{"id":16428,"date":"2025-12-15T11:58:32","date_gmt":"2025-12-15T11:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=16428"},"modified":"2025-12-15T11:59:31","modified_gmt":"2025-12-15T11:59:31","slug":"celebracao-dos-1700-anos-do-concilio-de-niceia-325-comentarios-ao-credo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=16428","title":{"rendered":"Celebra\u00e7\u00e3o dos 1700 anos do Conc\u00edlio de Niceia (325) coment\u00e1rios ao Credo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(A Equipa de Liturgia da Capela do Rato organizou pequenos coment\u00e1rios a cada um dos artigos do Credo Niceno-Constantinopolitano.)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para celebrar os 1700 do conc\u00edlio de Niceia (325) em que se declarou a divindade de Jesus, o Filho de Deus, \u00abconsubstancial ao Pai\u00bb, a Equipa de Liturgia da Capela do Rato organizou pequenos coment\u00e1rios a cada um dos artigos do Credo Niceno-Constantinopolitano. Os mesmos tiveram lugar ao longo de seis domingos durante a celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia dominical. Agora s\u00e3o publicados na sua sequ\u00eancia, na esperan\u00e7a de poder ajudar a compreender e a viver melhor a f\u00e9 que professamos no Credo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O momento da publica\u00e7\u00e3o dos coment\u00e1rios coincide com a recente visita do Papa Le\u00e3o \u00e0 cidade turca Iznik (antiga Niceia) para, numa celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00e9nica com o Patriarca de Constantinopla e outros l\u00edderes crist\u00e3os, celebrar os 1700 do Credo de Niceia, express\u00e3o comum de f\u00e9 que une todos os crist\u00e3os e todas as Igrejas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Todos os Domingos, depois da homilia, proclamamos, juntos, o Credo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E se nos pergunt\u00e1ssemos: Quem escreveu este texto? H\u00e1 quanto tempo? Onde foi escrito? Por que raz\u00e3o se lembraram de o escrever?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este ano, de 2025, \u00e9 a data certa para pensar estas quest\u00f5es, pois cumprem-se 1700 anos sobre o Conc\u00edlio de Niceia (325) que nos legou esta heran\u00e7a \u2013 (ou, mais exatamente, uma importante base).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesta primeira interven\u00e7\u00e3o, deixamos apenas grandes linhas de refer\u00eancia, para enquadrar as reflex\u00f5es futuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem convocou o Conc\u00edlio de Niceia? O Imperador Constantino que presidiu, pois, o Imperador desempenhava tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de Pont\u00edfice M\u00e1ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Porqu\u00ea em 325? E porqu\u00ea em Niceia? Estamos no rescaldo de grandes lutas civis, atrav\u00e9s das quais Constantino unificara um Imp\u00e9rio Romano que tinha estado dividido em quatro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Constantino estabelecer\u00e1 uma nova capital, Constantinopla, na parte oriental do Imp\u00e9rio. Niceia, ali perto, era ent\u00e3o o seu quartel-general e tinha bons acessos por mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem participa no Conc\u00edlio? De acordo com certa tradi\u00e7\u00e3o, estariam presentes 318 Bispos, sobretudo da parte oriental do Imp\u00e9rio Romano. (A totalidade de Bispos seria, naquele tempo, cerca de 1800).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Porque foi convocado o Conc\u00edlio? As quest\u00f5es teol\u00f3gicas causavam tumultos e dissens\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Havia uma grande cis\u00e3o causada pela doutrina de \u00c1rio, um padre de Alexandria, relativamente \u00e0 natureza e \u00e0 divindade de Jesus. \u00c1rio entendia que Jesus n\u00e3o era Deus, mas a primeira criatura de Deus, uma esp\u00e9cie de um deus menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que se pretende com o Conc\u00edlio? O Imperador, que pretendia assegurar a paz e a unidade no seu Imp\u00e9rio, percebe que os graves desentendimentos entre crist\u00e3os amea\u00e7am a coes\u00e3o, n\u00e3o apenas da Igreja, mas tamb\u00e9m do Imp\u00e9rio. Imp\u00f5e, em ordem \u00e0 pacifica\u00e7\u00e3o, que os Bispos procedam a uma unifica\u00e7\u00e3o da doutrina, designadamente uma cristologia oficial que determinasse