Liturgia da Palavra

A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus cujos caminhos e cujos pensamentos estão acima dos caminhos e dos pensamentos dos homens, quanto o céu está acima da terra. Sugere-nos, em consequência, a renúncia aos esquemas do mundo e a conversão aos esquemas de Deus.

In Dehonianos

LEITURA I – Is 55,6-9
«Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele,
ao nosso Deus, que é generoso em perdoar.»

SALMO RESPONSORIAL –Salmo 144 (145), 2-3.8-9.17-18
Refrão: O Senhor está perto de quantos O invocam.

LEITURA II – Filip 1,20c-24.27ª
«Cristo será glorificado no meu corpo,
quer eu viva quer eu morra.
Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro.»

EVANGELHO – Mt 20,1-16a
«Não me será permitido fazer o que quero do que é meu?
Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’.
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

Para os leitores:
I Leitura:
(ver anexo)

 II Leitura:
(ver anexo)

Para acompanhar o Evangelho: 

EM APENAS UMA HORA SE PODE PERDER OU GANHAR O DIA INTEIRO!
No Evangelho deste Domingo XXV do Tempo Comum (Mateus 20,1-16), Deus conta aos seus filhos mais uma história verdadeira. A praça está sempre cheia de gente à espera de uma oportunidade. O dono da vinha SAI às 06h00 da manhã e contrata trabalhadores para cultivar a sua vinha. Pagar-lhes-á um denário, que é o salário normal de um dia de trabalho. SAI outra vez às 09h00 da manhã, e, encontrando mais gente na praça, envia-os para a sua vinha, dizendo que lhes pagará o que for justo. Volta a SAIR às 12h00, às 15h00 e às 17h00, encontra sempre gente desocupada, e a todos vai enviando para a sua vinha.

Impõe-se que anotemos um primeiro indicador: o dono da vinha SAI por cinco vezes à PROCURA de nós. Encontra-nos a toda a hora, e a toda a hora nos envia para a sua vinha. É dele toda a iniciativa.

Às 18h00, o dono da vinha ordena ao seu capataz que pague o salário (um denário) aos trabalhadores, com uma estranha condição: a começar pelos últimos! O capataz pagou a todos um denário, o salário de um inteiro dia de trabalho. Também esta é uma bela iniciativa do dono da vinha. Até aqui tudo bem: todos os que aqui estamos, estamos todos depois e por causa da iniciativa de Deus!

Temos também, todavia, de prestar atenção ao que fazemos, quando somos nós a tomar a iniciativa. O texto não diz se trabalhámos, ou se fomos preguiçosos, durante o tempo, muito ou pouco, que estivemos na vinha. Mas diz que somos mesquinhos, invejosos e ciumentos, quando reparamos que o dono da vinha nos trata a todos por igual. O texto desvenda o nosso instinto de grandeza e superioridade, e a dificuldade que sentimos em aceitar-nos e abraçar-nos como irmãos.

O amor de Deus está lá, bem retratado, em todas as iniciativas do dono da vinha: SAI a toda a hora à nossa PROCURA. Quer-nos a todos por igual. Enche as nossas mãos com os seus dons. Mas nós ficamos tão mal na fotografia ou na radiografia, que mostra bem as invejas e ciúmes, que minam o nosso coração e não nos deixam ser irmãos.

Aquela última hora é a hora da graça. É a nossa hora de filhos de Deus. Mas é também a hora em que podemos ser aceites ou rejeitados como irmãos.

Em apenas uma hora se pode ganhar ou perder o dia inteiro!

D. António Couto

ANEXOS:

  1. Leituras I – XXV Domingo Tempo Comum
  2. Leituras II – XXV Domingo Tempo Comum
  3. XXV Domingo Tempo Comum
  4. Oração Universal – XXV Domingo Comum A

A Palavra de Deus que a liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum nos propõe, fala do perdão. Apresenta-nos um Deus que ama sem cálculos, sem limites e sem medida; e convida-nos a assumir uma atitude semelhante para com os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado.

In Dehonianos

LEITURA I – Sir 27, 33 – 28, 9
Perdoa a ofensa do teu próximo
e, quando o pedires, as tuas ofensas serão perdoadas. 

SALMO RESPONSORIALSalmo 102 (103), 1-2.3-4.9-10.11-12
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade. 

LEITURA IIRom 14, 7-9
Se vivemos, vivemos para o Senhor,
e se morremos, morremos para o Senhor. 

