{"id":17297,"date":"2026-06-29T09:53:09","date_gmt":"2026-06-29T08:53:09","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=17297"},"modified":"2026-06-29T09:53:44","modified_gmt":"2026-06-29T08:53:44","slug":"sinodo-inquerito-7margens-portugal-junho-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/?p=17297","title":{"rendered":"SINODO &#8211; Inqu\u00e9rito 7Margens-Portugal &#8211; Junho 2026"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-17300\" src=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/img.jpg\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"593\" srcset=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/img.jpg 610w, https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/img-300x292.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inqu\u00e9rito 7MARGENS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/author\/jorge-wemans\/\"><strong>Jorge Wemans<\/strong><\/a><strong>\u00a0| 07\/06\/2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><u>Ficha t\u00e9cnica<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O inqu\u00e9rito aos leitores do 7MARGENS decorreu durante o m\u00eas de maio e recolheu 629 respostas v\u00e1lidas. Mais de metade (52%) dos que responderam s\u00e3o homens, 96 por cento dizem-se cat\u00f3lico(a)s, sendo os restantes \u201cde outra confiss\u00e3o\u201d, \u201ccrentes sem religi\u00e3o\u201d e \u201cn\u00e3o crentes\u201d. Entre os cat\u00f3licos, a esmagadora maioria (88%) s\u00e3o leigos e leigas, 3,5 por cento religioso(a)s e 8,5 por cento padres; a maioria vai \u00e0 missa (63,62%) todos os domingos a que acrescem os 20,10 por cento que a celebram, ou nela participam, todos os dias. Al\u00e9m de serem mais \u201cpraticantes\u201d do que a maioria da popula\u00e7\u00e3o que se diz cat\u00f3lica, os participantes neste inqu\u00e9rito s\u00e3o tamb\u00e9m muito mais ativos nas suas comunidades do que a generalidade dos cat\u00f3licos: 75 por cento est\u00e1 envolvido em algum movimento ou estrutura cat\u00f3lica, ou desempenha algum servi\u00e7o na comunidade em que se integra.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A amostra obtida, que n\u00e3o permite extrapola\u00e7\u00f5es fidedignas para todo o universo por n\u00e3o ter base cient\u00edfica e ser de autorresposta volunt\u00e1ria, conta com cat\u00f3licos e cat\u00f3licas de todas as 20 dioceses do pa\u00eds, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o das de Portalegre-Castelo Branco e de Viana do Castelo. Naturalmente, Lisboa (43,8%) e Porto (16,5%), seguidas de Braga (7,0%), Coimbra (6,4%) e Set\u00fabal (4,6%) s\u00e3o as mais representadas. A m\u00e9dia de idade dos participantes \u00e9 de 63 anos, superior em oito anos \u00e0 m\u00e9dia de idade da popula\u00e7\u00e3o portuguesa maior de 18 anos (55 anos).<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de metade (55,49%) dos que responderam ao inqu\u00e9rito do 7MARGENS sobre a sinodalidade afirma que nestes \u00faltimos cinco anos, e apesar do processo desencadeado pela convoca\u00e7\u00e3o do S\u00ednodo sobre o tema, a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal \u201cmudou muito pouco\u201d (35,77%), \u201cest\u00e1 na mesma\u201d (15,90%), ou\u201d est\u00e1 ainda pior\u201d (3,82%). No polo oposto, 41,65 por cento considera que ela \u201csofreu transforma\u00e7\u00f5es profundas\u201d (2,23%), \u201cmudou muito\u201d (5,88%), ou \u201cmudou alguma coisa\u201d (33,54%). Ao todo, 2,86 por cento reconhece \u201cn\u00e3o saber avaliar\u201d essa mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado das 629 respostas recebidas mostra uma impressionante resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a da mais antiga institui\u00e7\u00e3o portuguesa. S\u00e3o menos de um em cada dez (8,11%) a identificarem altera\u00e7\u00f5es significativas ocorridas em meia d\u00e9cada! A esmagadora maioria (69,31%), mais de dois em cada tr\u00eas, coincide no reconhecimento de que as mudan\u00e7as foram m\u00ednimas (\u201calguma coisa\u201d ou \u201cmuito pouco\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta conclus\u00e3o \u00e9 t\u00e3o mais significativa quanto entre os participantes na sondagem 96 por cento dizem-se