{"id":15538,"date":"2025-07-30T18:59:28","date_gmt":"2025-07-30T17:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=15538"},"modified":"2025-07-30T18:59:53","modified_gmt":"2025-07-30T17:59:53","slug":"padre-vasco-soeiro-entrevista-voz-portucalense-julho-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=15538","title":{"rendered":"Padre Vasco Soeiro &#8211; Entrevista Voz Portucalense &#8211; julho 2018"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vasco Alexandre Domingues Soeiro, m\u00fasico e padre.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/arquivo.pt\/wayback\/20180719200426mp_\/http:\/www.vozportucalense.pt\/2018\/07\/\"><strong>12 julho 2018<\/strong><\/a><strong> \u2013 Voz Portucalense <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quis ser m\u00e9dico, mas estudou e trabalhou em inform\u00e1tica. Sempre participando ativamente na sua par\u00f3quia em v\u00e1rios servi\u00e7os. A paix\u00e3o pela m\u00fasica levou-o a deixar o trabalho e a arriscar no estudo. Dedicou-se ao ensino da m\u00fasica e isso f\u00ea-lo abrir-se mais aos outros e a Deus. Cristo esperava-o no fim desta linha para o chamar ao sacerd\u00f3cio. Um percurso que se torna agora b\u00ean\u00e7\u00e3o na ordena\u00e7\u00e3o de presb\u00edtero. O amor a Cristo foi mais forte. Vasco Soeiro \u00e9 um novo padre para a diocese do Porto. A VP falou com ele dias antes da sua ordena\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Rui Saraiva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Semin\u00e1rio Maior do Porto Vasco Soeiro \u00e9 ainda professor de \u00f3rg\u00e3o e respons\u00e1vel pelo Coro. Em Ermesinde guiado pelo C\u00f3nego Jo\u00e3o Peixoto, p\u00e1roco de Ermesinde. Ordenou-se presb\u00edtero no domingo dia 8 de julho na Catedral do Porto. Presidiu \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o D. Manuel Linda, bispo do Porto. Com ele foram ordenados outros presb\u00edteros e um di\u00e1cono. Aguarda agora nomea\u00e7\u00e3o para o servi\u00e7o pastoral que o bispo da diocese achar por bem decidir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasceu a 18 de maio de 1976. \u00c9 da Madalena em Gaia. Chega maduro a sacerdote como fruto de um longo crescimento. Passou por v\u00e1rios momentos e etapas. Estudou, trabalhou e ensinou. Na sua comunidade paroquial colaborou ativamente, em v\u00e1rios servi\u00e7os, especialmente, tocando \u00f3rg\u00e3o no coro. Mais tarde, o amor pela m\u00fasica levou-o de novo ao estudo e a uma licenciatura. Uma paix\u00e3o que se tornou em caminho para a voca\u00e7\u00e3o sacerdotal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vasco Soeiro estava bem e feliz a trabalhar em inform\u00e1tica, numa empresa que o fazia percorrer o pa\u00eds. Tinha 27 anos. Financeiramente, sentia-se est\u00e1vel, mas o seu cora\u00e7\u00e3o palpitava apenas por notas\u2026 musicais. Teve que fazer a vontade ao cora\u00e7\u00e3o e decidiu procurar a melodia e a harmonia da m\u00fasica estudando numa licenciatura na Universidade de Aveiro. A meio do curso, deu consigo a rezar no caminho entre o comboio e a faculdade. Deixou-se tocar pelo chamamento de Deus num coment\u00e1rio de um sacerdote. Depois da inform\u00e1tica e da m\u00fasica encontrou abrigo para as suas inquieta\u00e7\u00f5es na voca\u00e7\u00e3o sacerdotal. Dias antes da sua ordena\u00e7\u00e3o presbiteral concedeu uma entrevista \u00e0 VP da qual divulgamos aqui alguns excertos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Quando \u00e9 que se d\u00e1 a passagem do amor da m\u00fasica ao amor a Cristo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: A m\u00fasica ajudou-me a aproximar-me mais de Deus e dos meus irm\u00e3os. Comecei a dedicar-me totalmente. A m\u00fasica foi, cada vez mais, desde que deixei de trabalhar e vim para a Universidade de Aveiro, um meio de pastoral e de eu exprimir a minha f\u00e9 aos outros. Sensivelmente, a meio do curso, numa das missas, eu entrei na sacristia e estava l\u00e1 um padre amigo que tinha sido meu professor na Escola de Minist\u00e9rios Lit\u00fargicos e Diretor da Escola de Minist\u00e9rios Lit\u00fargicos. E por acaso\u2026 a vida tem coisas engra\u00e7adas\u2026 Foi ele quem me tocou e \u00e9 com ele que estou a fazer o est\u00e1gio pastoral. Ele \u00e9 o C\u00f3nego Jo\u00e3o Peixoto. Ele estava na sacristia, eu vi que ele estava a folhear o jornal e virou-se para mim e disse: \u2018Tu devias ser