EVANGELHOMt 18, 21-35
«Se meu irmão me ofender,
quantas vezes deverei perdoar-lhe?
Até sete vezes?».
Jesus respondeu:
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.»

Para os leitores: 

I Leitura:
“Ben-Sirá” lê-se “Béne-Sirá” acentuando o primeiro “e” e quase não dizendo o segundo. A meio do texto há duas perguntas que devem merecer o cuidado na entoação. Não há pausas pelo meio. Depois, uma terceira pergunta, deve ser entoada com menor ênfase. Ler devagar. Fazer pausa antes de “Palavra do Senhor”.

II Leitura:
“Irmãos” deve ser lido num tom de voz forte e firme, para logo à partida chamar a atenção da assembleia. A última frase deve ser lida devagar e com calma. Fazer pausa antes de “Palavra do Senhor”.

 Para acompanhar o Evangelho:
Neste Domingo XXIV do Tempo Comum, continuamos a braços com o Discurso Eclesial de Jesus, iniciado no passado Domingo com oportunas e incisivas instruções sobre a correção fraterna (Mateus 18,15-20). O resto do Discurso é servido hoje a Pedro e a todos nós (Mateus 18,21-35). Prevenimos que o Discurso é suficientemente demolidor, capaz de, se atentamente o recebermos, provocar em nós o maior terramoto da história, deixando às claras a radical insuficiência da nossa programação para tão gigantesca onda de perdão.

Estão-nos no sangue as letras da vingança. Aprendemos bastante bem e depressa com Lamec o «Cântico da Espada»: «Caim será vingado sete vezes, mas Lamec setenta vezes sete!» (Génesis 4,24). Face a esta barbaridade desmedida, a chamada «Lei de Talião» [pena, não multiplicada, mas igual ao delito: «olho por olho, dente por dente»] representa um enorme progresso civilizacional. Mas Jesus derruba uma e outra mesa, para nos brindar com a desmesura do Perdão, sempre sem motivação.

«Senhor, até quantas vezes devo perdoar ao meu irmão? Até sete?», pergunta Pedro a Jesus (Mateus 18,21). «Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!», respondeu Jesus (Mateus 18,22). Desarranjo completo na cabeça de Pedro, e na nossa. O Perdão, segundo Jesus, não se conta pelos dedos, nem pela máquina de calcular. Faz-se simplesmente sempre e sem condição.

Mas Jesus, bom pedagogo, desce ao nível de Pedro, e ao nosso. Conta uma história absolutamente inverosímil, para nos prender a atenção e o coração, suspender a respiração. É mais uma parábola do Reino dos Céus (Mateus 18,23-35). A cena é preenchida por um Rei – vê-se que é Deus – e pelos seus servos, dado que o Rei [Deus] entende chamar a contas os seus servos. Entenda-se aqui que estes servos não são escravos, mas altos oficiais ao serviço do Rei. Estreita-se a cena, e vê-se agora apenas o Rei e um dos seus servos. Este servo tinha uma dívida enorme para com o seu Rei [Deus], contabilizada na soma astronómica de 10.000 talentos (Mateus 18,24).

O montante é colossal. Tão colossal, que é difícil de quantificar com exatidão. Lembro, para começar, que os estudiosos calculam em cerca de 900 talentos o valor dos impostos anuais que entravam nos cofres de Herodes o Grande (37-4 a. C.). E, após a sua morte, os impostos anuais da Galileia e da Pereia contavam-se em 200 talentos, sendo de 600 talentos os impostos pagos pela Judeia, Samaria e Idumeia. Ou seja, a dívida do servo da nossa história é muito superior ao dinheiro que então circulava no país inteiro! Mais coisa menos coisa, diz a Bíblia de Jerusalém, como 174 toneladas de ouro, que o estudioso Richard France, no seu belo Comentário ao Evangelho de Mateus, sobe para 300 toneladas! Entrando por outro tipo de contabilidade, lembro agora que um talento equivalia a cerca de 6.000 denários, sendo um denário o correspondente a um salário diário. Avaliados por este critério, os 10.000 talentos equivaleriam a um montante entre 60 e 100 milhões de denários (Vittorio Fusco, Rudolf Schnackenburg, Craig S. Keener, TOB), que o mesmo é dizer entre 60 e 100 milhões de salários! Ou ainda o correspondente ao salário de um trabalhador durante um período que oscila entre 200 e 250 mil anos (Craig S. Keener, John Nolland).

