{"id":11886,"date":"2023-05-15T11:16:29","date_gmt":"2023-05-15T10:16:29","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=11886"},"modified":"2023-05-15T11:20:10","modified_gmt":"2023-05-15T10:20:10","slug":"100-anos-do-cne-nota-da-cep","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=11886","title":{"rendered":"100 anos do CNE &#8211; Nota da CEP"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\">Nota Pastoral sobre o centen\u00e1rio do Corpo Nacional de Escutas<br \/>\nConfer\u00eancia Episcopal Portuguesa &#8211; 14 maio 2023<\/h4>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>O \u201cCorpo Nacional de Escutas \u2013 Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas\u201d (CNE) completa 100 anos de exist\u00eancia a 27 de maio de 2023. \u00c9 nosso desejo assinalar t\u00e3o destacada efem\u00e9ride com um profundo sentido de gratid\u00e3o a todos quantos fizeram e fazem parte desta Associa\u00e7\u00e3o, contribuindo diariamente, na fidelidade \u00e0 Promessa escutista e aos Princ\u00edpios, para o cumprimento da miss\u00e3o da Igreja junto das crian\u00e7as e jovens.<\/li>\n<li>A nossa primeira palavra vai para os escuteiros \u2013 raz\u00e3o de ser do Escutismo \u2013, exprimindo o nosso desejo de que no CNE possam crescer harmoniosa e integralmente segundo a vontade de Deus, encontrando a alegria que resulta do servi\u00e7o e descobrindo progressivamente as potencialidades do seu contributo para a Igreja e para o mundo.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enaltecemos o servi\u00e7o empenhado de tantos dirigentes e recordamos o trajeto de quantos se dedicaram de maneira exemplar \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens, com recurso \u00e0 pedagogia escutista e \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o no Evangelho. Sublinhamos ainda a import\u00e2ncia da dedica\u00e7\u00e3o de tantos volunt\u00e1rios adultos, que serviram e servem abnegadamente no Escutismo, experimentando que \u201ca felicidade est\u00e1 mais em dar do que em receber\u201d (At 20, 35) e concretizando o que rezam na Ora\u00e7\u00e3o do Escuta: \u201c(\u2026) a gastar-me sem esperar outra recompensa, sen\u00e3o saber que fa\u00e7o a vossa vontade santa\u201d.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> As ra\u00edzes<\/strong><\/li>\n<li>Quando D. Manuel Vieira de Matos, Arcebispo de Braga, e o seu secret\u00e1rio, Monsenhor Avelino Gon\u00e7alves, regressaram do Congresso Eucar\u00edstico Internacional que teve lugar em Roma de 24 a 29 de maio de 1922, estavam j\u00e1 semeadas as ra\u00edzes do Escutismo Cat\u00f3lico em Portugal.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse Congresso, muitos membros da \u201cAssociazione Scout Cattolici Italiani\u201d (ASCI), em particular \u201cexploradores\u201d de Roma e os seus chefes, participaram em v\u00e1rios momentos, convocados pelo seu Assistente Eclesi\u00e1stico Central, Padre Giuseppe Gianfranceschi: acolheram e encaminharam os participantes; acompanharam os trabalhos do Congresso; cantaram e participaram em momentos de ora\u00e7\u00e3o nas Catacumbas, no Coliseu, na Bas\u00edlica de S. Paulo e na adora\u00e7\u00e3o noturna que teve lugar na Bas\u00edlica de S. Pedro. Por todo esse afincado servi\u00e7o, os escuteiros receberam um louvor da organiza\u00e7\u00e3o do Congresso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O testemunho desses escuteiros cat\u00f3licos italianos foi suficientemente eloquente para fazer despertar em D. Manuel a ideia de mobilizar a juventude atrav\u00e9s do Escutismo no seio, em primeira inst\u00e2ncia, da sua arquidiocese, com vista a dot\u00e1-la dos mais altos valores humanos e crist\u00e3os, na viv\u00eancia do apostolado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O