{"id":14312,"date":"2024-12-02T11:19:10","date_gmt":"2024-12-02T11:19:10","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=14312"},"modified":"2024-12-02T11:25:53","modified_gmt":"2024-12-02T11:25:53","slug":"carta-do-papa-francisco-sobre-a-historia-da-igreja-21-11-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=14312","title":{"rendered":"Carta do Papa Francisco sobre a Hist\u00f3ria da Igreja &#8211; 21.11.2024"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-9814 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/pope.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"122\" \/><\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\">CARTA DO PAPA FRANCISCO<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\">SOBRE A RENOVA\u00c7\u00c3O DO ESTUDO DA HIST\u00d3RIA DA IGREJA<br \/>\n21 novembro 2024<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Caros irm\u00e3os e irm\u00e3s<\/em><\/strong><strong>,<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esta carta, gostaria de partilhar algumas reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do estudo da Hist\u00f3ria da Igreja, sobretudo para ajudar os sacerdotes a interpretar melhor a realidade social. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que gostaria que fosse tida em considera\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos novos padres, mas tamb\u00e9m de outros agentes pastorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estou bem consciente de que, na forma\u00e7\u00e3o dos candidatos ao sacerd\u00f3cio, se dedica uma consider\u00e1vel aten\u00e7\u00e3o ao estudo da Hist\u00f3ria da Igreja, assim como \u00e9 devido. O que eu gostaria de sublinhar agora seria mais um convite para que se promova, nos jovens estudantes de teologia,\u00a0<em>uma verdadeira sensibilidade hist\u00f3rica.\u00a0<\/em>Com esta \u00faltima express\u00e3o, quero indicar n\u00e3o s\u00f3 um conhecimento profundo e atualizado dos momentos mais importantes dos vinte s\u00e9culos de cristianismo que nos precederam, mas tamb\u00e9m \u2013 e sobretudo \u2013 o despertar de uma clara familiaridade com a dimens\u00e3o hist\u00f3rica pr\u00f3pria do ser humano. Ningu\u00e9m pode saber verdadeiramente quem \u00e9, e nem o que pretende ser amanh\u00e3, se n\u00e3o alimentar o la\u00e7o que o liga \u00e0s gera\u00e7\u00f5es que o precederam. E isto n\u00e3o se aplica somente ao n\u00edvel da hist\u00f3ria do indiv\u00edduo, mas tamb\u00e9m ao n\u00edvel mais amplo da hist\u00f3ria da comunidade. Com efeito, estudar e contar a hist\u00f3ria ajuda a manter acesa a \u00abchama da consci\u00eancia coletiva\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn1\">[1]<\/a>. Caso contr\u00e1rio, restaria apenas a mem\u00f3ria pessoal de eventos ligados ao pr\u00f3prio interesse ou \u00e0s pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, sem uma verdadeira liga\u00e7\u00e3o com a comunidade humana e eclesial em que vivemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma correta sensibilidade hist\u00f3rica ajuda cada um de n\u00f3s a ter um sentido de propor\u00e7\u00e3o, um sentido de medida e uma capacidade de compreender a realidade sem abstra\u00e7\u00f5es perigosas e desencarnadas, tal como ela \u00e9 e n\u00e3o como se imagina ou gostaria que fosse. Assim, somos capazes de tecer uma rela\u00e7\u00e3o com a realidade que nos convoca para a responsabilidade \u00e9tica, a partilha, a solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo uma tradi\u00e7\u00e3o oral, que n\u00e3o posso confirmar com fontes escritas, um grande te\u00f3logo franc\u00eas costumava dizer aos seus alunos que o estudo da Hist\u00f3ria nos protege do \u201cmonofisismo eclesiol\u00f3gico\u201d, isto \u00e9, de uma compreens\u00e3o demasiado ang\u00e9lica da Igreja, apresentando uma Igreja