{"id":16914,"date":"2026-04-06T10:53:39","date_gmt":"2026-04-06T09:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=16914"},"modified":"2026-04-06T10:56:29","modified_gmt":"2026-04-06T09:56:29","slug":"triduo-e-domingo-de-pascoa-2026-a-voz-do-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=16914","title":{"rendered":"Triduo e Domingo de P\u00e1scoa 2026 &#8211; A voz do Bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<h4><strong>Sacerd\u00f3cio e sinodalidade<\/strong><\/h4>\n<p>2 abril, 2026<\/p>\n<p><em>Homilia do bispo do Porto na Missa\u00a0Crismal<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16915\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/d_manuel_linda.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/d_manuel_linda.jpg 400w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/d_manuel_linda-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caros irm\u00e3os, nos tr\u00eas graus do sacerd\u00f3cio ministerial,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">para o bispo, \u00e9 motivo de profundo contentamento, e at\u00e9 de alguma emo\u00e7\u00e3o, olhar para esta catedral e ver nela uma \u201cmultid\u00e3o revestida de branco\u201d, como refere o Apocalipse (Ap 7, 9), qual express\u00e3o da luz que vence a morte, da alegria originada na pureza, da vida nova santificada, da gl\u00f3ria de Deus manifestada na ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, da eternidade que concede meta \u00e0 materialidade. Como bons \u00abpais de fam\u00edlia\u00bb, a n\u00edvel espiritual, sois v\u00f3s quem mais insere estes dons na exist\u00eancia da nossa gente. Motivo mais que suficiente para que todos vos agradecessem continuamente o vosso minist\u00e9rio. Mas porque n\u00e3o s\u00e3o muitos os que o fazem, aqui est\u00e1 o bispo para vos dizer: obrigado porque, na for\u00e7a do Esp\u00edrito, sois v\u00f3s quem edifica uma Igreja diocesana de luz, alegria, vida em plenitude, f\u00e9 e eternidade. Obrigado e parab\u00e9ns!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bMas n\u00e3o me esque\u00e7o que a passagem do Apocalipse que citei tamb\u00e9m refere que os eleitos sustentavam \u201cpalmas na m\u00e3o\u201d e tinham vindo \u201cda grande tribula\u00e7\u00e3o\u201d (Ap 7, 14). Ora, como sabemos, a Igreja sempre ligou a palma \u00e0 tribula\u00e7\u00e3o do mart\u00edrio, como s\u00edmbolo de fidelidade at\u00e9 ao fim e da consequente gl\u00f3ria, de beleza espiritual associada ao triunfo definitivo de Deus e do seu Ungido. Ah, e quanto isto \u00e9 atual! Quantos teimam em fazer de v\u00f3s sofredores e m\u00e1rtires, exclu\u00eddos e proscritos, rid\u00edculos e desprezados. Tende a certeza de que o povo simples est\u00e1 convosco. E, com ele, tamb\u00e9m est\u00e1 o bispo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bClaro: temos de saber conquistar a simpatia dos nossos crist\u00e3os. Esta n\u00e3o acontece na rispidez, na rece\u00e7\u00e3o fria, na complica\u00e7\u00e3o do que \u00e9 simples, no mau humor, etc. Pelo contr\u00e1rio, d\u00e1-se naquela cordialidade que cativa, na vontade de um servi\u00e7o sempre mais humanizado, numa familiaridade que se vai construindo, no fazer do crente um correspons\u00e1vel dos assuntos da Igreja. A este prop\u00f3sito, vem-me \u00e0 mente uma frase de um saudosista do passado, mas que nos deve levar a refletir: \u201cQue figura de padre para o nosso tempo? O Cura de almas, passeando pelas ruas e pra\u00e7as da sua Par\u00f3quia, com sotaina e brevi\u00e1rio na m\u00e3o, saudando e recebendo sauda\u00e7\u00f5es, ou os de agora, quais CEO\u2019s de uma empresa, afastados do povo, a debitar ordens e regulamentos?