reconhecimento do potencial escutista para a obra da evangeliza\u00e7\u00e3o ter\u00e1 sido determinante para o desenvolvimento daquele projeto embrion\u00e1rio que logo teve lugar em Braga. E assim nasceu o \u201cCorpo de Scouts Cat\u00f3licos Portugueses\u201d (CSCP), na sua primeira designa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong> O tronco<\/strong><\/li>\n<li>A 13 de novembro de 1923, na sequ\u00eancia da apresenta\u00e7\u00e3o em Roma dos primeiros Estatutos do CSCP, o Arcebispo de Braga recebeu um telegrama da Secretaria de Estado de Sua Santidade, comunicando a b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do Papa Pio XI \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o recentemente criada e fazendo refer\u00eancia a \u201cbelas provas\u201d j\u00e1 dadas, com t\u00e3o pouco tempo de exist\u00eancia, especialmente por ocasi\u00e3o do Congresso Eucar\u00edstico que, poucos meses antes, tinha sido celebrado naquela cidade.<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/li>\n<li>A n\u00edvel internacional, o padre jesu\u00edta franc\u00eas Jacques Sevin viria a contribuir de forma decisiva junto da Santa S\u00e9, em 1924, para que a Igreja abra\u00e7asse o Escutismo. Depois de desfeitos alguns equ\u00edvocos e receios, designadamente o facto de o fundador ser anglicano e a apar\u00eancia de um certo tipo de pante\u00edsmo na rela\u00e7\u00e3o com a natureza, ao ser apresentado o extraordin\u00e1rio potencial do Escutismo para a evangeliza\u00e7\u00e3o da juventude, o Papa Pio XI concedeu a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica ao Movimento.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 10 de junho de 1923, o Santo Padre afirmou numa Missa em Roma diante de cerca de 2000 exploradores romanos da ASCI: \u201cSede, pois, escuteiros cat\u00f3licos. Mas n\u00e3o \u00e9 somente isto que queremos dizer. Queremos acrescentar ainda, e isto importa recordar: sede cat\u00f3licos escuteiros\u201d.<a name=\"_ftnref2\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li>Em Portugal, o processo de legaliza\u00e7\u00e3o do Escutismo n\u00e3o foi simples a n\u00edvel civil, mas, depois de a semente ter sido lan\u00e7ada em v\u00e1rios locais, cedo come\u00e7ou a ser polo de atra\u00e7\u00e3o, deixando de ser poss\u00edvel impedir o seu desenvolvimento.<\/li>\n<li>A identidade da Associa\u00e7\u00e3o viria a condensar-se na Promessa escutista, nos Princ\u00edpios e na Lei que, derivando da pr\u00f3pria g\u00e9nese geral do Escutismo, eram assumidos de forma espec\u00edfica no contexto eclesial, implicando a f\u00e9 em todas as dimens\u00f5es da vida. Entretanto, o CNE foi tamb\u00e9m reconhecido como membro da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Movimento Escutista (OMME).<\/li>\n<li>Logo de in\u00edcio o Corpo de\u00a0<em>Scouts<\/em>Cat\u00f3licos Portugueses foi colocado sob \u201co patroc\u00ednio da Virgem Nossa Senhora, do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus, do Santo Condest\u00e1vel e de S. Jorge, patrono internacional dos Scouts\u201d.<a name=\"_ftnref3\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn3\">[3]<\/a>Essa matriz religiosa e cat\u00f3lica subsistiu ao longo deste centen\u00e1rio como fundamental aspeto identit\u00e1rio do \u201cCorpo Nacional de Escutas\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>III. Os ramos<\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"9\">\n<li>A partir desse tronco comum, o CNE cresceu e veio a implantar-se em todo o territ\u00f3rio nacional, estabelecendo-se em muitas das par\u00f3quias de todas as dioceses, tendo alargado a sua proposta educativa a rapazes e raparigas a partir de 1976. O CNE contribuiu ainda, de forma decisiva, para a funda\u00e7\u00e3o do Escutismo noutros pa\u00edses lus\u00f3fonos, gra\u00e7as ao verdadeiro esp\u00edrito mission\u00e1rio de v\u00e1rios dos seus dirigentes.