que n\u00e3o \u00e9 real, pois n\u00e3o tem as suas manchas e rugas. E a Igreja, como uma m\u00e3e, deve ser amada tal como \u00e9, sen\u00e3o n\u00e3o a amamos de verdade, ou amamos apenas um produto da nossa imagina\u00e7\u00e3o. A Hist\u00f3ria da Igreja ajuda-nos a olhar para a Igreja real, a fim de que possamos amar a Igreja que existe realmente e que aprendeu \u2013 e continua a aprender \u2013 com os seus erros e quedas. Esta Igreja, que se reconhece a si pr\u00f3pria mesmo nos seus momentos mais sombrios, torna-se capaz de compreender as manchas e as feridas do mundo em que vive. E, se procura cur\u00e1-lo e faz\u00ea-lo crescer, f\u00e1-lo-\u00e1 da mesma forma que tenta curar-se e fazer crescer a si mesma, mesmo que muitas vezes n\u00e3o o consiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 uma retifica\u00e7\u00e3o \u00e0quela terr\u00edvel abordagem que nos faz compreender a realidade somente a partir da defesa triunfalista da pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o ou papel. Esta \u00faltima abordagem \u00e9 precisamente aquela que, como salientei na enc\u00edclica\u00a0<em>Fratelli tutti<\/em>, faz com que o homem ferido da par\u00e1bola do Bom Samaritano seja visto como um estorvo em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio projeto de vida, tornando-o simplesmente um \u201cfora-de-lugar\u201d e um \u201csujeito sem fun\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0<a name=\"_ftnref2\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Educar os candidatos ao sacerd\u00f3cio numa sensibilidade hist\u00f3rica parece uma necessidade \u00f3bvia. E ainda mais no tempo em que vivemos, que \u00abfavorece tamb\u00e9m uma perda do sentido da hist\u00f3ria que desagrega ainda mais. Nota-se a penetra\u00e7\u00e3o cultural duma esp\u00e9cie de \u201cdesconstrucionismo\u201d, em que a liberdade humana pretende construir tudo a partir do zero. De p\u00e9, deixa apenas a necessidade de consumir sem limites e a acentua\u00e7\u00e3o de muitas formas de individualismo sem conte\u00fado\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref3\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A import\u00e2ncia de conectar-nos com a hist\u00f3ria<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De um modo mais geral, \u00e9 preciso dizer que hoje em dia todos \u2013 e n\u00e3o s\u00f3 os candidatos ao sacerd\u00f3cio \u2013 necessitamos renovar a nossa sensibilidade hist\u00f3rica. Neste contexto se insere o conselho que dei aos jovens: \u00abSe uma pessoa vos fizer uma proposta dizendo para ignorardes a hist\u00f3ria, n\u00e3o aproveitardes da experi\u00eancia dos mais velhos, desprezardes todo o passado olhando apenas para o futuro que essa pessoa vos oferece, n\u00e3o ser\u00e1 uma forma f\u00e1cil de vos atrair para a sua proposta a fim de fazerdes apenas o que ela diz? Aquela pessoa precisa de v\u00f3s vazios, desenraizados, desconfiados de tudo, para vos fiardes apenas nas suas promessas e vos submeterdes aos seus planos. Assim procedem as ideologias de variadas cores, que destroem (ou desconstroem) tudo o que for diferente, podendo assim reinar sem oposi\u00e7\u00f5es. Para isso, precisam de jovens que desprezem a hist\u00f3ria, rejeitem a riqueza espiritual e humana que se foi transmitindo atrav\u00e9s das gera\u00e7\u00f5es, ignorem tudo quanto os precedeu\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref4\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, para compreender a realidade, \u00e9 necess\u00e1rio enquadr\u00e1-la na\u00a0<em>diacronia<\/em>, quando a tend\u00eancia dominante \u00e9 a de se apoiar em leituras dos fen\u00f3menos que os comprimem na\u00a0<em>sincronia<\/em>: em suma, numa esp\u00e9cie de presente sem passado. Contornar a hist\u00f3ria aparece muitas vezes como