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bQuem assim carateriza os padres deste nosso tempo \u00e9 perfeitamente injusto e sect\u00e1rio. N\u00e3o conhece a realidade. N\u00e3o obstante, remete-nos para o estilo do Senhor Jesus, em cujo sacerd\u00f3cio participamos. No dizer de Isa\u00edas, que o Salvador aplicou plenamente a Si mesmo, somos ungidos \u201cpara anunciar a Boa Nova aos pobres\u201d e enviados \u201ca proclamar a reden\u00e7\u00e3o aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da gra\u00e7a do Senhor\u201d. Somos enviados \u00e0s pessoas concretas. Quer dizer: a conce\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio cat\u00f3lico passa impreterivelmente por uma maior integra\u00e7\u00e3o nossa na realidade da vida do povo de Deus e por uma maior participa\u00e7\u00e3o do laicado nas tarefas e atividades das comunidades a que presidimos. Sup\u00f5e um caminhar conjuntamente, uma compreens\u00e3o relacional e comunit\u00e1ria, um exerc\u00edcio concreto de corresponsabilidade baseada na escuta, na reflex\u00e3o e no discernimento partilhado no seio da Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bA nossa Diocese do Porto optou decididamente por um S\u00ednodo diocesano. Ter\u00e1 este t\u00edtulo ou mote: \u201cSER PORTO: formar, reformar, transformar\u201d. Como tem sido divulgado, muito trabalho j\u00e1 se fez e, se Deus quiser, no pr\u00f3ximo dia de Pentecostes, ser\u00e1 aberto solenemente, proposta a metodologia e linhas de for\u00e7a e apresentada a calendariza\u00e7\u00e3o. Antevejo-o como uma consuma\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a para a nossa Igreja. Oseu \u00eaxito ou fracasso depender\u00e3o, em parte determinante, do empenho dos ministros ordenados. Mas n\u00e3o duvido que todos daremos o mais generoso contributo. Como parte de uma Igreja concreta, cuja miss\u00e3o se faz em constante rela\u00e7\u00e3o com os fi\u00e9is e as diversas voca\u00e7\u00f5es nela presentes, seremos motores, incentivadores, dinamizadores de todos os leigos e mesmo de outros homens e mulheres de boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bO sacerd\u00f3cio s\u00f3 se concebe como um servi\u00e7o integrado no povo de Deus e partilhado na corresponsabilidade. Sabemos que, por motivos hist\u00f3ricos, \u00e0 medida que se acentuou o clericalismo, mais os leigos se tornaram meros \u00abconsumidores\u00bb. E hoje, consumidores exigentes. S\u00f3 ultrapassaremos isso promovendo a participa\u00e7\u00e3o de todos. \u00c9 necess\u00e1ria, de facto, uma Igreja mais \u00abhorizontal\u00bb. Uma Igreja que n\u00e3o p\u00f5e em causa a \u00abhierarquia\u00bb, mas na qual o ministro \u00e9 irm\u00e3o entre os irm\u00e3os, apesar do seu papel espec\u00edfico de l\u00edder. \u00c9 urgente escutarmos mais o Esp\u00edrito e com Ele e n\u2019Ele, discernir o que Ele nos pede. Sem o Esp\u00edrito, a Igreja fica uma mera organiza\u00e7\u00e3o humana. E esta, por mais importante e simp\u00e1tica que o seja, jamais ligar\u00e1 a terra ao c\u00e9u.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bPara esta liga\u00e7\u00e3o do natural ao sobrenatural, muitos sacerdotes e di\u00e1conos t\u00eam dado um contributo a todos os t\u00edtulos not\u00e1vel. Seja-me permitido assinalar aqueles que passaram para a Igreja triunfante ou celebram datas assinal\u00e1veis. Assim, desde 17 de abril de 2025, faleceram os seguintes sacerdotes: C\u00f3n. Arnaldo Cardoso de Pinho (15\/05\/2025); Pe. Jos\u00e9 da Silva Dias (26\/07\/2025); Pe. Ant\u00f3nio de Brito Peres (25\/10\/2025); Pe. Fernando Silvestre Rosas Magalh\u00e3es (26\/10\/2025); Pe. Albino de Almeida Fernandes (28\/10\/2025); Pe. Augusto