padre\u2019. Fiquei assim completamente surpreso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Antes do C\u00f3nego Jo\u00e3o Peixoto lhe ter feito essa observa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 alguma vez se tinha confrontado, consigo pr\u00f3prio, com essa possibilidade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Havia algumas pessoas que me iam dizendo, porque eu estava muito presente na comunidade na Madalena e mesmo com a m\u00fasica quando come\u00e7ou a estar mais presente na Igreja da Lapa, eu nunca me desliguei da minha comunidade. O padre Ant\u00f3nio da Silva Martins que \u00e9 o p\u00e1roco da Madalena, sabia e tinha gosto que eu progredisse na m\u00fasica\u2026 Fui completamente apanhado por aquela palavra, porque eu esperava que ele me dissesse: olha, gostei de te ouvir tocar aquilo\u2026 ou, n\u00e3o gostei. Mas com aquilo fiquei surpreso\u2026 Eu sei que nessa noite o meu cora\u00e7\u00e3o esteve a bater \u00e0s dez mil rota\u00e7\u00f5es\u2026Estive duas ou tr\u00eas noites desassossegado a pensar naquilo. Eu estava a meio do curso, mais ou menos em Aveiro. E fiquei t\u00e3o desassossegado que j\u00e1 punha em quest\u00e3o n\u00e3o fazer o curso, desistir do curso. Partilhei isto com o meu p\u00e1roco e tamb\u00e9m tive uma conversa com o C\u00f3nego Ferreira dos Santos. E ele foi muito bom comigo. Disse-me: \u2018\u00c9 bom estares a sentir isso, mas na minha opini\u00e3o deverias concluir o curso. N\u00e3o falta assim tanto tempo. E depois se continuas a sentir esse fogo vai ser bom porque vai ser um tempo de purifica\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo tu n\u00e3o vais perder nada, porque vais ter um curso conclu\u00eddo que pode ser \u00fatil para o futuro.\u2019 Entretanto, houve coisas que me ajudaram a aferir se era este o caminho: a ora\u00e7\u00e3o tornou-se cada vez mais presente na minha vida. Eu fazia o percurso da esta\u00e7\u00e3o de comboios\u2026 porque eu ia e vinha todos os dias porque n\u00e3o fiquei a viver em Aveiro, mas o percurso da esta\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 faculdade s\u00e3o cerca de 25 minutos a p\u00e9. E eu quase sempre ia a p\u00e9. E ent\u00e3o comecei a rezar o ter\u00e7o todos os dias, e at\u00e9 mais do que uma vez ao dia. Foi um tempo que me ajudou a entrar no dom do minist\u00e9rio de vir a ser um dia sacerdote. Tamb\u00e9m outras coisas como a liturgia das horas. E foi assim \u2026 at\u00e9 que acabei o curso e comecei a dar aulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Come\u00e7ou a dar aulas de m\u00fasica aonde?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Comecei a dar aulas de m\u00fasica na Academia de Pa\u00e7os de Brand\u00e3o e tamb\u00e9m na Escola de Perosinho. S\u00f3 dava aulas de \u00f3rg\u00e3o, era muito feliz, tinha uma vida mesmo muito boa, porque eu dava aulas em tr\u00eas tardes por semana e tinha muito tempo para estudar report\u00f3rio para mim para tocar em concertos como organista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Ent\u00e3o e depois de um caminho a pensar eventualmente na medicina ou na enfermagem, depois da inform\u00e1tica, de um ponto de vista de estudo e de profiss\u00e3o e de uma posi\u00e7\u00e3o profissional boa, depois do caminho da m\u00fasica o ter absolutamente apaixonado e, sobretudo, na arte performativa do \u00f3rg\u00e3o, eis que surge Deus na sua vida de uma forma t\u00e3o forte, surge a entrada no Semin\u00e1rio e a Teologia\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Houve um processo de discernimento em que eu tive dire\u00e7\u00e3o espiritual com o C\u00f3nego Marcelino que me come\u00e7ou a acompanhar e a ajudar. Come\u00e7amos a encontrar-nos pelo menos uma vez por m\u00eas, portanto, ele foi decisivo. Porque at\u00e9 ent\u00e3o eu ia-me interrogando praticamente sozinho. (\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrei no Semin\u00e1rio no ano letivo 2010\/2011 e foi um choque porque eu nunca tinha sido da \u00e1rea das letras. Tinha tido apenas um ano de filosofia, pois eu era da \u00e1rea da matem\u00e1tica e da biologia. Eu sempre fui uma pessoa muito pr\u00e1tica, eu era muito bom aluno em \u00f3rg\u00e3o, em m\u00fasica de c\u00e2mara, tudo o que se ligasse \u00e0 parte pr\u00e1tica interessava-me imenso. Nunca fui muito te\u00f3rico. Estudava aquilo que era necess\u00e1rio para passar. Em Teologia quando entro estou ainda a concluir o mestrado em M\u00fasica e a acabar a tese performativa com concerto, e tive que come\u00e7ar a estudar filosofia, latim e grego e ainda trabalhava na altura porque nos meus primeiros dois anos de semin\u00e1rio eu estive como aluno externo. Foi um primeiro ano muito intenso. Descansava muito pouco, porque latim e grego exigiam muitas horas de estudo. Valeu a pena! Porque a m\u00fasica sempre me ajudou a ser ordenado e estruturado na minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Depois passou, ent\u00e3o, de aluno externo a aluno interno?