{"id":11781,"date":"2023-04-10T13:17:08","date_gmt":"2023-04-10T12:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=11781"},"modified":"2023-04-10T13:19:16","modified_gmt":"2023-04-10T12:19:16","slug":"pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=11781","title":{"rendered":"P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>9 de abril do ano 30<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sete coisas novas sobre o homem que abalou o mundo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/author\/antoniomarujo\/\"><strong>Ant\u00f3nio Marujo<\/strong><\/a><strong>\u00a0|\u00a08 abr. 2023 \u2013 7Margens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pelo calend\u00e1rio, a P\u00e1scoa crist\u00e3 caiu neste ano na mesma data em que, pensam v\u00e1rios exegetas, ter\u00e1 calhado quando Jesus foi morto. Por esse motivo, reproduz-se a seguir, com pequenas atualiza\u00e7\u00f5es, um texto sobre o assunto publicado inicialmente no\u00a0<\/em><\/strong><strong>P\u00fablico<em>, em abril de 2009.<\/em><\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_11782\" aria-describedby=\"caption-attachment-11782\" style=\"width: 395px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11782 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img1.jpg\" alt=\"\" width=\"395\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img1.jpg 395w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11782\" class=\"wp-caption-text\">Cristo Ressuscitado na Igreja Paroquial de S\u00e3o Pedro de Valongo do Vouga (\u00c1gueda). Foto \u00a9 Ant\u00f3nio Marujo\/7Margens<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sabe-se hoje que Jesus existiu, era um judeu na forma de viver e de rezar, n\u00e3o nasceu a 25 de dezembro, era visto como profeta, foi condenado \u00e0 morte pelo procurador romano e morreu, com forte probabilidade, a 7 de Abril do ano 30. Estes s\u00e3o dados da investiga\u00e7\u00e3o recente. Segundo os seus seguidores, ao terceiro dia ressuscitou \u2013 no Domingo de P\u00e1scoa, que os crist\u00e3os celebram neste dia 9, o mesmo em que ter\u00e1 acontecido. Come\u00e7ou a\u00ed um mist\u00e9rio e um fasc\u00ednio que perdura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ningu\u00e9m sabe exatamente o que sucedeu na madrugada daquele 9 de abril do ano 30. \u201cO que se pode dizer \u00e9 que se passou alguma coisa naqueles dias, um acontecimento que, abalando aqueles homens e mulheres, abalou o mundo.\u201d A frase \u00e9 do jornalista franc\u00eas Jacques Duquesne que em meados dos anos 1990 agitou o cristianismo europeu com um livro pol\u00e9mico sobre Jesus. No dia 7 de abril \u2013 tudo aponta para essa data \u2013, Jesus, chamado Cristo (Messias) pelos seus companheiros, tinha sido morto pelo supl\u00edcio da cruz. Sepultado na mesma tarde, alguns dos seus amigos \u2013 mulheres, primeiro, os l\u00edderes do grupo, depois \u2013 dirigiram-se depois ao sepulcro, na madrugada do primeiro dia da semana. Voltaram, dizendo que Jesus ressuscitara. Nesse instante, come\u00e7a um fasc\u00ednio que atravessa os s\u00e9culos.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> Uma personagem hist\u00f3rica<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A busca do mist\u00e9rio permanece ap\u00f3s quase 2000 anos. Mas, durante dezoito s\u00e9culos, ningu\u00e9m se preocupou sequer em averiguar se Jesus teria realmente existido, escreve Fr\u00e9d\u00e9ric Lenoir. \u201cN\u00e3o se punha o problema da cr\u00edtica liter\u00e1ria e hist\u00f3rica\u201d, dizia o padre e biblista Joaquim Carreira das Neves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O panorama muda a partir do s\u00e9culo XVIII. O Iluminismo e o progresso cient\u00edfico come\u00e7am a ser