cat\u00f3licos, dos quais 75 por cento se encontram envolvido(a)s em algum movimento ou estrutura cat\u00f3lica, ou desempenham algum servi\u00e7o na comunidade em que se integram. S\u00e3o, portanto, n\u00e3o apenas \u201ccat\u00f3licos praticantes\u201d, como \u201ccat\u00f3licos muito participativos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se considerarmos apenas o universo do conjunto de padres e religioso(a)s, a opini\u00e3o quanto \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as palp\u00e1veis inverte-se. Este grupo \u00e9 mais otimista no balan\u00e7o que faz quanto ao avan\u00e7o da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal em termos de sinodalidade, sendo que um pouco mais de metade (53,52%) diz terem-se registado mudan\u00e7as vis\u00edveis, enquanto 45,07 por cento as aponta como sendo impercet\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar desta avalia\u00e7\u00e3o um pouco mais otimista do que aquela feita pelos leigos e leigas, mais de um quinto (22,54%) dos padres e religiosos ou religiosas tende a considerar que, quanto \u00e0 sinodalidade, tudo \u201cest\u00e1 na mesma\u201d ou \u201cainda pior\u201d, valor que supera a percentagem (20,89%) de leigos\/leigas que partilham dessas opini\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recorde-se que o tema da sinodalidade foi lan\u00e7ado pelo Papa Francisco em 2021 como meio de questionar e reformar o modo de ser e viver da Igreja Cat\u00f3lica, promovendo uma cultura de escuta, di\u00e1logo e corresponsabilidade entre todos os fi\u00e9is batizados, de modo a combater o clericalismo. Ou seja, tornar a Igreja menos hier\u00e1rquica, passando a viver mais como uma comunidade organizada de forma circular do que prolongando a sua tradicional configura\u00e7\u00e3o piramidal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Clero resiste<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201cpouca vontade de mudan\u00e7a por parte de leigos e clero\u201d (59%) e a \u201cvontade do clero em manter o seu protagonismo exclusivo\u201d (56,34%) s\u00e3o as principais causas sugeridas pelos inquiridos que avaliam negativamente os progressos sinodais concretizados nos \u00faltimos cinco anos, sugerindo de forma evidente que a resist\u00eancia dos padres \u00e0 mudan\u00e7a ter\u00e1 sido a principal raz\u00e3o para que tudo fique na mesma. Aos que viram poucas ou nenhumas altera\u00e7\u00f5es, o inqu\u00e9rito oferecia seis hip\u00f3teses de explica\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es para essa resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a, \u00e0 partilha de responsabilidades e protagonismo, das quais podiam escolher apenas duas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todas as hip\u00f3teses, a \u201crecusa dos leigos em assumirem responsabilidades\u201d (7,67%) foi a menos indicada, mesmo se quase um ter\u00e7o das respostas (30,38%) apontasse a \u201creduzida forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gico-pastoral dos leigos\u201d como entrave ao aprofundamento da sinodalidade. A \u201cincapacidade de a comunidade entender os problemas e os desafios do mundo atual\u201d (24,19%) e a \u201cresist\u00eancia da comunidade em acolher pessoas diferentes\u201d (10,32%) foram outras das raz\u00f5es referidas para a resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, quanto mais negativo \u00e9 o balan\u00e7o dos progressos realizados, mais se aponta o dedo ao clero, sendo que para aqueles que afirmam estar tudo na mesma, a \u201cvontade do clero em manter o seu protagonismo exclusivo\u201d \u00e9 a raz\u00e3o desse estado de coisas (57%), subindo para os 70 por cento entre aqueles que sentem que a sua Igreja est\u00e1 ainda pior. Curiosamente, tamb\u00e9m entre os cl\u00e9rigos e religiosos\/religiosas que n\u00e3o fazem um balan\u00e7o positivo, 56,25 por cento indica a \u201cvontade do clero em manter o seu protagonismo exclusivo\u201d como obst\u00e1culo ao advento de uma Igreja sinodal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os que, pelo contr\u00e1rio, sentiram grandes ou algumas altera\u00e7\u00f5es no modo das comunidades viverem, 40,46 por cento indicava como fator principal de