a natureza de Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual \u00e9 a conclus\u00e3o do Conc\u00edlio? Os padres conciliares trabalham sobre uma base j\u00e1 existente (pois existiam, nas assembleias crist\u00e3s, v\u00e1rias f\u00f3rmulas, entre as quais o Credo batismal, em forma interrogativa). Niceia fixa as declara\u00e7\u00f5es dogm\u00e1ticas referentes \u00e0s pessoas da Trindade \u2013 e sobretudo, determina-se, com recurso \u00e0 linguagem filos\u00f3fica, que Jesus \u00e9 Deus como o Pai, gerado, n\u00e3o criado \u2013 e da mesma ess\u00eancia ou subst\u00e2ncia: \u201cconsubstancial ao Pai\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual foi a grande import\u00e2ncia de Niceia? Anteriormente, n\u00e3o existia uma doutrina estruturada nem \u201cuniversal\u201d. De Niceia saiu uma prescri\u00e7\u00e3o mais exata, e imposta \u00e0s assembleias crist\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que ficou por resolver? O mist\u00e9rio da Trindade n\u00e3o ficou esclarecido na totalidade: a rela\u00e7\u00e3o de Jesus com o Pai ficou fixada, mas a rela\u00e7\u00e3o com o Esp\u00edrito Santo continuou a gerar grandes discuss\u00f5es teol\u00f3gicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E como se resolveu? Realizando-se um segundo Conc\u00edlio, 56 anos depois, em Constantinopla, em 381. Quem o convoca? O Imperador Teod\u00f3sio, que no ano anterior declarara o cristianismo como religi\u00e3o oficial do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quais s\u00e3o os contributos desse Conc\u00edlio para o Credo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Conc\u00edlio de Constantinopla determina-se, com recurso \u00e0 linguagem b\u00edblica e lit\u00fargica, que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 Senhor que d\u00e1 vida \u2013 e com o Pai e o Filho \u00e9 adorado e glorificado. Para al\u00e9m disso, afirma-se a completa humanidade de Jesus Cristo (que suscitara, entretanto, muitas discuss\u00f5es). Refor\u00e7a-se tamb\u00e9m a ideia de uma Igreja una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o o Credo foi definido em v\u00e1rias etapas? Sim. Depois de uma fase com v\u00e1rios \u201ccredos\u201d antigos e localizados, entre os quais o Credo Batismal, o Conc\u00edlio de Niceia, em 325, fixou um Credo destinado a todas as Igrejas e que depois foi complementado no Conc\u00edlio de Constantinopla, em 381.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em s\u00edntese\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que rezamos \u00e9, portanto, o Credo Niceno-Constantinopolitano, f\u00f3rmula oficial na liturgia cat\u00f3lica e comum, praticamente, a todas as Igrejas crist\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16429\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img.jpg\" alt=\"\" width=\"443\" height=\"548\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img.jpg 443w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Creio em Deus Pai<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como imaginamos Deus Pai?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 relativamente f\u00e1cil imaginar como seria Jesus Cristo e mesmo, no caso do Esp\u00edrito Santo, j\u00e1 devemos ter sentido, por diversas vezes, a Sua for\u00e7a e inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas como ser\u00e1 para n\u00f3s Deus Pai?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estar\u00e1 naquela chama que comove o nosso cora\u00e7\u00e3o? Estar\u00e1 na sar\u00e7a ardente que n\u00e3o se consome? Estar\u00e1 naquela brisa suave que nos refresca? Estar\u00e1 na beleza de um nascer do sol?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estar\u00e1 na grandeza de um arco-\u00edris em dia de sol e de chuva? Estar\u00e1 numa noite calma com o firmamento polvilhado de estrelas? Estar\u00e1 na luz de uma vela que nos ilumina na escurid\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Santo Agostinho dizia que cantar \u00e9 rezar 2 vezes, pelo que, para definir quem ser\u00e1 Deus Pai, irei cantar pequenos trechos de m\u00fasicas cantadas nesta Capela do Rato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u266bQuando Deus criou a terra, era Deus amenidade<br \/>\nVeio o homem veio a guerra, as mil vozes da cidade<br \/>\nEsculpimos Deus em pedra, mist\u00e9rio do nosso mal<br \/>\nJesus Cristo veio \u00e0 terra, Deus