Guedes Pinto (24\/01\/2026); Pe. Joaquim Valente Martingo (17\/02\/2026) e Pe. Joaquim Marques Ferreira (26\/02\/2026). E os seguintes di\u00e1conos: Di\u00e1c. Orlando Lopes da Rocha (21\/07\/2025); Di\u00e1c. L\u00edrio da Rocha Ferreira (23\/12\/2025) e Di\u00e1c. Ad\u00e3o Vieira (13\/03\/2026). O Senhor lhes conceda a plenitude da Luz que j\u00e1 acenderam na terra no cora\u00e7\u00e3o e na mente de tantos fi\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o servi\u00e7o no minist\u00e9rio, gra\u00e7as a Deus, tamb\u00e9m tivemos novos \u00abrefor\u00e7os\u00bb. Foram ordenados Di\u00e1conos em ordem ao sacerd\u00f3cio (08\/12\/2025): Isaias Higuera; Jo\u00e3o Nuno Marques Silva; Jos\u00e9 Manuel Silvares M\u00e1ximo e Rui Filipe Ribeiro Soares. A eles h\u00e1 que acrescentar o Di\u00e1c. Permanente Ant\u00f3nio Armindo Gomes de Sousa. E os seguintes novos sacerdotes (13\/07\/2025): P. Emanuel Jo\u00e3o Macedo da Mata; P. Jos\u00e9 Manuel Ferr\u00e3o Abrantes e P. Jos\u00e9 Mois\u00e9s Ramirez Guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo deste ano civil, celebrar\u00e3o Bodas sacerdotais os seguintes bons servidores do Evangelho. Em Bodas de Prata, teremos (ordena\u00e7\u00e3o em 2001): Pe. Arlindo Rafael da Silva Teixeira; Pe. Augusto Manuel Miranda Carneiro da Silva; Pe. Carlos Armindo Oliveira Felgueiras; Pe. Davide Carlos de Carvalho Matam\u00e1; C\u00f3n. Jos\u00e9 Alfredo Ferreira da Costa; Pe. Jos\u00e9 Augusto Ribeiro Ferreira; Pe. Jos\u00e9 Pedro da Silva Azevedo e Pe. Nelson Ant\u00f3nio Vieira Soares. Em Bodas de diamante (1966), temos S.E.R. D. Ant\u00f3nio Maria Bessa Taipa e Mons. Agostinho Ces\u00e1rio Jardim Moreira. E assinalamos ainda os belos setenta anos de sacerd\u00f3cio (1956) dos car\u00edssimos Pe. Domingos Gomes de Almeida; Pe. Joaquim Rodrigues Vieira Cavadas e Mons. C\u00f3n. Sebasti\u00e3o Martins Lu\u00eds Br\u00e1s. Curiosamente, n\u00e3o temos bodas de ouro, pois em 1976, no Porto, n\u00e3o houve ordena\u00e7\u00f5es, porventura efeito secund\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o do 25 de abril de 1974.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bCaros sacerdotes e di\u00e1conos, projetamo-nos, para o nosso S\u00ednodo diocesano. Projetamo-nos para o nosso povo e para uma Igreja que os inclua e os sirva. Constituir\u00e1 uma das maiores ocupa\u00e7\u00f5es e preocupa\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3ximos tempos. Como tantas vezes tem sido proferido, o S\u00ednodo n\u00e3o \u00e9 um parlamento, uma panaceia, uma ilus\u00e3o, mas um espa\u00e7o para escutar o Esp\u00edrito e discernir como ser Igreja hoje, ultrapassando zonas cinzentas para um renovado impulso mission\u00e1rio. Ent\u00e3o, pelo amor que temos a Jesus e \u00e0 sua Igreja, demos-lhe o relevo que ele merece. E que Deus permane\u00e7a convosco, vos aben\u00e7oe, vos proteja e vos conceda for\u00e7a de \u00e2nimo para prosseguirdes nas vias do servi\u00e7o e da dedica\u00e7\u00e3o apaixonada \u00e0 tarefa da miss\u00e3o. E, por tudo, muito obrigado!<\/p>\n<p><strong><em> Manuel Linda<\/em><\/strong><strong><br \/>\n<em>Bispo do Porto<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Paix\u00e3o e\u00a0sinodalidade<\/strong><\/h4>\n<p>3 abril, 2026<\/p>\n<p>Homilia do bispo do Porto na Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o do Senhor<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16916\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img01.jpg\" alt=\"\" width=\"368\" height=\"277\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img01.jpg 368w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img01-300x226.