uma forma de cegueira que nos leva a ocuparmo-nos e a gastar energias num mundo que n\u00e3o existe, colocando falsos problemas e orientando-nos para solu\u00e7\u00f5es inadequadas. Algumas destas leituras podem ser \u00fateis a pequenos grupos, mas n\u00e3o certamente \u00e0 totalidade da humanidade e da comunidade crist\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a necessidade de uma maior consci\u00eancia hist\u00f3rica torna-se mais urgente no momento em que se alastra a tend\u00eancia de tentar dispensar a mem\u00f3ria ou de construir uma mem\u00f3ria \u00e0 medida das necessidades das ideologias dominantes. Frente ao apagamento do passado e da hist\u00f3ria ou diante das narrativas hist\u00f3ricas \u201ctendenciosas\u201d, o trabalho dos historiadores, bem como o seu conhecimento e ampla divulga\u00e7\u00e3o, podem funcionar como um freio \u00e0s mistifica\u00e7\u00f5es, aos revisionismos interesseiros e a esse uso p\u00fablico particularmente empenhado em justificar guerras, persegui\u00e7\u00f5es, produ\u00e7\u00e3o, venda e consumo de armas e tantos outros males.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos hoje uma enxurrada de mem\u00f3rias, muitas vezes falsas, artificiais e at\u00e9 inver\u00eddicas, e ao mesmo tempo uma aus\u00eancia de hist\u00f3ria e de consci\u00eancia hist\u00f3rica na sociedade civil e tamb\u00e9m nas nossas comunidades crist\u00e3s. Tudo se agrava ainda mais se pensarmos em hist\u00f3rias cuidadosa e secretamente pr\u00e9-fabricadas, que servem para forjar mem\u00f3rias\u00a0<em>ad hoc<\/em>, mem\u00f3rias identit\u00e1rias e de exclus\u00e3o. O papel dos historiadores e o conhecimento das suas descobertas s\u00e3o hoje decisivos e podem ser um dos ant\u00eddotos contra este regime mort\u00edfero de \u00f3dio que se assenta na ignor\u00e2ncia e no preconceito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, o conhecimento aprofundado e participativo da hist\u00f3ria mostra exatamente que n\u00e3o podemos lidar com o passado a partir de uma interpreta\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e desligada das suas consequ\u00eancias. A realidade, passada ou presente, nunca \u00e9 um fen\u00f3meno isolado que possa ser reduzido a simplifica\u00e7\u00f5es ing\u00e9nuas e perigosas. Muito menos \u00e0s tentativas daqueles que se julgam deuses perfeitos e omnipotentes e querem apagar uma parte da hist\u00f3ria e da humanidade. \u00c9 verdade que podem existir momentos horrendos e pessoas muito obscuras na humanidade, mas se o julgamento for feito sobretudo atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, das redes sociais ou por mero interesse pol\u00edtico, estamos sempre expostos \u00e0 irracionalidade da raiva ou da emo\u00e7\u00e3o. No final, como se costuma dizer, \u201calgo fora de contexto serve apenas de pretexto\u201d. \u00c9 aqui que o estudo hist\u00f3rico vem em nosso aux\u00edlio, porque os historiadores podem contribuir para a compreens\u00e3o da complexidade atrav\u00e9s do m\u00e9todo rigoroso utilizado na interpreta\u00e7\u00e3o do passado. Compreens\u00e3o sem a qual n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a transforma\u00e7\u00e3o do mundo atual para al\u00e9m das deforma\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas\u00a0<a name=\"_ftnref5\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A mem\u00f3ria de toda a verdade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos a genealogia de Jesus, narrada por S\u00e3o Mateus. Nada \u00e9 simplificado, apagado ou inventado. A genealogia do Senhor \u00e9 constitu\u00edda a partir da hist\u00f3ria verdadeira, onde se encontram nomes no m\u00ednimo problem\u00e1ticos e se sublinha o pecado do rei David (cf.\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>1, 6). Tudo, por\u00e9m, conclui-se e floresce em Maria e em Cristo (cf.