<\/li>\n<li>A estreita e \u00edntima liga\u00e7\u00e3o entre as catequeses paroquiais e o Escutismo foi-se consolidando em esp\u00edrito de fecunda colabora\u00e7\u00e3o, cada qual mantendo a sua especificidade. Existindo uma dimens\u00e3o evangelizadora no Escutismo Cat\u00f3lico, a sua pedagogia escutista oferece um extraordin\u00e1rio potencial para a descoberta do sentido de Deus e da viv\u00eancia em Cristo e na sua Igreja. Al\u00e9m disso, o CNE assumiu o seu papel no conjunto da pastoral juvenil da Igreja. Muitos jovens permaneceram com algum v\u00ednculo efetivo \u00e0 Igreja gra\u00e7as ao seu percurso escutista. O Escutismo enriquece a pastoral juvenil com a sua perspetiva din\u00e2mica e criativa assente num m\u00e9todo com provas dadas, onde a pedagogia do exemplo, o sistema de patrulhas, o \u201cask the boy\u201d e o \u201caprender fazendo\u201d s\u00e3o elementos fundamentais, entre outros.<\/li>\n<li>O CNE soube adaptar-se \u00e0 novidade dos tempos, afirmando-se como movimento eclesial em conson\u00e2ncia com a miss\u00e3o da Igreja. O lema escutista \u201csempre alerta para servir\u201d traduz de alguma forma o sentido b\u00edblico de estar sempre vigilante (cf. Mt 25, 13) para discernir o caminho a seguir, segundo o mandamento novo do amor, e de estar preparado (cf. Mt 24, 44) e atento para fazer a vontade de Deus. Promover autenticamente as diretrizes escutistas, privilegiando o servi\u00e7o aos mais pobres, doentes e necessitados, \u00e9 um caminho que pode potenciar o desabrochar da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 no seio da Igreja.<\/li>\n<li><strong> Os frutos<\/strong><\/li>\n<li>Em termos gen\u00e9ricos, a pedagogia escutista encontra-se orientada, quanto \u00e0 meta, para a vida adulta e madura, atrav\u00e9s de um sistema de progresso que potencia a participa\u00e7\u00e3o ativa de todos os cidad\u00e3os na causa comum, desenvolvendo iniciativas de servi\u00e7o e solidariedade em vista de uma sociedade mais humana, mais justa e mais fraterna.<\/li>\n<li>O Escutismo compromete-se com a constru\u00e7\u00e3o da paz e com o respeito para com todos, patamar comum para o entendimento entre diferentes na\u00e7\u00f5es, culturas e religi\u00f5es. Preservando a identidade de cada uma das partes, essa vertente ecum\u00e9nica e inter-religiosa constitui um est\u00edmulo e um sinal de esperan\u00e7a, num mundo assolado por guerras e divis\u00f5es.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo nos primeiros tempos do Escutismo se colocou a quest\u00e3o a respeito da religi\u00e3o. Algumas pessoas equacionavam se deveria o Escutismo criar uma esp\u00e9cie de \u201creligi\u00e3o universal\u201d, para dessa maneira esbater diferen\u00e7as. Por\u00e9m, seguindo a sugest\u00e3o do cardeal cat\u00f3lico Francis Bourne, arcebispo de Westminster, que tinha sido convidado por Baden-Powell para o Conselho Consultivo do Movimento Escutista, o fundador assim n\u00e3o entendeu. Segundo o cardeal, \u201cqualquer tentativa desse tipo arruinaria o Movimento, e a \u00fanica coisa necess\u00e1ria para o sucesso consistia em dizer a cada rapaz para praticar a religi\u00e3o em que acredita e viver de acordo com isso\u201d.<a name=\"_ftnref4\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"14\">\n<li>O Escutismo n\u00e3o prop\u00f5e um mundo sem religi\u00f5es. Apresenta e testemunha os benef\u00edcios resultantes do conhecimento rec\u00edproco, da compreens\u00e3o e do di\u00e1logo, procurando criar condi\u00e7\u00f5es para que cada escuteiro viva fielmente a sua dimens\u00e3o religiosa e confessional. A este prop\u00f3sito, \u00e9 inequ\u00edvoca a palavra de Baden-Powell: \u201ctodo o escuteiro deve ter uma religi\u00e3o\u201d.