tamb\u00e9m aplicados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o b\u00edblica. Gra\u00e7as a este processo, sabemos hoje muito mais sobre Jesus do que h\u00e1 200 anos \u2013 mesmo mais do que h\u00e1 duas d\u00e9cadas. Cr\u00edtica liter\u00e1ria, descobertas arqueol\u00f3gicas, antropologia cultural, economia das sociedades mediterr\u00e2nicas s\u00e3o temas e m\u00e9todos dissecados por investigadores e te\u00f3logos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">David Friedrich Strauss, Hermann Samuel Reimarus, Ernest Renan, Joseph Lagrange s\u00e3o nomes incontorn\u00e1veis na \u201cprimeira investiga\u00e7\u00e3o\u201d. O protestante Rudolf Bultmann \u00e9 o inspirador da \u201cnova\u201d (ou segunda) investiga\u00e7\u00e3o acerca do Jesus hist\u00f3rico. Em alguns casos \u2013 Bultmann \u00e9 o extremo \u2013 vai-se ao ponto de defender que o Jesus da Hist\u00f3ria nunca poder\u00e1 ser conhecido, pois os relatos dos evangelhos s\u00e3o reflexo do Cristo da f\u00e9 das primeiras comunidades crist\u00e3s e j\u00e1 n\u00e3o da personagem hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 desde h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas a terceira vaga de investiga\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a trazer ao de cima aspetos at\u00e9 aqui ignorados acerca de Jesus. E o primeiro foi reconhecer que ele era, afinal, um judeu do seu tempo. Outra diferen\u00e7a importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas primeiras fases de investiga\u00e7\u00e3o: considera-se que o Jesus da f\u00e9 \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o natural do Jesus da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema das fontes \u00e9, aqui, fundamental. Hoje, os exegetas pensam que os quatro evangelhos s\u00e3o as fontes mais importantes, mesmo para o conhecimento do Jesus hist\u00f3rico. Mas em alguns casos pode haver perspetivas demasiado historicistas, dizia Carreira das Neves, que critica o livro de Joseph Ratzinger\/Bento XVI\u00a0<em>Jesus de Nazar\u00e9<\/em>\u00a0por essa abordagem.<\/p>\n<figure id=\"attachment_11786\" aria-describedby=\"caption-attachment-11786\" style=\"width: 691px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11786 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img5.jpg\" alt=\"\" width=\"691\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img5.jpg 691w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img5-300x153.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11786\" class=\"wp-caption-text\">O arquiteto, escritor e militante dos direitos humanos Adolfo P\u00e9rez Esqu\u00edvel, Pr\u00e9mio Nobel da Paz em 1980, pintou e escreveu, em 1992, uma via crucis de Jesus Cristo interpretada atrav\u00e9s dos dramas, lutas e sofrimentos dos povos latino-americanos. Foto: Direitos reservados.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes dos evangelhos de Mateus e Marcos (este \u00faltimo o primeiro a ser escrito, por volta do ano 60), ter\u00e1 havido um manuscrito entretanto desaparecido, citado nos dois textos evang\u00e9licos, que a exegese designa como fonte \u201cQ\u201d. O biblista catal\u00e3o Armand Puig escreve que \u201co texto do Novo Testamento, que possu\u00edmos gra\u00e7as aos estudos de paleografia e de cr\u00edtica textual, \u00e9 digno de confian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante d\u00e9cadas, ali\u00e1s, consideraram-se os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas como os mais hist\u00f3ricos. O de Jo\u00e3o seria um texto elaborado fundamentalmente a partir da f\u00e9 dos primeiros crist\u00e3os. As descobertas arqueol\u00f3gicas dos \u00faltimos anos, em Israel, t\u00eam confirmado, no entanto, v\u00e1rios elementos que apenas o texto de Jo\u00e3o refere. