir entre foro externo e foro interno e aprender a ter grande respeito pela liberdade sagrada do outro, sem a violar nem manipular de modo algum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Na dimens\u00e3o do saber<\/em>, o catequista deve fazer uma forma\u00e7\u00e3o b\u00edblico-teol\u00f3gica e de conhecimento antropol\u00f3gico e do contexto social. A assimila\u00e7\u00e3o do conte\u00fado da f\u00e9 como sabedoria da f\u00e9 acontece antes de mais atrav\u00e9s da familiaridade com a Sagrada Escritura e com o estudo do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, dos catecismos da Igreja particular e dos documentos do Magist\u00e9rio. Para isto \u00e9 necess\u00e1rio que o catequista conhe\u00e7a: as grandes etapas da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o: Antigo Testamento, Novo Testamento e Hist\u00f3ria da Igreja, \u00e0 luz do mist\u00e9rio pascal de Jesus Cristo; os n\u00facleos essenciais da mensagem e da experi\u00eancia crist\u00e3: o S\u00edmbolo da f\u00e9, a liturgia e os sacramentos, a vida moral e a ora\u00e7\u00e3o; os elementos principais do Magist\u00e9rio eclesial acerca do an\u00fancio do Evangelho e da catequese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na dimens\u00e3o do\u00a0<em>saber fazer<\/em>, o catequista forma-se para crescer como educador e comunicador. \u00ab<em>O catequista \u00e9 um educador que facilita o amadurecimento da f\u00e9 que o catec\u00fameno ou o catequizando realiza com a ajuda do Esp\u00edrito Santo. A primeira realidade que \u00e9 necess\u00e1rio ter em considera\u00e7\u00e3o neste setor decisivo da forma\u00e7\u00e3o \u00e9 a de respeitar a pedagogia original da f\u00e9<\/em>\u00bb (DC 244). Reconhecendo que o seu interlocutor \u00e9 um sujeito ativo no qual a gra\u00e7a de Deus atua de modo din\u00e2mico, o catequista h\u00e1 de apresentar-se como algu\u00e9m que facilita respeitosamente uma experi\u00eancia de f\u00e9 da qual n\u00e3o \u00e9 o protagonista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rito da institui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"42\">\n<li>O minist\u00e9rio de Catequista \u00e9 conferido pelo Bispo Diocesano, ou por um sacerdote delegado por ele, mediante o Rito lit\u00fargico\u00a0<em>De Institutione Catechistarum<\/em>, promulgado pela S\u00e9 Apost\u00f3lica (cf. Decreto da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, no passado dia 3 de dezembro de 2021), com as adapta\u00e7\u00f5es que se julgarem convenientes. O minist\u00e9rio pode ser conferido durante a Missa ou durante uma celebra\u00e7\u00e3o da Palavra. A estrutura do Rito prev\u00ea, depois da liturgia da Palavra, uma exorta\u00e7\u00e3o (texto adapt\u00e1vel pelas Confer\u00eancias Episcopais locais de acordo com a forma em que desejem especificar o papel dos catequistas), um convite \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, um texto de b\u00ean\u00e7\u00e3o e a entrega do Crucifixo.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"43\">\n<li>A presente proposta dos Minist\u00e9rios Institu\u00eddos \u00e0 Igreja que est\u00e1 em Portugal tem como objetivo: \u00ab<em>\u201cfazer de Cristo o cora\u00e7\u00e3o do mundo\u201d<\/em><em>que \u00e9 peculiar miss\u00e3o de toda a Igreja. Precisamente este servi\u00e7o em favor do mundo, \u00fanico, mas diversificado, alarga os horizontes da miss\u00e3o eclesial, impedindo-a de se encerrar em l\u00f3gicas est\u00e9reis que visam sobretudo reivindicar espa\u00e7os de poder e ajudando-as a experimentar-se como comunidade espiritual que \u201ccaminha juntamente com toda a humanidade e experimenta juntamente com o mundo a mesma sorte terrena\u201d (<\/em>GS,<em>n. 40). Nesta din\u00e2mica pode compreender-se verdadeiramente o significado de \u201cIgreja em sa\u00edda\u201d<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref19\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn19\">[19]<\/a>. A sinodalidade \u00e9 uma voca\u00e7\u00e3o essencial da Igreja e, s\u00f3 neste caminho realizado em conjunto \u00e9 poss\u00edvel valorizar os diversos minist\u00e9rios.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"44\">\n<li>A Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa prop\u00f5e que, no \u00e2mbito do processo sinodal em marcha e depois de consolidada a pr\u00e1tica dos minist\u00e9rios oficialmente j\u00e1 institu\u00eddos, se abra um caminho de di\u00e1logo e de reflex\u00e3o pastorais, com propostas bem concretas, em ordem ao reconhecimento e\/ou \u00e0 institui\u00e7\u00e3o de novos minist\u00e9rios laicais.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser\u00e1 a pr\u00e1tica pastoral concretamente desenvolvida a suscitar a necessidade e o reconhecimento de tais minist\u00e9rios. Com este prop\u00f3sito, queremos evitar uma precipita\u00e7\u00e3o no que se refere a novos minist\u00e9rios\u00a0<em>criados\u00a0<\/em>por Decreto, pois tamb\u00e9m aqui se imp\u00f5e o crit\u00e9rio pastoral, segundo o qual \u00ab<em>a realidade \u00e9 superior \u00e0 ideia<\/em>\u00bb (EG 231-233).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos confiantes que tamb\u00e9m este caminho se far\u00e1 numa caminhada em conjunto. \u00c9 preciso dar cidadania \u00e0 vitalidade criativa do Esp\u00edrito Santo, que n\u00e3o deixa de tornar fecunda a sua Igreja. Tamb\u00e9m para Portugal chegou a hora de abrir \u00ab<em>novos caminhos para a ministerialidade eclesial<\/em>\u00bb<a name=\"_ftnref20\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftn20\">[20]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0Francisco, Carta apost\u00f3lica Motu Proprio\u00a0<em>Spiritus Domini<\/em>\u00a0de 10 de janeiro de 2021; Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9<\/em>. Para o Minist\u00e9rio de Catequista, cf. Id, Carta Apost\u00f3lica Motu proprio\u00a0<em>Antiquum Ministerium\u00a0<\/em>[= AM]<em>,<\/em>\u00a0nn. 8, 9, 11.