<a name=\"_ftnref5\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn5\">[5]<\/a>Trata-se, afinal, de procurar a unidade na diversidade. Assim se compreendem tamb\u00e9m as palavras elogiosas de Baden-Powell a respeito da s\u00edntese desenvolvida pelo padre jesu\u00edta franc\u00eas Jacques Sevin \u2013 que consistiu na aplica\u00e7\u00e3o da metodologia escutista especificamente ao catolicismo \u2013 considerando ter sido essa a melhor implementa\u00e7\u00e3o do seu pr\u00f3prio ideal.<a name=\"_ftnref6\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn6\">[6]<\/a><\/li>\n<li>A inser\u00e7\u00e3o eclesial do CNE, consolidada ao longo do tempo no meio das normais vicissitudes e mediante a supera\u00e7\u00e3o de obst\u00e1culos, permitiu que muitos jovens encontrassem, no seio do pr\u00f3prio Movimento, a sua voca\u00e7\u00e3o presbiteral, secular ou regular. Al\u00e9m disso, numerosos foram tamb\u00e9m aqueles que constru\u00edram a sua fam\u00edlia crist\u00e3, com muitos e bons frutos, a partir dos alicerces escutistas.<\/li>\n<li>O percurso nem sempre foi linear ao longo destes 100 anos. O CNE viveu momentos atribulados, como ali\u00e1s o pr\u00f3prio pa\u00eds e a Igreja. Por\u00e9m, a perseveran\u00e7a, a resili\u00eancia e a f\u00e9 de muitos permitiram manter o rumo, superando os obst\u00e1culos com \u201cboa disposi\u00e7\u00e3o de esp\u00edrito\u201d<a name=\"_ftnref7\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn7\">[7]<\/a>, como se afirma na Lei.<\/li>\n<li><strong> O pomar<\/strong><\/li>\n<li>A miss\u00e3o desta \u201c\u00e1rvore\u201d centen\u00e1ria que \u00e9 o CNE s\u00f3 se entende no enquadramento com a Sociedade, o Movimento Escutista e a Igreja.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Sociedade<\/em><\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"18\">\n<li>O Escutismo desempenha na sociedade um papel complementar das demais inst\u00e2ncias educativas. A sua relevante pedagogia tem provas dadas pelo mundo inteiro e ao longo de mais de um s\u00e9culo, sem perder a sua pertin\u00eancia.<\/li>\n<li>Ainda antes de se acentuar a consci\u00eancia ecol\u00f3gica na sociedade em geral, j\u00e1 o Escutismo promovia uma maneira de estar em perfeita harmonia com o meio ambiente e a natureza. \u00c9 certo que n\u00e3o foi o Escutismo a percorrer os primeiros passos nesse caminho, bastando recordar, por exemplo, a vida de S. Francisco de Assis, mas deu um assinal\u00e1vel contributo no crescimento da consci\u00eancia comunit\u00e1ria do respeito para com a Cria\u00e7\u00e3o e f\u00ea-lo atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es concretas na implementa\u00e7\u00e3o de atividades ao ar livre. Para o Escutismo Cat\u00f3lico, a natureza \u00e9 entendida como cria\u00e7\u00e3o, o que remete para a rela\u00e7\u00e3o entre Deus Criador e as criaturas.<a name=\"_ftnref8\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/li>\n<li>Em tempos de acentuado relativismo individualista, com a degrada\u00e7\u00e3o de um sistema de valores fundamentais, o quadro de valores condensado na \u201cLei do Escuta\u201d e dos \u201cPrinc\u00edpios\u201d afigura-se tamb\u00e9m de grande import\u00e2ncia no sentido de coadjuvar as fam\u00edlias na transmiss\u00e3o de valores aos mais jovens.<\/li>\n<li>Outro aspeto muito relevante tem a ver com a educa\u00e7\u00e3o para a fraternidade, o respeito e a solidariedade. Como afirma o Papa Francisco, \u201ca solidariedade manifesta-se concretamente no servi\u00e7o, que pode assumir formas muito variadas de cuidar dos outros. O servi\u00e7o \u00e9, em grande parte, cuidar da fragilidade. Servir significa cuidar dos fr\u00e1geis das nossas fam\u00edlias, da nossa sociedade, do nosso povo\u201d.