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um deles \u00e9 a piscina de Silo\u00e9, perto de Jerusal\u00e9m, onde Jesus cura um cego de nascen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais: o imenso material com c\u00f3pias dos textos do Novo Testamento \u00e9 \u201cmuito superior a qualquer outro texto da antiguidade grega ou latina\u201d. E tamb\u00e9m n\u00e3o existe nenhuma c\u00f3pia de obras da antiguidade t\u00e3o pr\u00f3xima do original como os textos b\u00edblicos do cristianismo. Puig compara: \u201cA dist\u00e2ncia temporal entre a data de elabora\u00e7\u00e3o do Evangelho segundo Jo\u00e3o (anos 95-100 d.C) e o primeiro testemunho deste texto evang\u00e9lico (125 d.C.) \u00e9 extraordinariamente pequena\u201d, se cotejada com a mais antiga c\u00f3pia da\u00a0<em>Po\u00e9tica<\/em>\u00a0de Arist\u00f3teles \u2013 data do s\u00e9culo X, 1400 anos depois de ter sido escrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os evangelhos e outras fontes crist\u00e3s dos dois primeiros s\u00e9culos (incluindo os textos ap\u00f3crifos, n\u00e3o reconhecidos pelas primeiras comunidades como aut\u00eanticos) que servem de fonte para conhecer o Jesus hist\u00f3rico. H\u00e1 tamb\u00e9m textos n\u00e3o crist\u00e3os: Fl\u00e1vio Josefo e outros documentos judaicos, T\u00e1cito, Suet\u00f3nio e Pl\u00ednio entre os autores romanos, e ainda fontes helen\u00edsticas e isl\u00e2micas. Todos convergem para uma conclus\u00e3o: a exist\u00eancia hist\u00f3rica de Jesus \u201cn\u00e3o oferece qualquer tipo de d\u00favida\u201d e neg\u00e1-la seria um \u201cexerc\u00edcio de irresponsabilidade\u201d, escreve Puig.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quem \u00e9, afinal, esta personagem?<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong> Um judeu marginal<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<figure id=\"attachment_11783\" aria-describedby=\"caption-attachment-11783\" style=\"width: 422px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11783 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img2.jpg\" alt=\"\" width=\"422\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img2.jpg 422w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 422px) 100vw, 422px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11783\" class=\"wp-caption-text\">Jesus Cristo segundo Leonardo da Vinci: Jesus ia \u00e0 sinagoga ao s\u00e1bado e professava a lei de Mois\u00e9s (as pr\u00e1ticas judaicas da \u00e9poca). Era um judeu.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Judeu marginal? \u00c9 certo que Jesus incomodou sobretudo alguns l\u00edderes religiosos do seu tempo. Neste caso, a express\u00e3o que John P. Meier utiliza como t\u00edtulo da sua obra de refer\u00eancia aponta para outros aspetos: Jesus foi insignificante para historiadores judeus e pag\u00e3os da \u00e9poca; a sua morte foi a mesma da destinada aos escravos e rebeldes, aos \u201cmalditos de Deus\u201d; ele pr\u00f3prio tornou-se marginal, ao escolher uma vida de pregador itinerante; ensinamentos como a rejei\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio e do jejum volunt\u00e1rio, e pr\u00e1ticas como a op\u00e7\u00e3o pelo celibato \u201cn\u00e3o estavam de acordo\u201d com ideias e pr\u00e1ticas dos judeus do seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em muitos autores da primeira investiga\u00e7\u00e3o, Jesus \u00e9 desligado do seu contexto hist\u00f3rico-religioso. O seu juda\u00edsmo n\u00e3o \u00e9 reconhecido. Na terceira investiga\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 uma diferen\u00e7a fundamental, diz\u00a0Armand Puig.