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da prostra\u00e7\u00e3o,\u00a0em sil\u00eancio,\u00a0como\u00a0tomada de consci\u00eancia de quanto fez por n\u00f3s Aquele que, a esta hora, expirou na cruz, come\u00e7amos esta sagrada liturgia de sexta-feira santa com uma ora\u00e7\u00e3o na qual se recorda uma dupla\u00a0perten\u00e7a\u00a0presente no mundo: a da morte e do pecado, \u201ctransmitida a todo o g\u00e9nero humano\u201d, e a da vida sobrenatural, fruto da renova\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem do Filho de Deus, o \u201chomem celeste\u201d. Duas formas de ser e duas vias que separam a humanidade: a primeira diz respeito \u00e0quela grande parte que ainda permanece apenas no estado do \u201chomem terreno\u201d,\u00a0ego\u00edsta e materialista,\u00a0sem se preocupar com mais nada;\u00a0a outra\u00a0refere-se \u00e0queles\u00a0que\u00a0sabem\u00a0fazer caminho unidos\u00a0aos irm\u00e3os, com Jesus e sob a guia de Jesus. Estes s\u00e3o os \u00absinodais\u00bb, os que querem e sabem ser povo do Senhor, os que veem na Igreja a M\u00e3e comum que a todos acolhe na fraternidade e na alegria, os dispostos a dar as m\u00e3os uns aos outros para que ningu\u00e9m se disperse e todos colaborem em prol do bem comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bEste Evangelho da Paix\u00e3o, agora religiosamente escutado, tamb\u00e9m nos falava destes dois grupos e das vias que seguiam. Um, o mais numeroso, n\u00e3o tinha qualquer outro objetivo de unidade que n\u00e3o fosse potenciar o rancor e o \u00f3dio e dar a morte \u00c0quele que n\u00e3o reconheciam ou deixaram de reconhecer como Mestre, Senhor e Salvador. Um outro pequeno grupo, no qual sobressaem Maria e Jo\u00e3o, a irm\u00e3 de sua M\u00e3e, Maria, mulher de Cl\u00e9ofas, e Maria Madalena, as mulheres piedosas de Jerusal\u00e9m, Ver\u00f3nica, Sim\u00e3o de Cirene, Jos\u00e9 de Arimateia e poucos mais, n\u00e3o abandonam Aquele em quem puseram a sua confian\u00e7a e constituem um espec\u00edfico grupinho unido, destemido e colaborante at\u00e9 na sepultura do defunto em quem continuavam a acreditar. Une-os\u00a0um Jesus sofredor e crucificado, como v\u00e3o\u00a0ser unidos pelo\u00a0Cristo ressuscitado e glorificado. E constituem, certamente, o n\u00facleo embrion\u00e1rio da Igreja, mais tarde servida pelos Ap\u00f3stolos, a partir do Pentecostes.\u00a0Pelo menos, s\u00e3o sua figura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bEsta\u00a0sinodalidade, este fazer caminho com Jesus, lembra-nos alguns dados que lhe s\u00e3o inerentes. Em primeiro lugar, apresenta-nos a Igreja como, simultaneamente, Corpo sofredor e glorioso: tal como Cristo, tamb\u00e9m a Igreja sinodal experimenta momentos de prova\u00e7\u00e3o e conflito, de d\u00favidas e obscuridade. Mas, guiada pelo Esp\u00edrito do Ressuscitado, supera-os na comunh\u00e3o\u00a0da mesma f\u00e9, na unidade\u00a0de sentimentos, na escuta fraterna e no discernimento comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois, a\u00a0sinodalidade\u00a0remete-nos para a for\u00e7a de sermos capaz de partilhar pesos e suportar fardos: o peso da exist\u00eancia de tantos irm\u00e3os que carregam pesadas cruzes, incluindo a cruz da falta de uma meta e de f\u00e9 e esperan\u00e7a para a atingir; e o fardo do servi\u00e7o \u00e0 Igreja enquanto tal, por vezes t\u00e3o carente de ministros que a sirvam, de carismas que coloquem os seus dons a render para a vitalidade eclesial e de fi\u00e9is\u00a0que\u00a0se comprometam efetivamente nos minist\u00e9rios e servi\u00e7os com os quais se constr\u00f3i\u00a0o bem comum. Precisamos de mais colabora\u00e7\u00e3o e que todos os que t\u00eam