saiu do pedestal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u266bDeus \u00e9 nosso Pai, deixai-O entrar, Deus \u00e9 nosso Pai, deixai-O entrar<br \/>\nDeus \u00e9 nosso Pai deixai-O entrar, abri-vos ao Senhor<br \/>\nDeus est\u00e1 nos irm\u00e3os deixai-O entrar,<br \/>\nDeus est\u00e1 nos irm\u00e3os deixai-O entrar, abri-vos ao Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u266bCremos em V\u00f3s \u00f3 Deus, cremos em V\u00f3s<br \/>\n\u00d3 Pai que estais nos C\u00e9us, olhai por n\u00f3s<br \/>\nSois nosso Deus Senhor, sois nosso Deus<br \/>\nA nossa for\u00e7a e luz, todo o nosso bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u266bQuando eu quero falar com Deus, eu apenas falo<br \/>\nQuando eu quero falar com Deus, \u00e0s vezes me calo<br \/>\nE elevo o meu pensamento, pe\u00e7o ajuda no meu sofrimento<br \/>\nEle \u00e9 Pai, Ele escuta o que pede o meu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u266bQuanta paz \u2026\u2026 quanta luz<br \/>\nDeus nos ouve, nos mostra o caminho que a Ele conduz<br \/>\nDeus \u00e9 Pai \u2026\u2026 Deus \u00e9 Luz<br \/>\nDeus nos fala que a Ele se chega seguindo Jesus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Creio em um s\u00f3 Senhor, Jesus Cristo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Credo Niceno-Constantinopolitano proclama com solenidade quem \u00e9 Jesus Cristo e o que Ele realizou pela nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao professarmos: \u00abCreio em um s\u00f3 Senhor, Jesus Cristo, Filho Unig\u00e9nito de Deus, nascido do Pai antes de todos os s\u00e9culos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, n\u00e3o criado, consubstancial ao Pai\u00bb, proclamamos a nossa f\u00e9 num Deus \u00fanico, o Senhor, o Salvador e o ungido de Deus, o Messias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 sab\u00ea-lo Filho \u00fanico de Deus, gerado exclusivamente pelo Pai antes da sua condi\u00e7\u00e3o humana e temporal, existindo desde sempre, antes do pr\u00f3prio universo existir. Jesus n\u00e3o \u00e9 uma realidade nova, diferente do Criador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Deus Pai gera Jesus, comunica a sua pr\u00f3pria vida a algu\u00e9m da mesma natureza, tornando-se assim Deus como o Pai. \u00c9, portanto, da mesma subst\u00e2ncia ou natureza divina que o Pai, mas \u00e9 tamb\u00e9m consubstancial a n\u00f3s. Tudo o que o Pai \u00e9, o Filho \u00e9, reconhecendo que, em Jesus, o pr\u00f3prio Deus veio ao nosso encontro. Jesus \u00e9 verdadeiramente Deus connosco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao proclamarmos \u00abPor Ele todas as coisas foram feitas. E por n\u00f3s homens e para nossa salva\u00e7\u00e3o, desceu dos c\u00e9us e encarnou pelo Esp\u00edrito Santo, no seio da Virgem Maria, e Se fez Homem\u00bb anunciamos o amor divino por n\u00f3s: O Filho eterno abaixou-Se \u00e0 nossa condi\u00e7\u00e3o humana para nos erguer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 este profundo mergulho de Deus na hist\u00f3ria humana \u2013 pelo poder do Esp\u00edrito Santo, no seio da Virgem Maria de quem recebe a condi\u00e7\u00e3o humana, Deus fez-Se homem, sem deixar de ser Deus. Jesus \u00e9 plenamente divino e plenamente humano. Ele uniu-Se \u00e0 fam\u00edlia humana para nos salvar por dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao fazermos profiss\u00e3o de f\u00e9 em \u201cTamb\u00e9m por n\u00f3s foi crucificado sob P\u00f4ncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos c\u00e9us onde est\u00e1 sentado \u00e0 direita do Pai. De novo h\u00e1 de vir em Sua gl\u00f3ria, para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino n\u00e3o ter\u00e1 fim\u00bb situamos a obra salv\u00edfica de Cristo em coordenadas concretas: Ele foi crucificado sob P\u00f4ncio Pilatos, um governador romano, mostrando que a reden\u00e7\u00e3o aconteceu realmente num lugar espec\u00edfico da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por n\u00f3s desceu dos c\u00e9us e tamb\u00e9m por n\u00f3s foi crucificado. A cruz, sinal de esc\u00e2ndalo e de loucura para o mundo, \u00e9, portanto, para n\u00f3s trono de amor. Padeceu, morreu e foi sepultado, partilhando at\u00e9 ao extremo a nossa condi\u00e7\u00e3o mortal. Contudo, a morte deixa de ser o fim \u2013 torna-se passagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao terceiro dia, a