\u00a0\u201cNa arqueologia que se est\u00e1 a fazer na Galileia e na an\u00e1lise de textos como os de Fl\u00e1vio Josefo temos muita informa\u00e7\u00e3o da vida sobre o contexto judaico em que Jesus viveu\u201d, afirma Puig. E os frutos desses trabalhos arqueol\u00f3gicos come\u00e7am a notar-se na exegese, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juda\u00edsmo da \u00e9poca de Jesus \u00e9 \u201cmuito mais complexo e plural do que se pensava h\u00e1 poucos anos\u201d, diz por seu turno o biblista basco Jos\u00e9 Antonio Pagola. Hoje, \u201cdestaca-se muito a dimens\u00e3o judia de Jesus dentro do marco sociopol\u00edtico e econ\u00f3mico da Galileia dos anos 30\u201d. De tal forma que, mesmo entre os judeus, h\u00e1 cada vez mais investigadores contempor\u00e2neos fundamentais para a compreens\u00e3o e estudo do Jesus hist\u00f3rico. David Flusser, Jacob Neusner ou Geza Vermes s\u00e3o apenas alguns dos nomes mais destacados neste panorama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos diversos estudos, afirma-se com mais insist\u00eancia a convic\u00e7\u00e3o de que Jesus estava pr\u00f3ximo dos fariseus \u2013 pelo menos, tinha v\u00e1rios amigos entre eles. Estranho? As refer\u00eancias pejorativas dos evangelhos aos fariseus explicam-se porque, quando esses textos s\u00e3o escritos, o juda\u00edsmo que sobressa\u00eda depois da destrui\u00e7\u00e3o do Templo de Jerusal\u00e9m pelos romanos, no ano 70, era o da corrente farisaica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fora isso, Jesus ia \u00e0 sinagoga ao s\u00e1bado e professava a lei de Mois\u00e9s (as pr\u00e1ticas judaicas da \u00e9poca). Era um judeu. Mas quer em rela\u00e7\u00e3o ao s\u00e1bado, quer acerca da lei, Jesus afastar-se-\u00e1 de conce\u00e7\u00f5es dominantes no juda\u00edsmo (nos juda\u00edsmos, para se ser mais rigoroso) do tempo. E essas ser\u00e3o tamb\u00e9m raz\u00f5es que ajudar\u00e3o \u00e0 senten\u00e7a que o levar\u00e1 \u00e0 morte.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong> Um nascimento singular<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<figure id=\"attachment_11787\" aria-describedby=\"caption-attachment-11787\" style=\"width: 364px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11787 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img6.jpg\" alt=\"\" width=\"364\" height=\"583\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img6.jpg 364w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img6-187x300.jpg 187w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11787\" class=\"wp-caption-text\">A Natividade do Senhor. I\u0301cone de Theo\u0301fanes de Creta, 1546, Mosteiro Stavronikita, Monte Athos, Gre\u0301cia: Yeshua pode n\u00e3o ter nascido nos dias frios, j\u00e1 que, se havia pastores, estes estariam nos montes s\u00f3 no tempo mais quente.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 semelhan\u00e7a de outros pormenores da sua vida, \u201cas circunst\u00e2ncias exatas do nascimento de Jesus permanecem misteriosas e desconhecidas\u201d, observa Jacques Duquesne. Uma coisa \u00e9 certa: Yeshua pode ter nascido num qualquer dos 365 dias do ano (provavelmente, n\u00e3o nos dias frios, j\u00e1 que, se havia pastores, estes estariam nos montes s\u00f3 no tempo mais quente). A data de 25 de dezembro foi adotada pelos crist\u00e3os em Roma, para dizer que Jesus era o novo sol que merecia ser festejado em lugar do solst\u00edcio de Inverno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A partir daqui, h\u00e1 diverg\u00eancias entre os especialistas. O lugar do nascimento pode ter sido Nazar\u00e9 da Galileia (onde foi criado) ou Bel\u00e9m da Judeia. Carreira das Neves insistia em que as narrativas da inf\u00e2ncia de Jesus contidas nos evangelhos de Mateus e Lucas s\u00e3o narrativas \u201cmidrashicas\u201d \u2013 ou