<a name=\"_ftnref9\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn9\">[9]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Movimento Escutista<\/em><\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"22\">\n<li>O \u201cEscutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas\u201d, com a sua hist\u00f3ria e especificidade, desenvolve a sua a\u00e7\u00e3o no quadro da OMME. A participa\u00e7\u00e3o em atividades internacionais oferece um importante interc\u00e2mbio de culturas e mundivid\u00eancias que potencia o respeito m\u00fatuo, a constru\u00e7\u00e3o da paz e a cultura do encontro referida pelo Papa Francisco: \u201cProponho aos jovens irem mais al\u00e9m dos grupos de amigos e constru\u00edrem a amizade social: buscar o bem comum chama-se amizade social. Sede capazes de criar a amizade social. Quando se consegue encontrar pontos coincidentes no meio de tantas diverg\u00eancias e, com esfor\u00e7o artesanal e por vezes fadigoso, lan\u00e7ar pontes, construir uma paz que seja boa para todos, isso \u00e9 o milagre da cultura do encontro que os jovens podem ousar viver com paix\u00e3o\u201d.<a name=\"_ftnref10\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn10\">[10]<\/a><\/li>\n<li>A n\u00edvel internacional, h\u00e1 tamb\u00e9m uma importante liga\u00e7\u00e3o do CNE \u00e0 \u201cConfer\u00eancia Internacional Cat\u00f3lica do Escutismo\u201d (CICE), da qual faz parte, pois este organismo congrega Associa\u00e7\u00f5es Escutistas que partilham a mesma f\u00e9 cat\u00f3lica e comit\u00e9s cat\u00f3licos no seio de Associa\u00e7\u00f5es pluriconfessionais, com o fim de \u201cpromover um processo educativo que fortale\u00e7a a dimens\u00e3o espiritual pessoal dos jovens cat\u00f3licos, em linha com os objetivos, princ\u00edpios e m\u00e9todos do Movimento Escutista\u201d<a name=\"_ftnref11\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn11\">[11]<\/a>e \u201cpromover a participa\u00e7\u00e3o ativa dos Escuteiros Cat\u00f3licos na miss\u00e3o da Igreja, especialmente o seu compromisso com a paz e a justi\u00e7a\u201d.<a name=\"_ftnref12\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn12\">[12]<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Igreja<\/em><\/strong><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"24\">\n<li>O CNE \u00e9 um movimento da Igreja Cat\u00f3lica e uma associa\u00e7\u00e3o de fi\u00e9is. A sua identidade como membro ativo da Igreja em Portugal reflete-se na sua organiza\u00e7\u00e3o por regi\u00f5es coincidentes com a geografia das dioceses. \u00c9 a partir da redescoberta da voca\u00e7\u00e3o batismal, do alimento que a vida sacramental em Igreja oferece e das mo\u00e7\u00f5es suscitadas pelo Esp\u00edrito Santo, que muitos fi\u00e9is crist\u00e3os abra\u00e7am a miss\u00e3o do Escutismo. \u00c9 tamb\u00e9m devido \u00e0 estreita liga\u00e7\u00e3o \u00e0s par\u00f3quias e \u00e0s catequeses paroquiais que muitas fam\u00edlias optam por colocar os seus filhos no Escutismo. Considerando o panorama nacional, a forte presen\u00e7a dos Agrupamentos de Escuteiros em muitas par\u00f3quias representa uma clara dimens\u00e3o identit\u00e1ria do CNE. Em rigor, os membros do CNE s\u00e3o crist\u00e3os cat\u00f3licos que encontram no m\u00e9todo escutista uma forma de viver e descobrir a sua voca\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>O CNE entende-se na comunh\u00e3o com outros movimentos e servi\u00e7os eclesiais, sendo muito importante a promo\u00e7\u00e3o de caminhos conjuntos, na complementaridade de carismas e voca\u00e7\u00f5es. Na sua perspetiva escutista, juvenil e din\u00e2mica, contribui para a leitura atenta dos \u201csinais dos tempos\u201d, na linha proposta pelo Conc\u00edlio Vaticano II,<a name=\"_ftnref13\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn13\">[13]<\/a>sabendo discernir os acontecimentos do tempo segundo crit\u00e9rios do Evangelho e n\u00e3o segundo correntes ideol\u00f3gicas e passageiras como, por exemplo, a ideologia do g\u00e9nero.