mudan\u00e7a a \u201cdisponibilidade dos leigos para assumirem responsabilidades\u201d, enquanto a \u201ccapacidade de a comunidade ler os sinais dos tempos\u201d era apontada por 34,35 por cento. Seguiam-se-lhes outras raz\u00f5es, como a \u201cabertura da comunidade para acolher pessoas diferentes\u201d (29,39%), a \u201cgrande vontade de participa\u00e7\u00e3o dos leigos\u201d e o \u201centusiasmo de leigos e cl\u00e9rigos\u201d (21,37%). A resposta menos escolhida, entre as seis poss\u00edveis, foi a que atribu\u00eda as transforma\u00e7\u00f5es concretizadas \u00e0 \u201cdinamiza\u00e7\u00e3o por parte do clero\u201d (13,74%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num ponto coincidem aqueles que viveram ou sentiram progressos das suas comunidades em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sinodalidade: o clero n\u00e3o foi um fator de acelera\u00e7\u00e3o deste processo. Ou porque agiu como entrave, preocupado em manter o seu protagonismo exclusivo, ou porque raramente contribuiu para dinamizar as propostas de a\u00e7\u00e3o inscritas na prepara\u00e7\u00e3o do s\u00ednodo e nas recomenda\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas no seu documento conclusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Algumas surpresas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A todos os que relevaram altera\u00e7\u00f5es no modo de ser e viver da sua comunidade o inqu\u00e9rito solicitava que escolhessem duas de sete hip\u00f3teses sobre o que mais os surpreendera no caminho sinodal percorrido. Inesperado foi o facto de um em cada cinco (19,47%) responder que n\u00e3o sabia indicar alguma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201ccria\u00e7\u00e3o de grupos de v\u00e1ria \u00edndole, desde o estudo da B\u00edblia, de partilha de vida, de a\u00e7\u00e3o, ou outra\u201d foi um acontecimento inesperado para 44,55 por cento dos que fazem um balan\u00e7o positivo do caminho sinodal. Outros 39,41 por cento foram surpreendidos pela capacidade das suas par\u00f3quias ou movimentos terem lan\u00e7ado a\u00e7\u00f5es para enfrentar e resolver os problemas da comunidade envolvente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A \u201crenova\u00e7\u00e3o da linguagem e a melhoria da capacidade de comunica\u00e7\u00e3o com novas pessoas\u201d (36,65%) e a \u201cparticipa\u00e7\u00e3o dos leigos na prepara\u00e7\u00e3o da liturgia e a renova\u00e7\u00e3o desta\u201d (26,79%) s\u00e3o tamb\u00e9m referidas como progressos que causaram admira\u00e7\u00e3o, tal como o foi para um quinto destes inquiridos o \u201cprotagonismo assumido pelos pobres e por outros at\u00e9 ent\u00e3o marginalizados (recasados, homossexuais, etc\u2026)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais uma vez, tamb\u00e9m entre as 41,65 por cento de respostas que salientam os avan\u00e7os verificados, n\u00e3o existe grande indica\u00e7\u00e3o quanto ao papel dos padres, pois menos de uma em cada cinco (18,01%) reconhece a surpresa do \u201cpadre ter deixado de dirigir tudo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra indica\u00e7\u00e3o que este grupo de leitores oferece \u00e9 a do muito caminho que ainda falta percorrer. Menos de cinco por cento (4,85%) reconhece ter sido surpreendido pelo facto da sua \u201ccomunidade ter passado a viver sinodalmente em todos os aspetos da sua exist\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O inqu\u00e9rito lan\u00e7ado pelo 7MARGENS recolheu ainda a opini\u00e3o dos leitores quanto ao entusiasmo com que bispos, padres e leigos\/leigas se envolveram em Portugal no processo sinodal, sobre a import\u00e2ncia e modos de concretizar a sinodalidade na Igreja cat\u00f3lica, bem como e sobre o seu previs\u00edvel futuro a n\u00edvel nacional e mundial. Do resultado dessa ausculta\u00e7\u00e3o daremos conta em not\u00edcias a publicar ao longo desta semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/author\/clara-raimundo\/\"><strong>7 Margens<\/strong><\/a><strong>\u00a0| 08\/06\/2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Publicamos hoje o segundo texto sobre os dados do\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/maioria-considera-que-em-cinco-anos-de-sinodalidade-a-igreja-catolica-pouco-ou-nada-mudou\/\"><strong>inqu\u00e9rito<\/strong><\/a><strong>\u00a0realizado pelo 7MARGENS junto dos leitores e leitoras.