vida triunfou sobre a morte! A Ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9, sem d\u00favida, o maior e mais radical acontecimento da hist\u00f3ria da humanidade e est\u00e1 no centro da nossa f\u00e9 crist\u00e3. A vida de Jesus n\u00e3o termina na cruz \u2014 \u00e9 transfigurada em gl\u00f3ria. O Ressuscitado n\u00e3o abandona o mundo, mas habita-o de forma nova, derramando sobre n\u00f3s o seu Esp\u00edrito, que vivifica, que guia, que renova todas as coisas. \u00c9 a ressurrei\u00e7\u00e3o o termo do caminho de Jesus e n\u00e3o a cruz e, por Ele, \u00e9 tamb\u00e9m o nosso termo, pois \u00e9 nossa esperan\u00e7a participar da plenitude da vida e da realiza\u00e7\u00e3o de Jesus ressuscitado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus sentado \u00e0 direita do Pai \u00e9 a imagem de comunh\u00e3o: a nossa humanidade, assumida por Cristo, est\u00e1 agora junto de Deus. Ele \u00e9 o nosso intercessor. Tamb\u00e9m pela virtude da esperan\u00e7a nos voltamos para \u201cAquele que h\u00e1 de vir em Sua gl\u00f3ria\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Sua primeira vinda. E n\u2019Ele justi\u00e7a e miseric\u00f3rdia encontram-se, transformando o ju\u00edzo final n\u00e3o em condena\u00e7\u00e3o, mas em revela\u00e7\u00e3o. No Seu olhar veremos a verdade das nossas vidas e nesse olhar de amor seremos transformados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Reino de Deus n\u00e3o \u00e9 o c\u00e9u, \u00e9 uma realidade n\u00e3o vis\u00edvel, escatol\u00f3gica, j\u00e1 iniciada, mas ainda n\u00e3o consumada, j\u00e1 experimentada atrav\u00e9s de sinais interiores de paz, alegria, \u00e2nimo, confian\u00e7a, liberdade\u2026 e sinais sociais de reconcilia\u00e7\u00e3o, inclus\u00e3o, partilha e fraternidade. Este reino que Jesus inaugurou, que o Esp\u00edrito Santo trabalha na hist\u00f3ria, que tem o seu ep\u00edlogo no ju\u00edzo final e cujo Rei \u00e9 o pr\u00f3prio Jesus, n\u00e3o ter\u00e1 fim, \u00e9 eterno, \u00e9 para sempre: o dom\u00ednio absoluto e definitivo do amor de Deus sobre o universo, a natureza e a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim cremos, professamos e esperamos: que o mesmo Jesus, que desceu at\u00e9 \u00e0 nossa humanidade, nos conduza \u00e0 plenitude da vida. Que, unidos a Ele, possamos um dia contemplar o rosto de Deus face a face, quando o c\u00e9u e a terra forem um s\u00f3 no amor eterno!<\/p>\n<figure id=\"attachment_16430\" aria-describedby=\"caption-attachment-16430\" style=\"width: 263px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-16430 size-full\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img2.jpg\" alt=\"\" width=\"263\" height=\"580\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img2.jpg 263w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/img2-136x300.jpg 136w\" sizes=\"auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-16430\" class=\"wp-caption-text\">Pentecostes, pintura de El Greco, in\u00edcio do s\u00e9c XVII, Museu do Prado<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Creio no Esp\u00edrito Santo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Come\u00e7amos com uma breve introdu\u00e7\u00e3o aos artigos do Credo de Niceia-Constantinopla sobre o Esp\u00edrito Santo. Depois, partilhamos com simplicidade algumas reflex\u00f5es nossas sobre o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O I Conc\u00edlio de Niceia-Contantinopla (325;381) fixou o texto sobre o Esp\u00edrito Santo, tal como ainda rezamos na missa, 1700 anos depois. O Credo anterior, o S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos, afirmava somente: Creio no Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Conc\u00edlio de Constantinopla desenvolve assim, a afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9 no Esp\u00edrito Santo: \u00abCreio no Esp\u00edrito Santo, Senhor que d\u00e1 a vida, e procede do Pai (o Ocidente, no s\u00e9c. VIII, juntar\u00e1 e do Filho) e com o Pai e o Filho \u00e9 adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com esta sequ\u00eancia, terminaram os debates sobre a divindade do Esp\u00edrito. Confessa-se o Esp\u00edrito, como Santo por natureza, no mesmo plano que o Filho, e como aquele que comunica a vida divina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agora, para n\u00f3s hoje, o que dizer sobre o Esp\u00edrito Santo? Enquanto crist\u00e3os, leigos