<a name=\"_ftnref14\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn14\">[14]<\/a><\/li>\n<li>Em comunh\u00e3o com o magist\u00e9rio da Igreja, h\u00e1 valores inalien\u00e1veis que um escuteiro cat\u00f3lico deve defender e promover. Destaca-se o valor da pr\u00f3pria vida humana, integrada na fam\u00edlia, dom sagrado e inestim\u00e1vel de Deus: \u201cA beleza do dom rec\u00edproco e gratuito, a alegria pela vida que nasce e a amorosa solicitude de todos os seus membros, desde os pequeninos aos idosos, s\u00e3o apenas alguns dos frutos que tornam \u00fanica e insubstitu\u00edvel a resposta \u00e0 voca\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, tanto para a Igreja como para a sociedade inteira\u201d.<a name=\"_ftnref15\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn15\">[15]<\/a><\/li>\n<li>O testemunho da beleza do matrim\u00f3nio, da alegria da fidelidade fecunda, da maturidade humana e da f\u00e9 implica simultaneamente o perd\u00e3o, a caridade, o acolhimento e a compreens\u00e3o. O Escutismo Cat\u00f3lico educa para o matrim\u00f3nio uno, indissol\u00favel e fecundo, contando para isso com o exemplo dos seus dirigentes. Entretanto, cuidar das pessoas divorciadas que vivem numa nova uni\u00e3o requer, como afirma o Papa Francisco, \u201cum atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que as fa\u00e7a sentir discriminadas e promovendo a sua participa\u00e7\u00e3o na vida da comunidade\u201d.<a name=\"_ftnref16\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn16\">[16]<\/a><\/li>\n<li><strong> Um novo desafio<\/strong><\/li>\n<li>Na Nota por ocasi\u00e3o do 90.\u00ba anivers\u00e1rio do CNE, apont\u00e1mos alguns desafios para o Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas: identidade, abertura, integra\u00e7\u00e3o, comunh\u00e3o e evangeliza\u00e7\u00e3o.<a name=\"_ftnref17\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn17\">[17]<\/a>Certamente muito foi realizado nas diferentes dimens\u00f5es indicadas, mas estes desafios permanecer\u00e3o, pois s\u00e3o constitutivos da pr\u00f3pria realidade da Igreja.<\/li>\n<li>Observando as mudan\u00e7as ocorridas a n\u00edvel social e cultural, verificamos que o desafio da salvaguarda e valoriza\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>identidade<\/em>do CNE se tornou ainda mais premente. Entre os v\u00e1rios aspetos que constituem esta identidade, a dimens\u00e3o eclesial do Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas continua a requerer particular aten\u00e7\u00e3o, como tesouro que importa valorizar no contexto escutista mundial.<\/li>\n<li>A\u00a0<em>abertura<\/em>surge associada \u00e0 pr\u00f3pria miss\u00e3o do CNE. Assim como cada escuteiro procura deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou,<a name=\"_ftnref18\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn18\">[18]<\/a>descobrindo a\u00ed a sua miss\u00e3o, tamb\u00e9m o Escutismo visa a promo\u00e7\u00e3o de uma forma de cidadania empenhada, ativa e respons\u00e1vel. Em vista desse prop\u00f3sito, o CNE assume o seu papel ativo na sociedade, preparando e incentivando os seus membros para darem o seu contributo em projetos, iniciativas e servi\u00e7os que visam o bem comum na Igreja e no mundo.