f\u00e9 vivam a Igreja como sua, a defendam e a alarguem. Ent\u00e3o, viver a\u00a0sinodalidade\u00a0significa carregar, juntos, em uni\u00e3o com o Cordeiro de Deus, o peso do pecado do mundo, aliviar os sofrimentos do presente e, em corpo organizado, juntar for\u00e7as para levar a salva\u00e7\u00e3o a todo o mundo. \u00c9 desta maneira que a Igreja se conforma ao seu Senhor, o \u201chomem do sofrimento\u201d e morto, mas ressuscitado e glorioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Irm\u00e3s e irm\u00e3os, esta Sexta-Feira Santa, vivida em ano\u00a0do lan\u00e7amento do S\u00ednodo da\u00a0Igreja do Porto, nos ajude no dom de n\u00f3s mesmos a Deus, tal como Jesus se doou totalmente em nosso favor, e nos fortale\u00e7a numa comunh\u00e3o indestrut\u00edvel de uns com os outros, sob o seu modelo supremo do amor de Cristo. Caminhar juntos exige docilidade ao Esp\u00edrito de Cristo, escuta m\u00fatua e vontade de ser incentivado \u00e0 participa\u00e7\u00e3o e ao compromisso.\u00a0Redimidos pela cruz do Senhor, n\u00e3o\u00a0o\u00a0neguemos.<\/p>\n<p><strong><em> Manuel Linda<\/em><\/strong><strong><br \/>\n<em>Bispo do Porto<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Luz, Palavra e\u00a0Sinodalidade<\/strong><\/h4>\n<p>04.abril.2026<\/p>\n<p>Homilia na Vig\u00edlia Pascal de 2026<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16917\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img02.jpg\" alt=\"\" width=\"406\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img02.jpg 406w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img02-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta vig\u00edlia, que nos prepara e celebra j\u00e1 a luz radiante\u00a0da P\u00e1scoa da Ressurrei\u00e7\u00e3o, \u00e9 imensamente rica de s\u00edmbolos e palavras que mereciam longa reflex\u00e3o. N\u00e3o podendo trat\u00e1-los a todos, permitam uma refer\u00eancia \u00e0 luz e da Palavra de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u200bDepois da b\u00ean\u00e7\u00e3o do lume novo, iniciamos uma prociss\u00e3o at\u00e9 ao altar, deixando-nos conduzir pela \u201cLuz de Cristo\u201d, tal como o Di\u00e1cono\u00a0propunha. O ideal seria que todos\u00a0n\u00f3s nos pud\u00e9ssemos integrar fisicamente essa prociss\u00e3o. Mas como isso era dif\u00edcil, deslocamo-nos alguns e todos seguiram esse movimento com o olhar e a inten\u00e7\u00e3o. E mantivemos as velas acesas enquanto se cantavam louvores \u00e0 luz, s\u00edmbolo da ressurrei\u00e7\u00e3o do Senhor, no Prec\u00f3nio Pascal. Daqui a pouco, voltaremos a acender as velas para renovarmos as promessas do nosso Batismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma Igreja sinodal, tal como queremos ser na nossa Diocese do Porto, \u00e9 isto mesmo: um povo de fraterna uni\u00e3o que segue a Luz de Cristo, vigia para que essa Luz ilumine no m\u00e1ximo do seu esplendor, segue a Luz como esposa fiel do seu Esposo e, nessa Luz, revela o seu rosto sempre rejuvenescido, alegre e simp\u00e1tico. E ao renovar as promessas do Batismo, esta Igreja que n\u00f3s somos,\u00a0reconhece que todos fomos introduzidos na mesma dignidade de filhos de Deus, membros do mesmo corpo e participantes da rela\u00e7\u00e3o de Jesus com o Pai, independentemente das nossas fun\u00e7\u00f5es, carismas e minist\u00e9rios. Faz-nos ver a necessidade de uma convers\u00e3o permanente, um restaurar cont\u00ednuo da vida nova em Cristo, rejeitando todo o mal e semeando o bem neste mundo a transformar em Reino de Deus.\u00a0E que isso diz respeito a todos.