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou muito longe, ou muito perto. Para mais de metade (55,33%) dos leitores que responderam ao inqu\u00e9rito do 7MARGENS, os maiores progressos da sinodalidade verificaram-se na Igreja Universal, ou no seu grupo, comunidade de base ou movimento. Apenas 16,53 por cento escolheu responder que foi na sua par\u00f3quia, na Igreja da sua diocese, ou na Igreja Cat\u00f3lica em Portugal onde verificou maiores avan\u00e7os. A par\u00f3quia s\u00f3 foi escolhida por 6,39 por cento dos inquiridos e h\u00e1 um imenso conjunto (28,46%) que n\u00e3o sabe responder a esta pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A personalidade, as atitudes e as decis\u00f5es dos dois \u00faltimos Papas, bem como a aten\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica que despertaram induziu nos leitores do 7MARGENS a perce\u00e7\u00e3o de que muita coisa mudou no Vaticano e na Igreja Cat\u00f3lica em todo o mundo de 2021 para c\u00e1. Esta imagem de mudan\u00e7a contrasta vivamente com o imobilismo atribu\u00eddo \u00e0s estruturas eclesiais dirigidas por cl\u00e9rigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre todos os que sabem apontar onde se verificaram maiores avan\u00e7os em ordem \u00e0 sinodalidade, apenas menos de um em cada dez indica a par\u00f3quia (8,89%), menos ainda a diocese (7,78%) a que pertence, enquanto a Igreja portuguesa no seu conjunto s\u00f3 mereceu a escolha de 6,44 por cento dos inquiridos. Tudo somado n\u00e3o chega a um quarto dos leitores com opini\u00e3o nesta mat\u00e9ria. A maioria destes (55,11%) \u00e9 a Igreja universal que nomeia como estando a avan\u00e7ar de forma mais significativa para a sinodalidade, enquanto quase um em cada quatro (22,22%) prefere escolher o grupo, a comunidade ou movimento de que faz parte como as inst\u00e2ncias mais din\u00e2micas nesse processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curioso \u00e9 o facto de aqueles que celebram ou participam na eucaristia todos os dias, maioritariamente padres ou religioso(a)s, tamb\u00e9m apontarem a Igreja universal (41,86%) como a inst\u00e2ncia mais avan\u00e7ada em termos de sinodalidade. Partilham desta opini\u00e3o os que s\u00f3 v\u00e3o \u00e0 missa uma ou duas vezes por m\u00eas (41,86%), ou algumas vezes por ano (39,22%). Tamb\u00e9m muitos (37,60%) dos que frequentam a eucaristia semanalmente indicam a Igreja universal como aquela em que s\u00e3o mais vis\u00edveis os sinais sinodais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 neste conjunto de cat\u00f3licos de pr\u00e1tica dominical que encontramos a maior percentagem (19,06%) de pessoas que apontam o seu grupo, comunidade ou movimento como aquele espa\u00e7o em que mais avan\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sinodalidade foram concretizados. Como seria expect\u00e1vel, 97,26 por cento dos que assim valorizam os avan\u00e7os sinodais s\u00e3o cat\u00f3licos que v\u00e3o \u00e0 missa todos os domingos e est\u00e3o envolvidos em algum movimento ou estrutura cat\u00f3lica, ou desempenham algum servi\u00e7o na sua comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um quinto (20,00%) dos que pertencem a grupos, comunidades e movimentos cat\u00f3licos, n\u00e3o importa com que ritmo frequentem a eucaristia, tamb\u00e9m escolheram estas estruturas como aquelas em que identificam maiores mudan\u00e7as. J\u00e1 entre todos os cat\u00f3licos que de algum modo fazem um balan\u00e7o positivo das mudan\u00e7as sinodais ocorridas nesta \u00faltima meia d\u00e9cada, 16,03 por cento indica o seu grupo como sendo o que maiores altera\u00e7\u00f5es concretizou, enquanto 10,31 por cento escolhe a sua par\u00f3quia como lugar onde maiores foram essas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 entre os leitores mais cr\u00edticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es que n\u00e3o veem concretizadas na Igreja Cat\u00f3lica em Portugal s\u00f3 3,72 por cento nomeiam a par\u00f3quia como a inst\u00e2ncia em que maiores mudan\u00e7as se registaram, enquanto 