<\/li>\n<li>A\u00a0<em>integra\u00e7\u00e3o<\/em>pressup\u00f5e um desejo de convidar para a \u201cfam\u00edlia\u201d aquele que est\u00e1 fora, no respeito pela sua liberdade e individualidade, representando tamb\u00e9m uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0s chamadas periferias. Integrar s\u00f3 faz sentido se implicar uma determinada proposta e n\u00e3o se consistir numa relativiza\u00e7\u00e3o de todas as propostas. Na proposta do CNE, muitos poder\u00e3o conhecer e abra\u00e7ar a f\u00e9 atrav\u00e9s deste Movimento eclesial.<\/li>\n<li>A\u00a0<em>comunh\u00e3o<\/em>dos membros deriva da comunh\u00e3o de vida com Cristo, particularmente celebrada na Eucaristia. Promover a comunh\u00e3o, com o que isso pode implicar de esfor\u00e7o de di\u00e1logo, de compreens\u00e3o e de perd\u00e3o, \u00e9 colaborar ativamente com o Esp\u00edrito Santo na edifica\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">33.A miss\u00e3o do CNE, como a de toda a Igreja, \u00e9 acolher o reino de Deus e criar condi\u00e7\u00f5es para que este se desenvolva, sendo fundamental a\u00a0<em>evangeliza\u00e7\u00e3o<\/em>. S\u00f3 o Evangelho de Jesus Cristo tem a for\u00e7a para fazer brotar as sementes da f\u00e9. Por isso, o cuidado para com a evangeliza\u00e7\u00e3o profunda de cada um dos seus membros, contribuindo para um real encontro com a Pessoa de Jesus Cristo<a name=\"_ftnref19\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftn19\">[19]<\/a>\u00a0que transforma toda a exist\u00eancia, ter\u00e1 de ser sempre a primeira miss\u00e3o do CNE. Cada evangelizado torna-se um evangelizador.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"34\">\n<li>Considerando o momento atual do CNE, com esta feliz efem\u00e9ride do seu centen\u00e1rio, desejamos propor a todos os seus membros um renovado desafio da\u00a0<em>fidelidade<\/em>, uma fidelidade que pressup\u00f5e perseveran\u00e7a para superar obst\u00e1culos e fortaleza nas tenta\u00e7\u00f5es do des\u00e2nimo e do cansa\u00e7o, bem como o constante alimento da f\u00e9 na ora\u00e7\u00e3o, na proximidade com a Palavra de Deus, na vida sacramental e no exerc\u00edcio da caridade.<\/li>\n<li>Ao completar 100 anos de exist\u00eancia do CNE, fazemos mem\u00f3ria agradecida do seu passado e sonhamos com esperan\u00e7a o futuro. Desejamos que este centen\u00e1rio seja oportunidade para valorizar o sentido do compromisso da Promessa escutista, para que continue a ser prof\u00e9tica na edifica\u00e7\u00e3o da fraternidade humana e na constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Santa Maria, M\u00e3e dos escutas, confiamos todos os Escuteiros e Dirigentes, para que seja sempre o seu amparo e prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Lisboa, 13 de maio de 2023<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><strong>\u00a0Cf. CORPO NACIONAL DE ESCUTAS,\u00a0<em>A Igreja e o Escutismo<\/em>\u00a0(1956), p. 141.<br \/>\n<a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0Publica\u00e7\u00e3o da ASCI:\u00a0<em>Lo Scout Italiano<\/em>, IV (1923), n. 12, p. 130.<br \/>\n<a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0Artigo 33.\u00ba dos Estatutos de 1924.<br \/>\n<a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Artigo publicado no \u201cThe Catholic Telegraph\u201d de 14 fevereiro de 1929.<br \/>\n<a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0BADEN-POWELL,\u00a0<em>Escutismo para rapazes<\/em>, palestra de bivaque n. 22.<br \/>\n<a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref6\">[6]<\/a>\u00a0\u201cCelui qui a le mieux compris et r\u00e9alis\u00e9 ma pens\u00e9e est un religieux fran\u00e7ais\u201d \u2013 Baden-Powel. Cf. https:\/\/eglise.catholique.fr\/approfondir-sa-foi\/temoigner\/temoins\/372464-p-jacques-sevin-1882-1951\/.<br \/>\n<a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0Artigo 8.\u00ba.