Vê-se bem que este servo não pode pagar aquela dívida imensa, a perder de vista. O Rei [Deus] manda que seja vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possui, em ordem ao pagamento da dívida. Aqui o servo pediu ao Rei [Deus] que lhe desse um prazo, e que pagaria tudo. Auge da cena. Será que o Rei [Deus] dá o prazo, ou mostrar-se-á impiedoso? Adianto eu: se der o prazo, é demasiado lógico e simétrico, e esta não é a medida do Evangelho, que rebenta sempre os nossos mais pensados calculismos. Se não der o prazo, pior ainda, passa por ser um Deus insensível e impiedoso, que não sabe compadecer-se. Eis a incrível resposta de Deus: «Vai-te embora; estás perdoado!» (Mateus 18,27).

Entenda-se ainda, porque salta à vista: para Deus e para o Evangelho, um ato de Perdão vale mais do que 10.000 talentos e tudo o que isso representa. E veja-se, no seguimento da história, a rapidez com que perdemos a memória, e como, sem dó nem piedade, condenamos um «com-servo» ao pagamento, aqui e já, de uma bagatela (Mateus 18,28)!

D. António Couto

ANEXOS:

  1. Leituras – XXIV Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XXIV Domingo Tempo Comum

A liturgia deste 23ª Domingo do Tempo Comum sugere-nos uma reflexão sobre a nossa responsabilidade face aos irmãos que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão e que todos somos responsáveis uns pelos outros.

In Dehonianos

LEITURA I – Ez 33, 7-9

«Filho do homem,
coloquei-te como sentinela na casa de Israel.
Quando ouvires a palavra da minha boca,
deves avisá-los da minha parte» 

SALMO RESPONSORIALSalmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9
Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações. 

LEITURA IIRom 13, 8-10
«Amarás ao próximo como a ti mesmo»

EVANGELHOMt 18, 15-20
«Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome,
Eu estou no meio deles».

Para os leitores: 

I Leitura:
Leitura fácil, mas que deve ser lida de forma pausada. A última frase começada em “morrerá… “deve ser lida muito devagar, para se entender bem. Fazer pausa antes de Palavra do Senhor.

II Leitura:
Leitura fácil, mas que deve ser lida de forma pausada. A última frase começada em… “A caridade…” deve ser lida muito devagar. Fazer pausa antes de Palavra do Senhor.

Para acompanhar o Evangelho:
Em março de 1947, o beduíno Muhammed ed-Dib, da tribo dos pastores beduínos Taʼamireh, descobriu nas onze grutas situadas junto do Mar Morto os célebres manuscritos da comunidade essénia de Qumran, que ali tinha vivido entre os séculos II a. C. e I d. C. A partir do seu conteúdo, um desses manuscritos acabou por receber o título de Regra da Comunidade ou Manual de Disciplina. Tratava-se de uma espécie de «regra monástica», e destinava-se a orientar a vida interna daquela comunidade, contendo também uma série de sanções com que eram penalizados os membros transgressores.

Um dos Capítulos desta Regra é dedicado à correção fraterna, e diz assim: «Corrijam-se mutuamente com verdade, humildade e bondade. Ninguém fale ao seu irmão com ira, resmungando e com maldade, mas advirta-o no mesmo dia em que comete a falta, para não carregar ele mesmo com a culpa. Ninguém advirta o seu próximo diante de todos, se primeiro não o fez perante algumas testemunhas» (V,24-26; VI,1).

Convenhamos que se trata de medidas de grande elevação, dignas de serem ainda hoje tidas em consideração. Esta viagem a Khirbet Qumran e à Regra de vida da comunidade judaica que aí viveu, vem a propósito do Evangelho deste Domingo XXIII do Tempo Comum, em que nos é dada a graça de escutar um bocadinho do chamado Discurso Eclesial de Mateus, que ocupa todo o seu Capítulo 18. Hoje ouviremos apenas Mateus 18,15-20. No próximo Domingo, ouviremos a parte que resta desse Capítulo, exatamente Mateus 18,21-35.

Tendo em conta o teor da Regra da Comunidade de Qumran e o teor do Discurso Eclesial de Mateus (Mateus 18), tem sido este Discurso muitas vezes visto como A Regra da Comunidade Cristã. No bocadinho que hoje nos cabe escutar, aí está, à semelhança de Qumran, a prática da correção fraterna ou promoção fraterna, a levar por diante de forma gradativa e sempre com o perdão no coração e no horizonte. Primeiro, tu a tu, a quatro olhos, dois corações. Depois, com o recurso a testemunhas. Finalmente, na assembleia, sempre multiplicando os olhos e os corações. Entenda-se: multiplicando sempre a atenção e o amor.