\u00a0<em>Mt\u00a0<\/em>1, 16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se isto aconteceu na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, acontece igualmente na Hist\u00f3ria da Igreja: \u00abA Igreja [&#8230;] as vezes at\u00e9, depois dum avan\u00e7o, felizmente lan\u00e7ado, v\u00ea-se infelizmente obrigada a deplorar de novo uma regress\u00e3o, ou, pelo menos, a demorar-se num certo est\u00e1gio de semi-vitalidade e insufici\u00eancia\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref6\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn6\">[6]<\/a>. E \u00abn\u00e3o ignora que entre os seus membros, cl\u00e9rigos ou leigos, n\u00e3o faltaram, no decurso de tantos s\u00e9culos, alguns que foram infi\u00e9is ao Esp\u00edrito de Deus. E tamb\u00e9m nos nossos dias, a Igreja n\u00e3o deixa de ver quanta dist\u00e2ncia separa a mensagem por ela proclamada e a humana fraqueza daqueles a quem foi confiado o Evangelho. Seja qual for o ju\u00edzo da Hist\u00f3ria acerca destas defici\u00eancias, devemos ter consci\u00eancia delas e combat\u00ea-las com vigor, para que n\u00e3o sejam obst\u00e1culo \u00e0 difus\u00e3o do Evangelho. Tamb\u00e9m sabe a Igreja quanto deve aprender com a experi\u00eancia dos s\u00e9culos, no que se refere ao desenvolvimento das suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref7\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo sincero e corajoso da Hist\u00f3ria ajuda a Igreja a compreender melhor as suas rela\u00e7\u00f5es com os diversos povos, e este esfor\u00e7o deve ajudar a explicar e a interpretar os momentos mais dif\u00edceis e confusos destes povos. N\u00e3o devemos convidar ao esquecimento. Com efeito, \u00abn\u00e3o podemos permitir que as atuais e as novas gera\u00e7\u00f5es percam a mem\u00f3ria do que aconteceu, aquela mem\u00f3ria que \u00e9 garantia e est\u00edmulo para construir um futuro mais justo e fraterno\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref8\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn8\">[8]<\/a>\u00a0.\u00a0Por isso, insisto que \u00aba\u00a0<em>Shoah\u00a0<\/em>n\u00e3o deve ser esquecida [&#8230;] n\u00e3o se devem esquecer os bombardeamentos at\u00f3micos de Hiroshima e Nagasaki [&#8230;] tamb\u00e9m n\u00e3o devemos esquecer as persegui\u00e7\u00f5es, o com\u00e9rcio dos escravos e os massacres \u00e9tnicos que se verificaram e verificam em v\u00e1rios pa\u00edses, e tantos outros eventos hist\u00f3ricos que nos fazem envergonhar de sermos humanos. Devem ser recordados sempre, repetidamente, sem nos cansarmos nem anestesiarmos [&#8230;] hoje \u00e9 f\u00e1cil cair na tenta\u00e7\u00e3o de virar a p\u00e1gina, dizendo que j\u00e1 passou muito tempo e \u00e9 preciso olhar para diante. Isso n\u00e3o, por amor de Deus! Sem mem\u00f3ria, nunca se avan\u00e7a; n\u00e3o se evolui sem uma mem\u00f3ria \u00edntegra e luminosa [&#8230;] n\u00e3o me refiro s\u00f3 \u00e0 mem\u00f3ria dos horrores, mas tamb\u00e9m \u00e0 recorda\u00e7\u00e3o daqueles que, no meio dum contexto envenenado e corrupto, foram capazes de recuperar a dignidade e, com pequenos ou grandes gestos, optaram pela solidariedade, o perd\u00e3o, a fraternidade. \u00c9 muito salutar fazer mem\u00f3ria do bem. O perd\u00e3o n\u00e3o implica esquecimento [&#8230;] Mesmo quando houver algo que por nenhum motivo devemos permitir-nos esquecer, todavia podemos perdoar\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref9\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Junto da mem\u00f3ria, a busca da verdade hist\u00f3rica \u00e9 necess\u00e1ria para que a Igreja possa iniciar \u2013 e ajudar a iniciar na sociedade \u2013 caminhos sinceros e eficazes de reconcilia\u00e7\u00e3o e de paz social: \u00abOs que se defrontaram duramente