16,62 por cento escolhe nesse crit\u00e9rio o seu grupo, comunidade ou movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a maioria dos respondentes, a maior parte do clero esteve de costas voltadas para<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/author\/clara-raimundo\/\"><strong>7 Margens<\/strong><\/a><strong>\u00a0| 09\/06\/2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Publicamos hoje o terceiro texto sobre os dados do\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/maioria-considera-que-em-cinco-anos-de-sinodalidade-a-igreja-catolica-pouco-ou-nada-mudou\/\"><strong><em>inqu\u00e9rito<\/em><\/strong><\/a><strong><em>\u00a0realizado pelo 7MARGENS junto dos leitores e leitoras.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os leigos receberam com entusiasmo e tentaram envolver-se no processo sinodal, o que n\u00e3o aconteceu com os bispos e ainda menos com os padres. Mesmo assim, apenas 42 por cento dos que responderam ao inqu\u00e9rito do 7MARGENS concorda totalmente, concorda muito ou simplesmente concorda com aquela afirma\u00e7\u00e3o sobre o envolvimento dos leigos. Percentagem que desce para 30 por cento no que diz respeito ao empenho dos bispos e se reduz ainda mais (22,14%) quando se trata de avaliar a ades\u00e3o entusi\u00e1stica dos padres. Quatro em cada cinco (71,22%) pensa exatamente o contr\u00e1rio sobre a atitude do clero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o do entusiasmo dos padres \u00e9 particularmente negativa j\u00e1 que ela se distribui de modo praticamente uniforme entre os tr\u00eas graus de discord\u00e2ncia: discordo, discordo muito e discordo totalmente, que obt\u00eam cada um respostas sempre acima dos 22 por cento. No outro extremo, apenas 7 por cento concorda totalmente ou est\u00e1 muito de acordo com a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201co clero, em Portugal, aderiu de forma entusi\u00e1stica ao processo sinodal\u201d. Valor inferior aos (7,63%) que n\u00e3o sabem avaliar as atitudes em causa nesta pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m os bispos portugueses n\u00e3o ficam bem na fotografia. Um pouco melhor do que o clero, mas, ainda assim, olhados como tendo feito muito pouco pelo avan\u00e7o da sinodalidade. S\u00e3o menos de 28 por cento os participantes no inqu\u00e9rito que manifestam o seu acordo a um balan\u00e7o favor\u00e1vel ao desempenho dos prelados neste campo. No polo oposto, h\u00e1 mais de 15 por cento de respostas indicando a \u201ctotal discord\u00e2ncia\u201d, 21 por cento \u201cmuito discordantes\u201d e 28 por cento que discordam da afirma\u00e7\u00e3o de que os bispos portugueses se teriam empenhado fortemente no tema do s\u00ednodo para o qual foram convocados pelo Papa Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora exprimindo um balan\u00e7o mais positivo quanto \u00e0 ades\u00e3o dos leigos\/leigas, pouco mais de 3 por cento concordam sem reservas com a afirma\u00e7\u00e3o \u201cos leigos que conhece receberam com entusiasmo e tentaram envolver-se no processo sinodal\u201d. Enquanto isso, 18 por cento diz estar \u201cmuito de acordo\u201d e 21 por cento de acordo. Ao todo, 42 por cento pronuncia-se a favor de um balan\u00e7o positivo sobre a ades\u00e3o do laicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conjunto de perce\u00e7\u00f5es que os resultados do inqu\u00e9rito permitem identificar revela um muito baixo entusiasmo dos cat\u00f3licos portugueses (com particular evid\u00eancia para o clero) no processo sinodal. O que ajuda a explicar o facto de mais de dois em cada tr\u00eas leitores reconhecer que as mudan\u00e7as introduzidas por este processo na Igreja Cat\u00f3lica em Portugal foram m\u00ednimas, opinando que apenas \u201calguma coisa mudou\u201d ou que \u201cmuito pouco mudou\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, de resto, 4 por cento de inquiridos que \u201cdiscorda totalmente\u201d de qualquer avalia\u00e7\u00e3o positiva, seja do comportamento dos prelados, dos padres ou dos leigos. \u00c9 um reduzido n\u00famero de leitores para os quais nenhum destes tr\u00eas grupos se entusiasmou minimamente em responder ao apelo lan\u00e7ado h\u00e1 cinco anos pelo Papa