Subjaz ao itinerário proposto, que tem de ser sempre o amor fraterno a mover esta importante prática eclesial, e não aquele subtil sentimento que tantas vezes se apodera de nós, levando-nos a pensar que somos melhores ou superiores ao nosso irmão que erra. Contra este pretensiosismo, lá está a clave de abertura deste Discurso Eclesial, com os discípulos de Jesus – connosco, portanto – a entreterem-se com a questão inútil de quem é o maior (Mateus 18,1), e com a paradigmática resposta de Jesus, chamando uma criança e dando-lhe o lugar do meio (Mateus 18,2). E não esqueçamos também que só podemos abeirar-nos de alguém para o advertir, tendo nós o nosso olhar límpido e puro. É fulgurante, a este propósito, a advertência de Jesus num outro importante Discurso no Evangelho de Mateus, o Discurso ou Sermão da Montanha: «Como podes dizer ao teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho, se no teu há uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e depois verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão» (Mateus 7,4-5). Como é importante que este dizer de Jesus esteja sempre a retinir no nosso coração! E não esqueçamos também que a criança no meio (Mateus 18,2) é Jesus no meio (Mateus 18,20).

Talvez fiquemos satisfeitos e tranquilos, e até, se calhar, cheios de razão, com a declaração final deste itinerário de correção ou de promoção: «Seja para ti como um pagão ou um publicano!» (Mateus 18,17). Mas é, talvez, exatamente aqui que se esconde a carga mais explosiva do Evangelho e se abre o seu horizonte mais amplo! Ou não é verdade que o próprio Jesus se tornou companheiro de viagem e de mesa de publicanos e de pecadores, Ele que veio curar, não os que têm saúde, mas os doentes (Mateus 9,12; cf. Lucas 5,31-32).

Uma última e imensa consideração. Não é o texto deste Domingo um exclusivo do Evangelho de Mateus? E não era Mateus um publicano? E não se abeirou dele um dia Jesus, quando Mateus, o publicano, estava sentado no seu telónio, um pouco a norte de Cafarnaum, cobrando impostos e ouvindo insultos dos seus concidadãos? Os insultos não demoveram Mateus. Mas Jesus aproximou-se, cravou nos dois olhos tristes e cansados de Mateus os seus dois olhos repletos de amor, e disse-lhe: «Segue-me!» (Mateus 9,9). Mateus levantou-se e seguiu Jesus, e foi fazer uma grande festa para celebrar esta página nova e bela que Jesus abriu na sua vida triste e cansada. Sim, este episódio é exclusivo de Mateus, porque traduz a coisa mais bela e irresistível que aconteceu na sua vida: aquele olhar bom e belo de Jesus que fez Mateus levantar-se do lodaçal e perceber o poder da lógica do amor e do perdão. E de saber bem que é Jesus que está no meio!

Portanto, aquele «seja para ti como um pagão ou um publicano!» não significa que se pode pôr um ponto final no trabalho do perdão e do amor devido a um irmão, e ficar com a consciência tranquila. Este «seja par ti como um pagão ou um publicano» é virar a página da análise fria e da metodologia social profissional em curso, e começar tudo de novo, absolutamente de novo, à maneira absolutamente nova de Jesus. A não ser assim, também já podemos antecipar que o nosso ponto final posto ao trabalho do perdão esbarraria logo a seguir com a lógica do «setenta vezes sete» de Jesus para Pedro (Mateus 18,21-22) e do Senhor da história seguinte, que é Deus, que, de uma assentada, perdoa a um pobre servo a módica quantia de mais coisa menos coisa como o equivalente a 174 toneladas de ouro! (Mateus 18,23-27). Note-se também que os três episódios são exclusivos de Mateus, e veja-se o quão importante é termos feito um dia a experiência do perdão!

D. António Couto

ANEXOS:

  1. Leituras – XXIII Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XXIII Domingo Tempo Comum

A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Como é que o crente deve responder aos dons de Deus? Com atos rituais solenes e formais, com orações ou gestos tradicionais repetidos de forma mecânica, com a oferta de uma “esmola” para os cofres da Igreja, com uma peregrinação a um santuário? Paulo responde: o culto que Deus quer é a nossa vida, vivida no amor, no serviço, na doação, na entrega a Deus e aos irmãos. Respondemos ao amor de Deus entregando-nos nas suas mãos, tentando perceber as suas propostas, vivendo na fidelidade aos seus projetos. Como é o culto que eu procuro prestar a Deus: é um somatório de gestos mecânicos, rituais e externos, ou é uma vida de entrega e de amor a Deus e aos homens meus irmãos?