seja, catequ\u00e9ticas, \u201ccriadas literariamente\u201d para explicar determinada mensagem. \u201cN\u00e3o se pode comprovar historicamente o nascimento virginal\u201d \u2013 que leva \u00e0 discuss\u00e3o sobre se Jesus tinha ou n\u00e3o irm\u00e3os \u2013, por exemplo. Esses temas devem ser deixados \u00e0 liberdade de investiga\u00e7\u00e3o dos exegetas, defendia o biblista portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Armand Puig acredita pelo contr\u00e1rio que, mesmo sem se poder conciliar o que dizem Mateus e Lucas (os \u00fanicos com narrativas sobre a inf\u00e2ncia de Jesus), \u201ch\u00e1 algumas informa\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis\u201d em ambos. Os magos teriam sido conduzidos por uma estrela? Certo \u00e9 que os astr\u00f3nomos chineses e coreanos da \u00e9poca registaram \u201calgo no c\u00e9u que foi descrevendo um arco\u201d. Passou-se isto entre os anos 6 e 5 a.C. \u2013 ou seja, coincidindo com o per\u00edodo em que, hoje, se situa o nascimento de Jesus: entre 6 e 3 antes da nossa era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quer a linguagem seja simb\u00f3lica quer seja real, os relatos do nascimento querem falar de um Deus pobre, que se revela primeiro aos mais desprezados (os pastores) e que nasce para todos os povos (a presen\u00e7a dos magos).<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><strong> Um homem ou Deus? Messias ou Filho do Homem?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus raramente se nomeia. Quase sempre pergunta aos outros como \u00e9 chamado. O epis\u00f3dio mais interessante \u00e9 quando interroga os companheiros: \u201cQuem dizem os homens que eu sou?\u201d A resposta \u00e9 variada: Jo\u00e3o Baptista, Elias, um dos profetas\u2026 \u201cE v\u00f3s, quem dizeis que eu sou?\u201d Pedro toma a palavra para responder: \u201cTu \u00e9s o Messias, o Filho de Deus vivo.\u201d E Jesus diz-lhes para n\u00e3o contarem a ningu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cJesus nunca disse que era o Messias, mas entrou em Jerusal\u00e9m como se fosse\u201d, diz Armand Puig. No primeiro volume da sua obra\u00a0<em>Jesus de Nazar\u00e9<\/em>, Joseph Ratzinger\/Bento XVI falava dos t\u00edtulos que Jesus se atribu\u00eda a si mesmo: o Filho do Homem, o Filho e Eu sou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O t\u00edtulo de Cristo (Messias), que interpreta uma das convic\u00e7\u00f5es dos crist\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o a Jesus \u201cdepressa desaparece como t\u00edtulo isolado, unindo-se com o nome de Jesus: Jesus Cristo\u201d, escrevia Ratzinger.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando Jesus morre, Marcos coloca na boca de um centuri\u00e3o romano a afirma\u00e7\u00e3o: \u201cVerdadeiramente, este homem era filho de Deus\u201d \u2013 uma defini\u00e7\u00e3o reservada ao imperador. Com isso, o evangelista quer alargar a afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9 na divindade de Jesus n\u00e3o s\u00f3 aos judeus, mas a todos os povos.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><strong> Um profeta<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_11784\" aria-describedby=\"caption-attachment-11784\" style=\"width: 536px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11784 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img3.jpg\" alt=\"\" width=\"536\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img3.jpg 536w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img3-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 536px) 100vw, 536px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11784\" class=\"wp-caption-text\">Juan Antonio Vera Calvo (1825-1905): Jesus em casa de Marta e Maria. Museu do Prado, Madrid: \u201cJesus j\u00e1 foi mestre espiritual, rabino, revolucion\u00e1rio social \u2013 entre muitos outros modelos. Mas a defini\u00e7\u00e3o de profeta era comum, no modo como os contempor\u00e2neos se lhe referiam.