Francisco. Entre os que fazem este balan\u00e7o, apenas 8 por cento pensa que, apesar deste manifesto desinteresse, \u201calguma coisa mudou\u201d na Igreja Cat\u00f3lica em Portugal. Todos os outros opinam que ela \u201cmudou muito pouco\u201d, \u201cest\u00e1 na mesma\u201d ou \u201cest\u00e1 ainda pior\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o inqu\u00e9rito n\u00e3o permita concluir por que raz\u00e3o, apesar do entusiasmo dos leigos e leigas referido por 42 por cento das respostas, t\u00e3o pouca coisa mudou no modo de ser da Igreja nos \u00faltimos cinco anos, existe um princ\u00edpio de resposta a essa interroga\u00e7\u00e3o no facto de, entre todos os que notaram tal entusiasmo, mais de metade (56,27%) defender que os padres n\u00e3o partilharam desse entusiasmo e quase na mesma percentagem (53,23%) considerarem que os bispos tamb\u00e9m n\u00e3o o fizeram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olhando para os resultados a partir do ponto de vista contr\u00e1rio, isto \u00e9, daqueles que n\u00e3o observaram entusiasmo dos leigos e leigas em se envolverem no processo sinodal, encontramos 9,42 por cento a defender ter havido grande entusiasmo por parte do clero. Ou seja, quase um em cada dez dos inquiridos afirma que, apesar do entusiasmo vivido pelo clero, os leigos nada quiseram com o s\u00ednodo. Quando se trata dos bispos, a rela\u00e7\u00e3o sobe bastante: para 19,15 por cento dos inquiridos, o empenho destes prelados n\u00e3o encontrou eco nos fi\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o podia deixar de ser, num inqu\u00e9rito em que a maioria (63,62%) das respostas \u00e9 originada por pessoas que frequentam a missa semanalmente, s\u00e3o tamb\u00e9m estes que formam a maioria (60,55%) daqueles que criticam a atitude dos bispos, no que s\u00e3o acompanhados pelos que frequentam a eucaristia diariamente (16,83%). Nos que apreciam negativamente o empenho dos prelados encontramos 75,63 por cento de pessoas que est\u00e3o envolvidas em algum movimento ou estrutura cat\u00f3lica, ou que desempenham algum servi\u00e7o na sua comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cr\u00edtica ao fraco envolvimento dos padres \u00e9 feita por 71 por cento dos inquiridos, dos quais a maioria (60,49%) vai \u00e0 missa todos os domingos e 22 por cento f\u00e1-lo diariamente, enquanto cinco em cada quatro s\u00e3o pessoas envolvidas no servi\u00e7o \u00e0 sua comunidade. Estes dados mostram que quem n\u00e3o aprecia positivamente o interesse (ou, melhor, o desinteresse) dos padres no processo sinodal s\u00e3o cat\u00f3licos e cat\u00f3licas que participam ativamente nos seus grupos, comunidades e movimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos resultados mais curiosos deste inqu\u00e9rito verifica-se, por\u00e9m, a prop\u00f3sito do que pensam os padres quanto \u00e0 atitude do conjunto do clero e o que sobre o mesmo tema opinam os religiosos e religiosas. No primeiro caso, 84 por cento dos cl\u00e9rigos avaliam de modo muito, algo ou simplesmente cr\u00edtico o entusiasmo dos seus pares no que diz respeito \u00e0 sinodalidade. Seguindo-lhes os passos, quatro em cada cinco religiosos\/religiosas afina pelo mesmo diapas\u00e3o, criticando como insuficiente o envolvimento dos padres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/author\/clara-raimundo\/\"><strong>7 Margens<\/strong><\/a><strong>\u00a0| 10\/06\/2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Quarto e \u00faltimo artigo de an\u00e1lise das respostas ao\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/setemargens.com\/maioria-considera-que-em-cinco-anos-de-sinodalidade-a-igreja-catolica-pouco-ou-nada-mudou\/\"><strong><em>inqu\u00e9rito<\/em><\/strong><\/a><strong><em>\u00a0sobre a sinodalidade.