e buscadores de Deus, partimos do que julgamos ser o entendimento da maioria. Usamos termos nossos, simples, ainda que se trate de uma realidade complexa, s\u00f3 compreens\u00edvel \u00e0 luz da F\u00e9\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ocorre-nos a express\u00e3o popular \u201cesp\u00edrito santo de orelha\u201d, lembrando aquela ajuda na escola, aquela voz que surge na hora certa, quando sentimos dificuldades. Acreditamos que o Esp\u00edrito Santo \u00e9 o dom, a gra\u00e7a que nos \u00e9 transmitida por intercess\u00e3o de Deus Pai e que nos ajuda a entender e a discernir\u2026 quer o caminho a seguir, quer a boa decis\u00e3o a tomar em situa\u00e7\u00f5es concretas do nosso quotidiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desta forma, invocar o apoio e a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo \u00e9 pois, confiar que Deus Pai est\u00e1 sempre ao nosso lado e envia-nos esse dom inspirador, t\u00e3o fundamental na nossa vida, sobretudo quando nos sentimos impotentes e perdidos, ainda assim, confiantes na miseric\u00f3rdia de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Invocar o Esp\u00edrito Santo talvez tenha alguma coisa a ver com o tal \u201cesp\u00edrito santo de orelha\u201d \u2026 mas, agora \u00e9 o Esp\u00edrito de Jesus que vive, acompanha, sofre e permanece para sempre com a humanidade inteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 o Esp\u00edrito Santo de Deus quem nos ensina a rezar, a louvar e a bendizer, para entrar na dan\u00e7a da gl\u00f3ria e da eterna adora\u00e7\u00e3o a Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cCreio na Igreja. Professo um s\u00f3 Batismo\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00abCreio na Igreja, una, santa, cat\u00f3lica e apost\u00f3lica. Professo um s\u00f3 Batismo, para remiss\u00e3o dos pecados.\u00bb<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao professar f\u00e9 na \u201cSanta Igreja Cat\u00f3lica\u201d, o Credo n\u00e3o se refere a uma institui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mas \u00e0 realidade espiritual e universal da comunidade dos fi\u00e9is em Cristo. A palavra \u201ccat\u00f3lica\u201d, do grego katholik\u00f3s, significa \u201cuniversal\u201d, e expressa a abrang\u00eancia da Igreja como corpo m\u00edstico de Cristo, que transcende fronteiras geogr\u00e1ficas, culturais e confessionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Contudo, a hist\u00f3ria da Igreja revela que essa unidade sempre foi um desafio. Desde os primeiros s\u00e9culos, surgiram divis\u00f5es significativas:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>Em 451, a Igreja Ortodoxa Copta separou-se ap\u00f3s o Conc\u00edlio de Caled\u00f3nia, o Quarto Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico que definiu a doutrina da uni\u00e3o hipost\u00e1tica, afirmando que Jesus Cristo \u00e9 uma \u00fanica pessoa com duas naturezas, a divina e a humana, que s\u00e3o insepar\u00e1veis, sem confus\u00e3o, imut\u00e1veis e indivis\u00edveis<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>Em 1054, o Grande Cisma dividiu a cristandade entre a Igreja Ocidental (latina) e a Igreja Oriental (grega ortodoxa).<\/em><\/strong><\/li>\n<li><strong><em>No s\u00e9culo XVI, Martinho Lutero liderou a Reforma Protestante, dando origem a m\u00faltiplas tradi\u00e7\u00f5es reformadas.<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Hoje, estima-se que existam mais de 30 mil denomina\u00e7\u00f5es crist\u00e3s no mundo. Cerca de metade dos crist\u00e3os identificam-se como cat\u00f3licos romanos, e a outra metade distribui-se por protestantes e ortodoxos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Apesar das divis\u00f5es hist\u00f3ricas, o Credo afirma uma verdade profunda: todos os crist\u00e3os, independentemente da sua tradi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o chamados a formar um s\u00f3 corpo em Cristo. A Igreja \u00e9 santa n\u00e3o por causa da perfei\u00e7\u00e3o de seus membros, mas porque \u00e9 amada por Deus e santificada pela a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo. A santidade da Igreja \u00e9 um dom, n\u00e3o uma conquista humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como afirma o ap\u00f3stolo Paulo: \u201cH\u00e1 um s\u00f3 corpo e um s\u00f3 Esp\u00edrito, como tamb\u00e9m fostes chamados numa s\u00f3 esperan\u00e7a da vossa voca\u00e7\u00e3o; um s\u00f3 Senhor, uma s\u00f3 f\u00e9, um s\u00f3 batismo; um s\u00f3 Deus e Pai de todos, o qual \u00e9 sobre todos, por todos e em todos.