\u00a0A renova\u00e7\u00e3o das promessas\u00a0batismais\u00a0n\u00e3o \u00e9,\u00a0pois, apenas um ato lit\u00fargico, mas o motor de uma Igreja sinodal que escuta, caminha junta e se sente correspons\u00e1vel pela miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, esta longa liturgia das leituras b\u00edblicas e dos salmos que as acompanharam faz-nos tomar consci\u00eancia de que o tal \u00abcaminhar juntos\u00bb, inerente \u00e0 ideia de\u00a0sinodalidade, jamais se realizar\u00e1 se n\u00e3o colocarmos a Palavra de Deus no centro, promovendo uma Igreja que, tal como o velho povo de Deus do Antigo Testamento,\u00a0segue\u00a0em conjunto na hist\u00f3ria,\u00a0abre\u00a0o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 escuta do que o Esp\u00edrito tem a dizer-nos no hoje que nos \u00e9 dado viver e faz dessa Palavra a base de todo o discernimento. \u00c9 refletindo sobre ela e nela que se criam espa\u00e7os de conversa\u00e7\u00e3o fraterna e escuta m\u00fatua, superando a solid\u00e3o e a indiferen\u00e7a, infelizmente muito t\u00edpicas de alguns membros da Igreja. S\u00f3 nessa Palavra seremos capazes de discernir os sinais dos tempos, escutar o Esp\u00edrito que guia a Igreja, afastar\u00a0os medos da mudan\u00e7a e renovar\u00a0as estruturas e colocar\u00a0todos os batizados nas sendas da miss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Irm\u00e3s e irm\u00e3os, o Senhor ressuscitou. \u00c9 este o centro e a consist\u00eancia da nossa f\u00e9. E Ele continua a dizer-nos, tal como o Anjo a \u201cMaria Madalena e \u00e0 outra Maria\u201d que ainda pensavam que era necess\u00e1rio embalsamar o corpo de Jesus: \u201cN\u00e3o tenhais medo! Sei que procurais Jesus, o Crucificado. N\u00e3o est\u00e1 aqui: ressuscitou, como tinha dito!\u201d. Ele vai \u00e0 nossa frente para aquela Galileia da paz, da beleza e da felicidade. Ele formou um povo santo que caminha na hist\u00f3ria para\u00a0solidificar\u00a0as fraturas que a sociedade gera, para limpar as l\u00e1grimas dos que nada mais veem que n\u00e3o seja negrura e morte, para construir a paz a partir de dentro de um cora\u00e7\u00e3o sens\u00edvel e amoroso, para dar vista aos cegos e curar os mudos, enfim, para nos dar esperan\u00e7a e coragem para atingirmos esse grande \u00abPorto\u00bb de abrigo que \u00e9 a plenitude da gra\u00e7a e da felicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caminhemos com Ele e n\u2019Ele.\u00a0Celebremo-l\u2019O\u00a0e cantemos-lhe hossanas de vit\u00f3ria. Unamo-nos a Ele para participar da sua felicidade sem fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todos, santa e feliz P\u00e1scoa!<\/p>\n<p><strong><em> Manuel Linda<\/em><\/strong><strong><br \/>\n<em>Bispo do Porto<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>P\u00e1scoa, f\u00e9 e\u00a0sinodalidade<\/strong><\/h4>\n<p>05.abril.2026<\/p>\n<p>Homilia da P\u00e1scoa de 2026<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-16918\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img03.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img03.jpg 400w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/img03-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do Evangelho\u00a0desta Solenidade da P\u00e1scoa do Senhor, chama-me a aten\u00e7\u00e3o os desencontros e encontros entre\u00a0as primeiras testemunhas da ressurrei\u00e7\u00e3o: Maria Madalena, Jo\u00e3o e Pedro. Certamente movidos por raz\u00f5es santas e de profunda amizade ao que tinha sido crucificado, todos se dirigem ao t\u00famulo, j\u00e1 vazio. Mas cada um age por si. Maria Madalena, ainda escuro, vai ver o que se passa e se o corpo do defunto ainda est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de ser embalsamado. N\u00e3o entende nada ao ver o sepulcro aberto e vazio. Corre ao encontro de Pedro que tamb\u00e9m fica profundamente confuso. Jo\u00e3o ouve e dispara em correria para ver o que se passa. Pedro, bem mais velho, n\u00e3o aguenta a velocidade e fica para tr\u00e1s.