falam a partir da verdade, nua e crua. Precisam de aprender a cultivar uma mem\u00f3ria penitencial, capaz de assumir o passado para libertar o futuro das pr\u00f3prias insatisfa\u00e7\u00f5es, confus\u00f5es ou proje\u00e7\u00f5es. S\u00f3 a partir da verdade hist\u00f3rica dos eventos poder\u00e1 nascer o esfor\u00e7o perseverante e duradouro para se compreenderem mutuamente e tentar uma nova s\u00edntese para o bem de todos\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref10\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>O estudo da Hist\u00f3ria da Igreja<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gostaria agora de acrescentar algumas pequenas observa\u00e7\u00f5es sobre o estudo da Hist\u00f3ria da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira observa\u00e7\u00e3o diz respeito ao risco de que este tipo de estudo possa manter uma certa abordagem meramente cronol\u00f3gica ou mesmo um desvio apolog\u00e9tico, que transformaria a Hist\u00f3ria da Igreja num mero suporte da Hist\u00f3ria da Teologia ou da espiritualidade dos s\u00e9culos passados. Esta seria uma forma de estudar e, consequentemente, de ensinar a Hist\u00f3ria da Igreja que n\u00e3o promove aquela sensibilidade \u00e0 dimens\u00e3o hist\u00f3rica de que falei no in\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda observa\u00e7\u00e3o diz respeito a que a Hist\u00f3ria da Igreja ensinada em todo o mundo parece sofrer de um reducionismo generalizado, com uma presen\u00e7a ainda acess\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o a uma Teologia, que ent\u00e3o se mostra muitas vezes incapaz de entrar verdadeiramente em di\u00e1logo com a realidade viva e existencial dos homens e mulheres do nosso tempo. Porque a Hist\u00f3ria da Igreja, ensinada como parte da Teologia, n\u00e3o pode ser desligada da hist\u00f3ria das sociedades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terceira observa\u00e7\u00e3o tem em conta a constata\u00e7\u00e3o de que h\u00e1, na forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes, uma educa\u00e7\u00e3o ainda inadequada no que diz respeito \u00e0s fontes. Por exemplo, aos estudantes raramente s\u00e3o dadas as condi\u00e7\u00f5es para que leiam textos fundamentais do cristianismo antigo, como a\u00a0<em>Carta a Diogneto<\/em>, a\u00a0<em>Didaqu\u00ea\u00a0<\/em>ou as\u00a0<em>Atas dos M\u00e1rtires<\/em>. No entanto, quando as fontes s\u00e3o de alguma forma desconhecidas, faltam os instrumentos para as ler sem filtros ideol\u00f3gicos ou pr\u00e9-compreens\u00f5es te\u00f3ricas que n\u00e3o permitem uma assimila\u00e7\u00e3o viva e estimulante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma quarta observa\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 necessidade de \u201cfazer hist\u00f3ria\u201d da Igreja \u2013 assim como de \u201cfazer teologia\u201d \u2013 n\u00e3o s\u00f3 com rigor e exatid\u00e3o, mas tamb\u00e9m com paix\u00e3o e envolvimento: com aquela paix\u00e3o e aquele envolvimento, pessoal e comunit\u00e1rio, pr\u00f3prios de quem, comprometido na evangeliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o escolheu um lugar neutro e desconexo, porque ama a Igreja e a acolhe como M\u00e3e tal como ela \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma outra observa\u00e7\u00e3o, ligada \u00e0 anterior, diz respeito \u00e0 liga\u00e7\u00e3o entre Hist\u00f3ria da Igreja e Eclesiologia. A investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica tem um contributo indispens\u00e1vel a dar para a elabora\u00e7\u00e3o de uma Eclesiologia que seja verdadeiramente hist\u00f3rica e mist\u00e9rica.