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Sim, foi no final do 2\u00ba ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: O que \u00e9 que o marcou mais na vida de Semin\u00e1rio? Nesta vida de internato, tal como disse, mas que, no fundo, \u00e9 uma vida em comunidade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Uma das coisas que mais me marcou, desde o in\u00edcio, foi essa proximidade uns com os outros. Quer queiramos quer n\u00e3o, se est\u00e1vamos bem-dispostos com este ou com aquele, ou se est\u00e1vamos mais mal dispostos, t\u00ednhamos que nos encarar todos face a face uns com os outros. E isso foi muito importante e foi uma das coisas que me marcou mais na minha vida de Semin\u00e1rio. Ter essa flexibilidade e procurar sempre a uni\u00e3o entre todos. Ser amigo e respeitador de todos. Saber aceitar quando algu\u00e9m est\u00e1 mais mal disposto, ou saber aceitar quando algu\u00e9m est\u00e1 exageradamente mais bem-disposto. E isso foi um percurso que me marcou imenso. N\u00e3o foi f\u00e1cil no in\u00edcio porque eu era muito mais velho do que eles e tinha outra experi\u00eancia profissional e relacional com as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: Como tem sido a sua experi\u00eancia de Di\u00e1cono na comunidade paroquial de Ermesinde?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Tem sido riqu\u00edssima. A comunidade de Ermesinde \u00e9 uma das maiores da diocese e de Portugal. Todos os setores funcionam. Comecei a estagiar l\u00e1 h\u00e1 tr\u00eas anos. Integrei-me na catequese e estava presente nas Eucaristias. Este ano comecei a viver a tempo inteiro na comunidade e logo como di\u00e1cono. A responsabilidade que n\u00f3s temos que assumir \u00e9 muito grande. As pessoas olham-nos com uns olhos diferentes. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um aluno que est\u00e1 ali a come\u00e7ar mas \u00e9 um di\u00e1cono. Para mim, logo das primeiras vezes que tive oportunidade foi a celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos. O batismo \u00e9 um sacramento riqu\u00edssimo e bel\u00edssimo, com um ritual cheio de simbologia. Marcou-me muito. (\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem sido um ano muito intenso, a par\u00f3quia \u00e9 muito grande, trabalho imenso, trabalho muito mais do que aquilo que trabalhei at\u00e9 agora ao n\u00edvel de horas por dia. Quando digo trabalho por dia inclui horas de ora\u00e7\u00e3o, eucaristias, disponibilidade para ouvir as pessoas, inclui disponibilidade para estar no cart\u00f3rio a tratar de processos de casamento e batismo, atender telefones\u2026 \u00c9 nesse sentido que eu digo que trabalho mais de 12 horas por dia! Mas s\u00e3o tudo coisas que me enriquecem e me tornaram mais crist\u00e3o, mais humano e um homem mais de F\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VP: O que \u00e9 ser padre hoje?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VS: Ser padre \u00e9 ser um homem dedicado, fiel, convicto na F\u00e9 em Cristo e na Igreja, que \u00e9 santa e \u00e9 pecadora. Um homem, de alguma forma, tamb\u00e9m agraciado, sentir-se agraciado. Por exemplo, falava do curso de teologia, at\u00e9 porque \u00e9 um curso eminentemente te\u00f3rico, e eu que sou um homem pr\u00e1tico, olho para tr\u00e1s e vejo que foi a gra\u00e7a de Deus que me ajudou a realizar os trabalhos e os exames. Por minhas for\u00e7as eu n\u00e3o conseguiria fazer. \u00c9 sentirmo-nos amados por Cristo nas dificuldades, nas alegrias e nas tristezas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Padre-Vasco-Soeiro-Entrevista-Voz-Portucalense-julho-2018.pdf\">Padre Vasco Soeiro &#8211; Entrevista Voz Portucalense &#8211; julho 2018<\/a> (PDF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quis ser m\u00e9dico, mas estudou e trabalhou em inform\u00e1tica. 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