\u201d (Ef\u00e9sios 4:4-6)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crer na Igreja e no Batismo \u00e9 reconhecer que, mesmo na diversidade, existe uma comunh\u00e3o espiritual que nos une em Cristo. \u00c9 tamb\u00e9m professar que a f\u00e9 crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o humana, mas uma resposta ao chamamento divino que nos convoca \u00e0 unidade, \u00e0 santidade e \u00e0 miss\u00e3o apost\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Creio na Vida Eterna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Credo Niceno-Constantinopolitano termina proclamando a esperan\u00e7a crist\u00e3 na vida eterna:<br \/>\n\u00abEspero a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos e a vida do mundo que h\u00e1 de vir\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Credo chamado S\u00edmbolo dos Ap\u00f3stolos f\u00e1-lo de forma mais curta: \u201cCreio na ressurrei\u00e7\u00e3o da carne, na vida eterna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim relembrando a passagem do Evangelho de S. Jo\u00e3o \u201cE a vontade de Meu Pai \u00e9 esta; que todo aquele que v\u00ea o Filho e acredita n\u2019Ele tenha a vida eterna; e Eu o ressuscit\u00e1-lo-ei no \u00faltimo dia\u201d (Jo 6:40)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Este \u00e9 um dos maiores desafios \u00e0 nossa f\u00e9: crer na ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Acreditamos que a vida n\u00e3o acaba por aqui, que h\u00e1 algo mais. O nosso Deus n\u00e3o \u00e9 um Deus de mortos, mas de vivos, criou-nos e desejou-nos para a vida desde a eternidade. Acreditamos que a vida em Deus se torna eterna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao longo da nossa vida terrena, passamos por v\u00e1rias mortes. Morremos quando olhamos para n\u00f3s e nos vemos sem sa\u00eddas para os grandes dilemas da nossa exist\u00eancia, morremos quando deixamos que o nosso orgulho sufoque a nossa capacidade de amar. Em cada uma dessas mortes o Senhor estende-nos a m\u00e3o e manda-nos sair do sepulcro. Deus nunca se cansa de nos reerguer, n\u00f3s \u00e9 que nos esquecemos de segurar a m\u00e3o de Deus para nos levantarmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A nossa vida n\u00e3o se limita \u00e0 nossa passagem pela terra. Acreditamos que a vida continua na ressurrei\u00e7\u00e3o para a vida eterna onde viveremos em comunh\u00e3o com todos os que j\u00e1 partiram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Acreditamos que o Senhor n\u00e3o nos retira aqueles que amamos atrav\u00e9s da morte, mas permite-nos continuarmos em comunh\u00e3o com eles no cora\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esperamos a vida do mundo que h\u00e1 de vir. Um mundo no qual veremos o Senhor face a face, livres de todas as nossas sombras e da nossa condi\u00e7\u00e3o mortal, em comunh\u00e3o com Deus e com todos os Homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Terminamos lembrando o nosso Papa Francisco que recordava: \u201cA vida n\u00e3o acaba, apenas se transforma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A Equipa de Liturgia:<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>Ana L\u00facia<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\nAnt\u00f3nio Chaves Costa<br \/>\nIsabel Vale<br \/>\nJoaquim Fragoso<br \/>\nPepe<br \/>\nRita Ramalho Ortig\u00e3o<br \/>\nRodolfo Knapic<br \/>\nSofia T\u00e1vora<br \/>\nTeresa Knapic<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Concilio-de-Niceia-ano-325-comentarios-ao-Credo.pdf\">Concilio de Niceia &#8211; ano 325 &#8211; coment\u00e1rios ao Credo<\/a> (PDF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para celebrar os 1700 do conc\u00edlio de Niceia (325) em que se declarou a divindade de Jesus, o Filho de Deus, &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16431,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-16428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16428"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16428\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16434,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16428\/revisions\/16434"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}