\u00a0<a name=\"_ftnref11\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pen\u00faltima observa\u00e7\u00e3o, que me \u00e9 muito cara, diz respeito ao desaparecimento dos vest\u00edgios daqueles que n\u00e3o souberam fazer ouvir a sua voz ao longo dos s\u00e9culos, o que dificulta uma fiel reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. E aqui pergunto-me: n\u00e3o ser\u00e1 um campo de estudo privilegiado, para o historiador da Igreja, trazer \u00e0 luz, tanto quanto poss\u00edvel, o rosto popular dos \u00faltimos, e reconstruir a hist\u00f3ria das suas derrotas e das opress\u00f5es que sofreram, mas tamb\u00e9m das suas riquezas humanas e espirituais, oferecendo instrumentos para compreender os fen\u00f4menos de marginalidade e de exclus\u00e3o hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta \u00faltima observa\u00e7\u00e3o, gostaria de recordar que a Hist\u00f3ria da Igreja pode ajudar a recuperar toda a experi\u00eancia do mart\u00edrio, tendo consci\u00eancia de que n\u00e3o h\u00e1 Hist\u00f3ria da Igreja sem mart\u00edrio e que esta preciosa mem\u00f3ria nunca deve ser perdida. Tamb\u00e9m na hist\u00f3ria dos seus sofrimentos \u00aba Igreja confessa que muitos benef\u00edcios lhe advieram e podem advir mesmo da oposi\u00e7\u00e3o daqueles que se op\u00f5em a ela ou a perseguem\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref12\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn12\">[12]<\/a>. Precisamente onde a Igreja n\u00e3o triunfou aos olhos do mundo, foi quando alcan\u00e7ou a sua maior beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para concluir, gostaria de recordar que estamos a falar de estudo e n\u00e3o de conversa fiada, de leitura superficial, de \u201ccopiar e colar\u201d de resumos da\u00a0<em>Internet<\/em>. Atualmente, muitas pessoas \u00abestimulam a perseguir o sucesso a baixo pre\u00e7o, desacreditando o sacrif\u00edcio, inculcando a ideia de que o estudo n\u00e3o serve se n\u00e3o leva imediatamente a algo de concreto. N\u00e3o, o estudo serve para se questionar, para n\u00e3o se deixar anestesiar pela banalidade, para procurar um sentido na vida. Deve ser reclamado o direito a n\u00e3o fazer prevalecer as tantas sereias que hoje afastam desta busca [&#8230;] Eis a vossa tarefa: responder aos estribilhos paralisantes do\u00a0<em>consumismo cultural<\/em>\u00a0com escolhas din\u00e2micas e fortes, com a riqueza, o conhecimento e a partilha\u00bb\u00a0<a name=\"_ftnref13\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fraternalmente,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>FRANCISCO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Dado em Roma, em S\u00e3o Jo\u00e3o de Latr\u00e3o, aos 21 dias do m\u00eas de novembro do ano 2024, d\u00e9cimo segundo do meu Pontificado, mem\u00f3ria da Apresenta\u00e7\u00e3o da Bem-aventurada Virgem Maria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref1\">[1]<\/a>\u00a0Cf.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/peace\/documents\/papa-francesco_20191208_messaggio-53giornatamondiale-pace2020.html\"><em>Mensagem para o 53\u00ba Dia Mundial da Paz 1 de janeiro de 2020<\/em><\/a>\u00a0(8 de dezembro de 2019), 2:\u00a0<em>L\u2019Osservatore Romano\u00a0<\/em>(ed. semanal em portugu\u00eas de 17-24 de dezembro de 2019), p. 8.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref2\">[2]<\/a>\u00a0Cf. Carta enc.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#101\">Fratelli tutti<\/a>\u00a0<\/em>(4 de outubro de 2020), 101:\u00a0<em>AAS\u00a0<\/em>112 (2020), p. 1004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref3\">[3]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#13\"><em>Ibid.<\/em><\/a>, 13:\u00a0<em>AAS\u00a0<\/em>112 (2020), p. 973.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref4\">[4]<\/a>\u00a0Exort. Ap. p\u00f3s-sinodal\u00a0<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/apost_exhortations\/documents\/papa-francesco_esortazione-ap_20190325_christus-vivit.html\"><em>Christus vivit<\/em><\/a>\u00a0(25 de mar\u00e7o de 2019), 181:\u00a0<em>AAS<\/em>\u00a0111 (2019), p. 442.