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Cf. CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL ITALIANA,\u00a0<em>Evangelizzazione e ministeri,<\/em>\u00a0de 15 de agosto de 1977, n. 68.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0Cf. Francisco,\u00a0<em>Antiquum ministerium,<\/em>\u00a0n. 9. Cf. Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos [= CCDDS],\u00a0<em>Carta aos presidentes das Confer\u00eancias Episcopais sobre o rito da institui\u00e7\u00e3o dos catequistas<\/em>, 3 de dezembro de 2021, n. 3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref6\">[6]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Spiritus Domini<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>AM<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0<em>C\u00e2n.\u00a0<\/em>1035 \u00a7 2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref9\">[9]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref10\">[10]<\/a>\u00a0Tratando-se do requerimento para o Leitorado ou Acolitado de candidatos \u00e0s ordens sacras, membros dos institutos de perfei\u00e7\u00e3o clericais, o requerimento \u00e9 apresentado ao Ordin\u00e1rio (o Superior Maior).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn11\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref11\">[11]<\/a>\u00a0Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino,<em>\u00a0Direct\u00f3rio para a celebra\u00e7\u00e3o do Domingo na aus\u00eancia de Presb\u00edtero<\/em>\u00a0de 2 de junho de 1988, n. 30: EDREL 4007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn12\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref12\">[12]<\/a>\u00a0Este servi\u00e7o dos Leitores institu\u00eddos \u00e9 previsto em OLM 51: \u00ab<em>O minist\u00e9rio do leitor, conferido pelo rito lit\u00fargico, deve ser tido em apre\u00e7o. Os leitores institu\u00eddos, se estiverem presentes, devem exercer a fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria ao menos nos domingos e dias festivos, sobretudo na celebra\u00e7\u00e3o principal. Tamb\u00e9m lhes pode ser confiado o of\u00edcio de ajudar na organiza\u00e7\u00e3o da liturgia da Palavra e, se for preciso, preparar outros fi\u00e9is que, por encargo tempor\u00e1rio, fazem as leituras na celebra\u00e7\u00e3o da Missa<\/em>\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref13\">[13]<\/a>\u00a0Para que o ac\u00f3lito atue como ministro extraordin\u00e1rio da Comunh\u00e3o requer-se que n\u00e3o haja ministros ordin\u00e1rios em n\u00famero suficiente, ou que o n\u00famero dos fi\u00e9is seja t\u00e3o elevado que alongue em demasia o tempo da celebra\u00e7\u00e3o (MQ, VI; C\u00e2n. 943).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn14\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref14\">[14]<\/a>\u00a0Cf. SC 35, \u00a7 4; C\u00e2n. 230 \u00a7 3 e 1248 \u00a7 2; Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino,<em>\u00a0Direct\u00f3rio para a celebra\u00e7\u00e3o do Domingo na aus\u00eancia de Presb\u00edtero<\/em>: EDREL 3978-4027.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn15\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref15\">[15]<\/a>\u00a0Cf.\u00a0<em>1 Cor<\/em>\u00a011,29b;\u00a0<em>Mt<\/em>\u00a025,40.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn16\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref16\">[16]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Antiquum ministerium,<\/em>\u00a0n. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn17\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref17\">[17]<\/a>\u00a0Cf. Francisco,\u00a0<em>Spiritus Domini<\/em>, s.n.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn18\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref18\">[18]<\/a>\u00a0CCDDS,\u00a0<em>Carta<\/em>, n. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn19\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref19\">[19]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn20\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ministerios-laicais-para-uma-igreja-ministerial\/#_ftnref20\">[20]<\/a>\u00a0Francisco,\u00a0<em>Carta ao Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9<\/em>, citando o quinto cap\u00edtulo do documento final da Assembleia Especial do S\u00ednodo dos Bispos para a regi\u00e3o Pan-Amaz\u00f3nica (6-27 de outubro de 2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Jornadas-Pastorais-do-Episcopado-Portugues-20-e-21-Junho-2022.pdf\">Jornadas Pastorais do Episcopado Portugu\u00eas &#8211; 20 e 21 Junho 2022 (PDF)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Jornadas Pastorais do Episcopado decorreram na Casa Nossa Senhora das Dores, no Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, nos dias 20 e 21 de junho, sobre o tema &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10043,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[84],"tags":[],"class_list":["post-10806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arquivo-2022"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10806"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10806\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10815,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10806\/revisions\/10815"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}