\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesus j\u00e1 foi mestre espiritual, rabino, revolucion\u00e1rio social \u2013 entre muitos outros modelos. Mas a defini\u00e7\u00e3o de profeta era comum, no modo como os contempor\u00e2neos se lhe referiam, nota Albert Nolan. Profeta como algu\u00e9m capaz de ler os sinais do tempo \u2013 no caso de Jesus, uma marca integrante da sua espiritualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jos\u00e9 Antonio Pagola diz que se destaca a \u201cdimens\u00e3o prof\u00e9tica de Jesus, a sua cr\u00edtica social e religiosa \u00e0 sociedade do seu tempo, a sua actividade terap\u00eautica, a sua comensalidade com pecadores e pessoas indesej\u00e1veis, a sua defesa dos \u00faltimos, o seu acolhimento \u00e0s mulheres\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A dimens\u00e3o de Jesus como terapeuta nem sempre foi bem vista por alguns exegetas. John P. Meier dedica aos milagres de Jesus o mais extenso volume da sua obra. \u201cPintar o Jesus hist\u00f3rico sem dar o devido peso \u00e0 sua fama como realizador de milagres\u201d n\u00e3o \u00e9 uma descri\u00e7\u00e3o exacta deste \u201cjudeu estranho e complexo, mas sim um Jesus domesticado\u201d, escreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No centro da mensagem e da vida de Jesus, est\u00e1 a ideia de \u201cReino de Deus\u201d, comum a todos os evangelhos. Jesus nunca explica directamente o que entende pela express\u00e3o, pois quando a utiliza \u00e9 para dizer, por par\u00e1bolas, \u201co reino de Deus \u00e9 semelhante a\u2026\u201d.\u00a0Pagola define-a deste modo: \u201c\u00c9 o projecto de Deus de construir um mundo mais humano, mais justo e mais ditoso para todos, come\u00e7ando pelos \u00faltimos.\u201d<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li><strong> Um condenado<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<figure id=\"attachment_11788\" aria-describedby=\"caption-attachment-11788\" style=\"width: 487px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11788 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img7.jpg\" alt=\"\" width=\"487\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img7.jpg 487w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img7-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11788\" class=\"wp-caption-text\">Edvard Munch, Golgotha: Jesus acaba condenado \u00e0 morte, satisfazendo os desejos dos l\u00edderes de alguns grupos religiosos. Public domain, via Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aclamado por uma pequena multid\u00e3o \u00e0 sua chegada a Jerusal\u00e9m, Jesus ser\u00e1 pouco depois condenado \u00e0 morte. Alguns l\u00edderes religiosos decidem entreg\u00e1-lo \u00e0s autoridades romanas. De acordo com os evangelhos, h\u00e1 duas causas principais para a condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na vers\u00e3o de Jo\u00e3o, depois de Jesus ressuscitar o amigo L\u00e1zaro, que morrera tr\u00eas dias antes, alguns judeus foram ter com as autoridades \u201ce contaram-lhes o que Jesus tinha feito\u201d. Raz\u00e3o suficiente para decidir a morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos tr\u00eas evangelhos sin\u00f3pticos \u2013 Mateus, Marcos e Lucas \u2013 a causa imediata para a condena\u00e7\u00e3o \u00e9 a entrada violenta e purificadora de Jesus em pleno Templo de Jerusal\u00e9m: \u201cEntrando no templo come\u00e7ou a expulsar os vendedores. E dizia-lhes: \u2018Est\u00e1 escrito: A minha casa ser\u00e1 casa de ora\u00e7\u00e3o; mas v\u00f3s fizestes dela um covil de ladr\u00f5es\u2019.