In Dehonianos

LEITURA I – Jer 20, 7-9
«Vós me seduzistes, Senhor, e eu deixei-me seduzir»

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 62 (63), 2.3-4.5-6.8-9

Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus

LEITURA II – Rom 12, 1-2

«Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos»

EVANGELHO – Mt 16, 21-27
«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
«Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la;
mas quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la».

Para os leitores:

I Leituras:
Esta passagem de Jeremias é uma mistura de emoções. Devemos levar esse estado de alma para o ambão. As 3 primeiras e as 3 últimas frases devem ser lidas “apaixonadamente”, como quem está enamorado/inebriado de amor, e tenso por causa dele! As restantes devem ser lidas com tristeza e até com alguma revolta.

II Leitura:
«Peço-vos, irmãos» deve ser lido num tom de voz forte e firme, para logo à partida chamar a atenção da assembleia. As frases começadas por “que vos ofereçais…. “e “Não vos conformeis…” são frases longas e devem ser lidas devagar e com admiração para que se entendam bem.

Para acompanhar o Evangelho: 

O Evangelho deste Domingo XXII do Tempo Comum (Mateus 16,21-28) forma uma unidade de alto-a-baixo com o Evangelho do Domingo passado (XXI), em que escutámos a passagem imediatamente anterior (Mateus 16,13-20), que terminava com Jesus a ordenar aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo (Mateus 16,20). No Domingo passado não o podíamos saber. Mas hoje, que ficamos a ter acesso ao texto inteiro, já não precisamos de ficar parados no meio da ponte ou em Cesareia de Filipe, sem nunca chegarmos a Jerusalém. Na verdade, depois de ter dado aos seus discípulos aquela ordem taxativa de não dizerem a ninguém que Ele era o Cristo (Mateus 16,20), Jesus abre uma página nova logo no versículo seguinte, falando pela primeira vez, de forma explícita, da sua Paixão e Ressurreição: «começou a mostrar aos seus discípulos que é necessário (deî) – este deî implica necessidade divina ou teológica – que Ele vá para Jerusalém, sofra muito da parte dos anciãos e dos sumo-sacerdotes e dos escribas, seja morto, e ressuscite ao terceiro dia» (Mateus 16,21).

Ouvindo estes dizeres incríveis de Jesus, Pedro tomou-o consigo à parte e começou a recriminá-lo, dizendo: «Isso não te há-de acontecer» (Mateus 16,22).

E é aqui que Jesus diz a Pedro estas palavras duríssimas e corretivas: «Vai para trás de mim (hýpage opísô mou), satanás! Pedra de tropeço (skándalon) és para mim, porque não pensas as coisas de Deus, mas as coisas dos homens» (Mateus 16,23). Note-se que «atrás de mim» é o lugar do discípulo, exactamente o lugar que Pedro deve ocupar e para o qual foi chamado. «Vinde atrás de mim» (deûte opísô mou), são estas as palavras que Jesus dirige a Pedro e a André, aquando do seu chamamento (Mateus 4,19). Portanto, Pedro deve seguir atentamente atrás de Jesus, e não postar-se à sua frente para lhe barrar o caminho, e tentar que Jesus siga as ideias que Pedro colheu acerca do Cristo na torrente da tradição judaica. O apelativo de «satanás» tem aqui o vulgar significado hebraico de «separador» e «adversário». E o texto prossegue no mesmo tom determinado, com Jesus a dizer aos seus discípulos que, para o seguir, é preciso dizer não a si mesmos (aparnéomai), e carregar a cruz todos os dias, perder a vida para a ganhar. Dizer não a si mesmos e seguir Jesus (Mateus 16,24) implica pôr em Jesus a sua confiança, e não nos bens, que nos gritam todos os dias: «confia em nós!» (apólogo judaico de 1700). «Perder a vida por causa de mim» (Mateus 16,25), diz Jesus. Entenda-se: perder a vida desta maneira é perder-se nos caminhos de Jesus, «imitando-o verdadeiramente, e não segui-lo só com os pés», para o dizer com as palavras de Erasmo de Roterdão (1469-1536).