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transforma\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica numa Igreja sinodal \u00e9 um desejo partilhado por uma esmagadora maioria (96,49%) dos que participaram no inqu\u00e9rito do 7MARGENS, mas menos de um ter\u00e7o antev\u00ea que tal aconte\u00e7a \u00e0 Igreja em Portugal. Ao mesmo tempo, s\u00f3 um quinto dos inquiridos sup\u00f5e que Igreja vai ter cada vez maior import\u00e2ncia na sociedade portuguesa. A n\u00edvel internacional as expectativas s\u00e3o, por\u00e9m, de fei\u00e7\u00e3o: dois ter\u00e7os das respostas transmitem a certeza de que o Papa Le\u00e3o XIV vai dar um impulso decisivo ao aprofundamento da sinodalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descren\u00e7a num futuro sinodal para a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal \u00e9 enorme. Apenas 29,62 por cento dos inquiridos acreditam que \u201cem breve a Igreja em Portugal vai ser muito mais sinodal\u201d. Descrentes nesse futuro s\u00e3o 63 por cento, enquanto 7,18 por cento n\u00e3o consegue pronunciar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os que partilham da opini\u00e3o de que as altera\u00e7\u00f5es introduzidas at\u00e9 agora foram nada, muito pouco ou pouco significativas, a convic\u00e7\u00e3o de que o futuro n\u00e3o ser\u00e1 muito diferente tem sempre valores superiores a 74 por cento. Mesmo entre aqueles que opinam ter a Igreja \u201cmudado alguma coisa\u201d quase metade (48,82%) descr\u00ea de que a progress\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 sinodalidade possa vir a marcar o futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais inesperadamente, s\u00e3o os padres quem menores espectativas t\u00eam quanto ao advento de uma Igreja sinodal em Portugal. Entre os cl\u00e9rigos, a percentagem dos que afirmam que tal n\u00e3o acontecer\u00e1 (72%) supera inclusive os valores (62,86%) apurados para o grupo do(s) leigo(a)s. S\u00f3 nos religioso(a)s reina a confian\u00e7a num futuro sinodal: \u2018apenas\u2019 38,10 por cento duvida de que tal aconte\u00e7a em breve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Descontados os que respondem \u201cn\u00e3o saber\u201d, a fotografia torna-se ainda mais negra: s\u00f3 26 por cento dos cl\u00e9rigos se mostra confiante de que em breve a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal vai ser muito mais sinodal, no que s\u00e3o acompanhados por 30,56 por cento do(s) leigo(a)s e 42,86 por cento do(s) religioso(a)s. Ou seja, em m\u00e9dia, \u00e9 preciso juntar cinco padres para que haja um que acredita em tal cen\u00e1rio. De igual modo ser\u00e1 necess\u00e1rio reunir tr\u00eas leigo(a)s para se encontrar um que partilhe dessa expectativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente do balan\u00e7o que faziam dos progressos sinodais na Igreja portuguesa e universal e para al\u00e9m das expectativas sobre a a\u00e7\u00e3o futura de le\u00e3o XIV nesta mat\u00e9ria ou da evolu\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal [<a href=\"https:\/\/setemargens.com\/maioria-considera-que-em-cinco-anos-de-sinodalidade-a-igreja-catolica-pouco-ou-nada-mudou\/\">ver 7Margens<\/a>], os leitores do 7MARGENS foram ainda inquiridos sobre que import\u00e2ncia atribu\u00edam \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da Igreja Cat\u00f3lica numa Igreja sinodal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As respostas a esta pergunta foram taxativas: apenas 3,51 por cento considerava tal transforma\u00e7\u00e3o como \u201cpouco importante\u201d ou \u201cnada necess\u00e1ria\u201d; pelo contr\u00e1rio, 61,40 por cento classificava-a de \u201cmuit\u00edssimo necess\u00e1ria\u201d e 21,53 por cento de \u201cmuito importante\u201d. O facto de quatro em cada cinco dos participantes no inqu\u00e9rito conferir t\u00e3o elevada import\u00e2ncia \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de uma Igreja verdadeiramente sinodal, contrasta fortemente com o balan\u00e7o que fazem do processo at\u00e9 hoje vivido na Igreja do seu pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Avan\u00e7o vir\u00e1 de Roma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDois em cada tr\u00eas (64,07%) n\u00e3o t\u00eam quaisquer d\u00favidas que o Papa Le\u00e3o XIV vai dar um impulso decisivo ao aprofundamento da sinodalidade.