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref5\">[5]<\/a>\u00a0Cf. Carta enc.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html\">Fratelli tutti<\/a>\u00a0<\/em>(4 de outubro de 2020),\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#116\">116<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#164\">164-165<\/a>:\u00a0<em>AAS\u00a0<\/em>112 (2020), p. 1009.1025-1026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref6\">[6]<\/a>\u00a0Conc. Ecum. Vaticano II, Decreto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_decree_19651207_ad-gentes_po.html\"><em>Ad gentes<\/em><\/a>, 6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref7\">[7]<\/a>\u00a0Conc. Ecum. Vaticano II, Const. Pastoral\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\">Gaudium et Spes<\/a><\/em>, 43.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref8\">[8]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/messages\/pont-messages\/2019\/documents\/papa-francesco_20191124_messaggio-incontropace-hiroshima.html\"><em>Discurso no Memorial da Paz<\/em>, Hiroshima &#8211; Jap\u00e3o<\/a>\u00a0(24 de novembro de 2019):\u00a0<em>L&#8217;Osservatore Romano<\/em>\u00a0(ed. semanal em portugu\u00eas de 3 de dezembro de 2019), p. 12.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref9\">[9]<\/a>\u00a0Carta enc.\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#247\">Fratelli tutti<\/a>\u00a0<\/em>(4 de outubro de 2020), 247.248.249.250:\u00a0<em>AAS\u00a0<\/em>112 (2020), p. 1057-1059.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref10\">[10]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/encyclicals\/documents\/papa-francesco_20201003_enciclica-fratelli-tutti.html#226\"><em>Ibid.<\/em><\/a>, 226:\u00a0<em>AAS\u00a0<\/em>112 (2020), p. 1057.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn11\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref11\">[11]<\/a>\u00a0Cf. Conc. Ecum. Vaticano II, Const. Dogm\u00e1tica\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html\">Lumen gentium<\/a><\/em>, 1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn12\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref12\">[12]<\/a>\u00a0Conc. Ecum. Vaticano II, Const. Pastoral\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\">Gaudium et Spes<\/a><\/em>, 44.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/letters\/2024\/documents\/20241121-lettera-storia-chiesa.html#_ftnref13\">[13]<\/a>\u00a0<a href=\"http:\/\/w2.vatican.va\/content\/francesco\/pt\/speeches\/2017\/october\/documents\/papa-francesco_20171001_visitapastorale-bologna-mondoaccademico.html\"><em>Discurso proferido no encontro com os estudantes e com o mundo acad\u00eamico na Pra\u00e7a S\u00e3o Domingos em Bolonha\u00a0<\/em>(1\u00ba de outubro de 2017)<\/a>:\u00a0<em>L&#8217;Osservatore Romano<\/em>\u00a0(ed. semanal em portugu\u00eas de 5 de outubro de 2017), p. 6.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Carta-do-Papa-Francisco-sobre-a-Historia-da-Igreja-21.11.2024.pdf\">Carta do Papa Francisco sobre a Hist\u00f3ria da Igreja &#8211; 21.11.2024<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o Dia Mundial das Miss\u00f5es deste ano, tirei o tema da par\u00e1bola evang\u00e9lica do banquete &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10323,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-14312","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14312"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14312\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14315,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14312\/revisions\/14315"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}