\u201d O ensino de Jesus no templo que deixava o povo \u201csuspenso dos seus l\u00e1bios\u201d levou os l\u00edderes religiosos da \u00e9poca a procurar a sua morte, conta o texto de Lucas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estes s\u00e3o os dias decisivos. Quando Jesus celebra a P\u00e1scoa judaica com os mais pr\u00f3ximos, anuncia-lhes que ir\u00e1 morrer e um deles ir\u00e1 tra\u00ed-lo. Depois da refei\u00e7\u00e3o, saem para o Monte das Oliveiras, onde Jesus se sente invadido por uma \u201ctristeza de morte\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma conspira\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e jur\u00eddica, analisada por Joachim Gnilka. Preso e levado perante o procurador romano, P\u00f4ncio Pilatos, Jesus acaba condenado \u00e0 morte, satisfazendo os desejos dos l\u00edderes de alguns grupos religiosos \u2013 nomeadamente os saduceus, como recorda Michel Quesnel. \u201cSumos-sacerdotes e governador agiram em total cumplicidade\u201d, um aut\u00eantico \u201cconluio\u201d, diz este biblista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A maior parte dos exegetas recorre aos elementos fornecidos pelo evangelho de Jo\u00e3o para dizer que a morte ter\u00e1 ocorrido numa sexta-feira, v\u00e9spera do\u00a0<em>Shabath<\/em>\u00a0judaico. Como diz John P. Meier, esse dia foi, com muita probabilidade, 7 de Abril do ano 30.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li><strong> Um ressuscitado?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<figure id=\"attachment_11785\" aria-describedby=\"caption-attachment-11785\" style=\"width: 516px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11785 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img4.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img4.jpg 516w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/img4-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-11785\" class=\"wp-caption-text\">\u00cdcone da ressurreic\u0327a\u0303o. Mosteiro de S\u00e3o Lucas, Lebadeia, s\u00e9c. XI.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No final da hist\u00f3ria, est\u00e1 a chave para entender o fasc\u00ednio de Jesus e muito da sua vida: s\u00f3 depois da sua morte, os mais pr\u00f3ximos companheiros come\u00e7am a entender o que antes lhes dissera. Alguns contam que se encontraram com ele, algumas das vezes comendo juntos. A comensalidade de Jesus como um dos factores que o leva \u00e0 morte \u00e9, ali\u00e1s, uma das notas da investiga\u00e7\u00e3o mais recente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lucas conta v\u00e1rios epis\u00f3dios em que refei\u00e7\u00f5es de Jesus s\u00e3o causa de esc\u00e2ndalo para os circundantes. Escreve Jos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a: \u201cEste foi, provavelmente, um dos aspectos do minist\u00e9rio de Jesus mais significativos para os seus seguidores e mais ofensivos para os seus cr\u00edticos (que desagradados pelo modo extravagante de Jesus se comportar \u00e0 mesa, diziam dele: \u2018\u00e9 um comil\u00e3o e um \u00e9brio, amigo de publicanos e pecadores\u2019. (\u2026) O problema era que Jesus comesse com toda a esp\u00e9cie de pessoas, fazendo da cozinha e da mesa um encontro para l\u00e1 das fronteiras que a lei estabelecia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas amizades perigosas de Jesus levam-no \u00e0 morte, mas s\u00e3o esses mesmos amigos e seguidores que come\u00e7am por anunciar que ele ressuscitara da morte. Na primeira Carta aos Cor\u00edntios, Paulo, que n\u00e3o conheceu Jesus pessoalmente, conta que, depois de ressuscitar, ele tinha aparecido aos companheiros mais pr\u00f3ximos e, noutra ocasi\u00e3o, a mais de 500 pessoas, \u201cde uma s\u00f3 vez, a maior parte das quais\u201d ainda vivia nesse momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sabemos alguma coisa, afinal?