\u00a0Quando Jo\u00e3o chega lembra-se do que o Mestre tinha dito a Pedro: \u201cTu \u00e9s Pedro e sobre esta \u00abPedra\u00bb edificarei a minha Igreja\u201d (Mt16, 18). N\u00e3o entra no t\u00famulo enquanto Pedro n\u00e3o chega, pois se todos s\u00e3o testemunhas da Ressurrei\u00e7\u00e3o, importava que a primazia do seu an\u00fancio fosse confiada\u00a0\u00e0 coluna vertebral\u00a0da Igreja. \u00c9 o que\u00a0este\u00a0vai fazer, pouco tempo depois, diante de pag\u00e3os, em casa do centuri\u00e3o Corn\u00e9lio, como referia a primeira leitura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gostava de acentuar estas linhas de for\u00e7a, t\u00e3o bem descritas pelo evangelista: antes da f\u00e9 na Ressurrei\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, testemunhada\u00a0pelos v\u00e1rios \u201csinais\u201d com ela relacionados, temos individualidades que percorrem as suas pr\u00f3prias vias, movidos pelos seus afetos, certamente bons e assinal\u00e1veis; mas depois de assumirem a f\u00e9 na ressurrei\u00e7\u00e3o, desaparecem as\u00a0meras\u00a0individualidades e d\u00e1-se in\u00edcio a um grupo coeso, que tem a f\u00e9 como base comum, anuncia a verdade que o Senhor est\u00e1 vivo, abre-se \u00e0 for\u00e7a do Espirito que o faz compreender tantas coisas at\u00e9 a\u00ed obscuras, enfim, faz da fraqueza for\u00e7a para levar esta verdade at\u00e9 aos confins da terra. Este grupo constitui o n\u00facleo origin\u00e1rio do que viria a ser a Igreja da manh\u00e3 de Pentecostes. Igreja jovem, simp\u00e1tica, atraente, de comunh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, tal como queremos que seja esta Diocese do Porto, em sintonia com o processo sinodal em curso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelas refer\u00eancias b\u00edblicas e pela nossa cultura religiosa, sabemos\u00a0que o Senhor Ressuscitado deixou\u00a0definitivamente de ser visto aos olhos do mundo.\u00a0Mesmo aos\u00a0dos\u00a0disc\u00edpulos, s\u00f3 lhes aparece para vincar aspetos ainda n\u00e3o suficientemente referidos. Por um lado, o valor insubstitu\u00edvel do Domingo; por outro, a Eucaristia que lhe d\u00e1 a t\u00f3nica. A passagem do culto judaico ao crist\u00e3o sup\u00f5e tamb\u00e9m a mudan\u00e7a do dia santo: n\u00e3o mais o s\u00e1bado, o final da semana, comemorativo do acabamento da obra da cria\u00e7\u00e3o, mas o Domingo, o primeiro dia da semana e express\u00e3o de uma nova cria\u00e7\u00e3o, da nova humanidade lavada no Sangue do Cordeiro, fam\u00edlia\u00a0de todos\u00a0e fam\u00edlia de Deus. \u00c9 sempre ao Domingo que o Senhor aparece aos Ap\u00f3stolos. E \u00e9 a\u00ed que os acontecimentos s\u00e3o sempre interpretados \u00e0 maneira eucar\u00edstica. Para nos dizer que o Domingo sem Eucaristia seria um mero feriado; com ela,\u00a0com a Missa,\u00a0\u00e9 um dia santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, a partir desse momento, n\u00e3o h\u00e1 mais culto a Deus que n\u00e3o tenha a Eucaristia como seu centro e refer\u00eancia. O\u00a0povo de Deus que O adora e venera, tem a\u00ed o ponto mais alto do seu\u00a0encontro com o\u00a0Ressuscitado.\u00a0Hoje, \u00e9 na Missa que \u00abvemos\u00bb o Senhor.\u00a0Mas \u00e9 tamb\u00e9m a\u00ed que\u00a0esse\u00a0povo se encontra para se alimentar do mesmo Corpo e do mesmo Sangue, animar a sua f\u00e9 na\u00a0sua\u00a0viv\u00eancia coletiva, para escutar a Palavra e discernir o que o Esp\u00edrito lhe prop\u00f5e,\u00a0imitar\u00a0as atitudes de Jesus de ajuda e servi\u00e7o aos fr\u00e1geis e necessitados e munir-se de for\u00e7as para comunicar a todos a alegria de ser crist\u00e3o em plenitude.