<br \/>\n<a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0Cf. FRANCISCO, Carta Enc\u00edclica\u00a0<em>Laudato Si\u2019<\/em>, 74.76.85.<br \/>\n<a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref9\">[9]<\/a>\u00a0FRANCISCO, Carta Enc\u00edclica\u00a0<em>Fratelli Tutti<\/em>, 115.<br \/>\n<a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref10\">[10]<\/a>\u00a0FRANCISCO, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal\u00a0<em>Christus vivit<\/em>, 169.<br \/>\n<a name=\"_ftn11\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref11\">[11]<\/a>\u00a0Artigo 1.\u00ba. a) dos Estatutos da Confer\u00eancia Internacional Cat\u00f3lica do Escutismo (aprovados pela Santa S\u00e9 em 2018).<br \/>\n<a name=\"_ftn12\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref12\">[12]<\/a>\u00a0<em>Ibidem,\u00a0<\/em>Artigo 1.\u00ba. c).<br \/>\n<a name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref13\">[13]<\/a>\u00a0\u201c\u00c9 dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpret\u00e1-los \u00e0 luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada gera\u00e7\u00e3o, \u00e0s eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da rela\u00e7\u00e3o entre ambas\u201d \u2013 Constitui\u00e7\u00e3o pastoral\u00a0<em>Gaudium et Spes<\/em>, 4.<br \/>\n<a name=\"_ftn14\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref14\">[14]<\/a>\u00a0Cf. CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA,\u00a0<em>A prop\u00f3sito da ideologia do g\u00e9nero<\/em>, 2013.<br \/>\n<a name=\"_ftn15\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref15\">[15]<\/a>\u00a0FRANCISCO, Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica P\u00f3s-Sinodal\u00a0<em>Amoris Laetitia<\/em>, 88.<br \/>\n<a name=\"_ftn16\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref16\">[16]<\/a>\u00a0<em>Ibidem<\/em>, 243.<br \/>\n<a name=\"_ftn17\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref17\">[17]<\/a>\u00a0CONFER\u00caNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA,\u00a0<em>Corpo Nacional de Escutas \u2013 CNE: Caminho de Esperan\u00e7a<\/em>, 2012.<br \/>\n<a name=\"_ftn18\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref18\">[18]<\/a>\u00a0Cf.\u00a0<em>\u00daltima mensagem do Chefe,\u00a0<\/em>in BADEN-POWELL,<em>\u00a0Escutismo para rapazes,\u00a0<\/em>ed<em>.\u00a0<\/em>do CNE (1998), p.303.<br \/>\n<a name=\"_ftn19\"><\/a><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-sobre-o-centenario-do-corpo-nacional-de-escutas\/#_ftnref19\">[19]<\/a>\u00a0\u201cAo in\u00edcio do ser crist\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 uma decis\u00e3o \u00e9tica ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que d\u00e1 \u00e0 vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo\u201d (BENTO XVI, Carta Enc\u00edclica\u00a0<em>Deus caritas est<\/em>, 1).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/100-anos-do-CNE-Nota-da-CEP.pdf\">100 anos do CNE &#8211; Nota da CEP (PDF)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O \u201cCorpo Nacional de Escutas \u2013 Escutismo Cat\u00f3lico Portugu\u00eas\u201d (CNE) completa 100 anos de exist\u00eancia a 27 de maio de 2023. \u00c9 nosso desejo assinalar t\u00e3o destacada&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11888,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[91,68],"tags":[],"class_list":["post-11886","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-escuteiros","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11886"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11886\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11893,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11886\/revisions\/11893"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}