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 muitos aspectos sobre o Jesus hist\u00f3rico que permanecer\u00e3o um mist\u00e9rio\u201d, escreve Ed Parish Sanders. Jesus teve irm\u00e3os? Como e quando nasceu? Que consci\u00eancia tinha acerca da miss\u00e3o que assumira (ou, para os crentes, que tinha enquanto Deus)? Ressuscitou ele na manh\u00e3 de P\u00e1scoa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda Sanders: \u201cNada \u00e9 mais misterioso do que a hist\u00f3ria da sua ressurrei\u00e7\u00e3o, que tenta retratar uma experi\u00eancia que os pr\u00f3prios autores n\u00e3o conseguiram compreender. Mas (\u2026) sabemos muito sobre Jesus. Sabemos que iniciou a vida p\u00fablica sob Jo\u00e3o Baptista, que teve disc\u00edpulos, que esperava o Reino, que foi da Galileia para Jerusal\u00e9m, fez algo hostil ao Templo, foi julgado e crucificado. (\u2026) Sabemos quem ele era, o que fez, o que ensinou e porque morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, n\u00e3o o entenderam, mas que lhe foram t\u00e3o fi\u00e9is que mudaram a hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia utilizada<br \/>\n<\/strong>Albert Nolan,\u00a0<em>Jesus Hoje<\/em>, Paulinas<br \/>\nArmand Puig,\u00a0<em>Jesus \u2013 Uma Biografia<\/em>, Paulus<br \/>\nE.P. Sanders,\u00a0<em>A Verdadeira Hist\u00f3ria de Jesus<\/em>, Not\u00edcias\/Casa das Letras<br \/>\nErnest Renan,\u00a0<em>A Vida de Jesus<\/em>, Livros de Vida<br \/>\nFr\u00e9d\u00e9ric Lenoir,\u00a0<em>Cristo Fil\u00f3sofo<\/em>, Caleidosc\u00f3pio<br \/>\nGiovanni Papini,\u00a0<em>Hist\u00f3ria de Cristo<\/em>, Livros do Brasil<br \/>\nHenri Tincq,\u00a0<em>Os G\u00e9nios do Cristianismo<\/em>, P\u00fablico\/Gradiva<br \/>\nJacques Duquesne,\u00a0<em>Jesus<\/em>, C\u00edrculo de Leitores\/Temas e Debates<br \/>\nJoachim Gnilka,\u00a0<em>Jesus de Nazar\u00e9<\/em>, Presen\u00e7a<br \/>\nJoaquim Carreira das Neves,\u00a0<em>Jesus Cristo \u2013 Hist\u00f3ria e Mist\u00e9rio<\/em>, Ed. Franciscana<br \/>\nJohn P. Meier,\u00a0<em>Um Judeu Marginal \u2013 Repensando o Jesus Hist\u00f3rico<\/em>, Imago (Brasil), distr. Dinalivro<br \/>\nJos\u00e9 Antonio Pagola,\u00a0<em>Jesus -Uma Abordagem Hist\u00f3rica<\/em>, Gr\u00e1fica de Coimbra;<br \/>\nJos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a,\u00a0<em>A Constru\u00e7\u00e3o de Jesus<\/em>, Paulinas<br \/>\nJos\u00e9 Tolentino Mendon\u00e7a,\u00a0<em>A Leitura Infinita<\/em>, Paulinas<br \/>\nJoseph Marie Lagrange,\u00a0<em>Vida de Jesucristo Segun el Evangelio<\/em>, Edibesa (Madrid)<br \/>\nJoseph Ratzinger,\u00a0<em>Jesus de Nazar\u00e9<\/em>, Esfera dos Livros<br \/>\nMichel Quesnel,\u00a0<em>Jesus o Homem e o Filho de Deus<\/em>, Gradiva<br \/>\nV\u00e1rios autores, Colec\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Vidas de Jesus<\/em>, Edibesa (Madrid)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sete coisas novas sobre o homem que abalou o mundo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11791,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-11781","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11781","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11781"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11781\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11790,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11781\/revisions\/11790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11781"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11781"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11781"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}