\u201d Foto \u00a9 Clara Raimundo\/7MARGENS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas contrasta tamb\u00e9m com o que esperam que venha a acontecer num futuro pr\u00f3ximo. De facto, entre todos os que opinam ser \u201cmuit\u00edssimo necess\u00e1rio\u201d que a Igreja viva de forma sinodal dois ter\u00e7os (68,57%) n\u00e3o espera que tal venha a acontecer em breve na sua Igreja, opini\u00e3o que \u00e9 partilhada por 69,57 por cento dos que a consideram \u201cimportante\u201d. J\u00e1 aqueles que classificam a sinodalidade como algo \u201cmuito importante\u201d s\u00e3o menos descrentes (47,41%) que ela possa vir a caracterizar a Igreja em Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma certeza t\u00eam os participantes no inqu\u00e9rito do 7MARGENS: O Papa Le\u00e3o XIV vai dar um impulso decisivo ao aprofundamento da sinodalidade. Dois em cada tr\u00eas (64,07%) n\u00e3o t\u00eam quaisquer d\u00favidas de que isso vai acontecer. \u00a0Os que mais confiam que assim seja s\u00e3o os padres (74%) e o(s) religioso(a)s, (71,43%). Entre o(s) leigo(a)s, s\u00e3o exatamente 64,02 por cento os que acreditam que Le\u00e3o XIV vai continuar a aprofundar o car\u00e1cter sinodal da Igreja Cat\u00f3lica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As respostas a esta pergunta mostram que, quanto mais positivo \u00e9 o balan\u00e7o que se faz do enraizamento sinodal na Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, maior a convic\u00e7\u00e3o de que o bispo de Roma vai dar um impulso decisivo nesta mat\u00e9ria. De facto, um pouco mais de metade (52,36%) dos que acreditam que o Papa vai promover a sinodalidade de forma significativa afirmam tamb\u00e9m que a sua Igreja nestes \u00faltimos anos \u201csofreu transforma\u00e7\u00f5es profundas\u201d, \u201cmudou muito\u201d, ou \u201cmudou alguma coisa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, quatro em cada cinco (80,57%) dos que t\u00eam esta \u00faltima perce\u00e7\u00e3o (\u201cmudou alguma coisa\u201d), est\u00e3o muito convictos quanto \u00e0 qualidade e intensidade da interven\u00e7\u00e3o de Roma nesta mat\u00e9ria. Os que sentem que a sua Igreja \u201cmudou muito\u201d est\u00e3o ainda mais seguros (86,49%) de que assim acontecer\u00e1. Pelo contr\u00e1rio, apenas 60,44 por cento dos que dizem que a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal \u201cmudou muito pouco\u201d partilham da mesma ideia. Percentagem que baixa para menos de metade (46,00%) quando respondem a esta quest\u00e3o aqueles que dizem estar a sua Igreja \u201cna mesma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja em Portugal vai ter cada vez maior import\u00e2ncia na sociedade portuguesa? A esmagadora maioria pensa que n\u00e3o. Menos do que um em cada cinco dos inquiridos (24,56%) concorda com esta afirma\u00e7\u00e3o. Ventilando o que responde cada um dos grandes grupos, fica-se a saber que s\u00f3 26 por cento dos padres cr\u00ea no crescimento da import\u00e2ncia da sua Igreja neste pa\u00eds, enquanto apenas 24,76 por cento do(s) leigo(a)s partilha de tal opini\u00e3o. Entre o(s) religioso(a)s a esperan\u00e7a \u00e9 maior: um ter\u00e7o (33,33%) antev\u00ea um crescimento da import\u00e2ncia da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/SINODO-Inquerito-7Margens-Portugal-Junho-2026.pdf\">SINODO &#8211; Inqu\u00e9rito 7Margens-Portugal &#8211; Junho 2026<\/a> (PDF)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Caminhos-de-Comunhao-Caderno-04.pdf\">Caminhos de Comunh\u00e3o &#8211; Caderno 04<\/a> (PDF)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O inqu\u00e9rito aos leitores do 7MARGENS decorreu durante o m\u00eas de maio e recolheu 629 respostas v\u00e1lidas. Mais de metade (52%) &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17301,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rs_blank_template":"","rs_page_bg_color":"","slide_template_v7":"","footnotes":""},"categories":[88,68],"tags":[],"class_list":["post-17297","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sinodo-2021-2024-2028","category-ultimas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17297","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17297"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17303,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17297\/revisions\/17303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17301"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paroquiavilarandorinho.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}