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Irm\u00e3s e irm\u00e3os, como diziam os m\u00e1rtires de Cartago, \u00abo crist\u00e3o n\u00e3o pode viver sem o Domingo\u00bb. Mas o Domingo entendido nesta dimens\u00e3o religiosa. Porque, desta forma, ele \u00e9 transformador\u00a0da pessoa,\u00a0do mundo e da cultura. Somos\u00a0cidad\u00e3os de uma sociedade que precisa cada vez mais dos\u00a0ideais e da for\u00e7a\u00a0da f\u00e9. Precisa de acreditar na\u00a0paz e\u00a0na fraternidade universal\u00a0como poss\u00edveis;\u00a0precisa de se caldear no\u00a0amor\u00a0de\u00a0Deus e\u00a0fazer\u00a0do servi\u00e7o a Ele e ao\u00a0pr\u00f3ximo,\u00a0lei suprema da vida individual e social;\u00a0precisa da for\u00e7a da f\u00e9 e da verdade,\u00a0portanto, da liberdade, que eleve as\u00a0mil opini\u00f5es desenfreadas\u00a0\u00e0 colabora\u00e7\u00e3o de todos no bem e comum e n\u00e3o na desagrega\u00e7\u00e3o social; precisa de levar bem a s\u00e9rio o que o Papa\u00a0Le\u00e3o XIV,\u00a0dizia, recentemente,\u00a0desde o M\u00f3naco:\u00a0\u201cN\u00e3o nos acostumemos ao estrondo das armas nem \u00e0s imagens da guerra\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reavivemos a f\u00e9 na Ressurrei\u00e7\u00e3o.\u00a0Celebremos a Ressurrei\u00e7\u00e3o em cada Domingo, em cada Eucaristia. Restituamos ao Domingo o valor que \u00e9 o seu. Fa\u00e7amos da Eucaristia dominical o centro e o cume da nossa f\u00e9. Uma f\u00e9 construtora de uma nova cultura\u00a0do di\u00e1logo, da fraternidade, da ajuda, da colabora\u00e7\u00e3o e da paz.\u00a0Fa\u00e7amo-lo a partir da Eucaristia, mem\u00f3ria viva e local de encontro com o Ressuscitado. Como escrevia Santo Ambr\u00f3sio, a n\u00edvel individual e social,\u00a0&#8220;Temos tudo em\u00a0Cristo\u00a0&#8230;\u00a0Cristo\u00a0\u00e9 tudo\u00a0para n\u00f3s. Se queres curar uma ferida,\u00a0Ele \u00e9 o m\u00e9dico; se est\u00e1s a arder de\u00a0sede,\u00a0Ele \u00e9 a fonte refrescante; se est\u00e1s oprimido pela culpa,\u00a0Ele \u00e9 a justifica\u00e7\u00e3o; se precisas de ajuda,\u00a0Ele \u00e9 a for\u00e7a; se temes a morte,\u00a0Ele \u00e9 a vida; se desejas o c\u00e9u,\u00a0Ele \u00e9 o caminho; se foges das trevas,\u00a0Ele \u00e9 a luz; se precisas de alimento, Ele \u00e9 a comida&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Santa e feliz P\u00e1scoa!<\/p>\n<p><strong><em> Manuel Linda<\/em><\/strong><strong><br \/>\n<em>Bispo do Porto<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Triduo-e-Domingo-de-Pascoa-2026-A-voz-do-Bispo-do-Porto.pdf\">Triduo e Domingo de P\u00e1scoa 2026 &#8211; A voz do Bispo do Porto<\/a>\u00a0 (PDF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros irm\u00e3os, nos tr\u00eas graus do sacerd\u00f3cio ministerial, para o bispo, \u00e9 motivo de profundo contentamento, e at\u00e9 de alguma emo\u00e7\u00e3o &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":16919,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[68],"tags":[],"class_list":["post-16914","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=16914"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16921,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/16914\/revisions\/16921"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/16919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=16914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=16914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=16914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}