Por aqui se vê por que razão Jesus ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo. Pedro tinha dito: «Tu és o Cristo!». Mas, como acabámos de ver, fosse qual fosse a ideia que Pedro tivesse de «Cristo», nela não cabia ainda o sofrimento, a rejeição, a morte, a ressurreição, e muito menos a adesão pessoal de Pedro a este «Cristo», a um «Cristo» assim (Mateus 16,21-22). O que Pedro sabia era o que vinha na torrente do judaísmo desde há muito tempo: que o Cristo vinha para triunfar, para ter sucesso, para estabelecer um mundo de excelência para os judeus, libertando-os dos seus adversários. Viria, enfim, pôr fim a todas as necessidades, discórdias e disputas, à doença e à velhice, a tudo aquilo que perturba e diminui a vida. Ele viria trazer a plenitude da vida. É por isto que Pedro e aqueles discípulos seguem Jesus, e não porque andem à procura de novas ideias religiosas, ou queiram aprender alguma oração nova. Portanto, se os discípulos de Jesus fossem dizer que Ele era o Cristo, era isto que iam dizer, e era isto que a sua audiência ia perceber.

O que é que nós dizemos quando dizemos Cristo? E a nossa maneira de viver é verdadeiramente a de quem segue Cristo?

D. António Couto

ANEXOS:

  1. Leituras – XXII Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XXII Domingo Tempo Comum

Ano A
21º Domingo do Tempo Comum – 23.08.2020

Cesareia de Filipe, atual Banyas, na tetrarquia de Filipe, um dos filhos de Herodes o Grande, é o lugar certo para se pôr a questão da identidade de JESUS, que atravessa o Evangelho (Mateus 16,13-20) deste Domingo XXI do Tempo Comum. Cesareia de Filipe, onde se encontra uma das nascentes do rio Jordão, respirava o paganismo do deus Pã e também o culto do Imperador. Ali construiu Herodes um templo dedicado ao Imperador César Augusto, e o tetrarca Filipe, filho de Herodes, deu à cidade, antes conhecida por Pânias, em honra do deus Pã, o nome de Cesareia, também em honra de César Augusto. Dela resta hoje a gruta do deus Pã, lugar que os peregrinos da Terra Santa costumam visitar.

É em Cesareia de Filipe, cidade marcada pelo paganismo e pelo culto do Imperador, que Jesus põe a questão da sua identidade. Soberanamente Jesus pergunta: «Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?»

«E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mateus 16,15). A esta nova pergunta, posta por Jesus aos seus discípulos que de há muito o seguiam, Simão Pedro foi rápido a responder: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!»

D. António Couto

 

LEITURA I – Is 22, 19-23
«Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto
e a minha justiça não tardará a manifestar-se.»

SALMO RESPONSORIALSalmo 137 (138)
Refrão: Senhor, a vossa misericórdia é eterna:
não abandoneis a obra das vossas mãos.

LEITURA IIRom 11, 33-36
«D’Ele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
Glória a Deus para sempre.»

EVANGELHOMt 16, 13-20
«Quem dizem os homens que é o Filho do homem?»
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo».

Para os leitores:


I Leituras:

Há algumas palavras difíceis nesta leitura. Exemplos: “Chebna” lê-se “Xébna”; “Eliacim” lê-se “Éliácime; “Elcias” lê-se” Élssias”. A frase começada por “E ele será um pai… “, frase longa, deve ser lida devagar e com calma.

 

II Leitura:
É um texto bastante contemplativo. Portanto, deve ser lido com admiração interior, devagar, como quem observa algo, extasiado. As duas primeiras frases devem ser lidas devagar e com admiração. A frase começada por “Quem lhe deu primeiro…” é uma pergunta. A terminar, fazer uma pausa mais longa depois de “Ámen” e antes de “Palavra do Senhor”.

Para acompanhar o Evangelho:

Note-se bem a precisão da pergunta de Jesus. De facto, Jesus não pede aos seus discípulos que se pronunciem ou deem a sua opinião acerca do Sermão da Montanha ou sobre outro assunto qualquer, por importante que possa ser ou parecer. A pergunta de Jesus é acerca de Si mesmo, da sua própria identidade, e do grau de implicação dos discípulos com Ele. Daí que Jesus pergunte sobre o dizer. Pedro diz. E face ao dizer de Pedro, Jesus declara de seguida: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus» (Mateus 16,19). As chaves representam um saber e um poder. Falamos de chaves de uma casa, de uma cidade, de um tesouro, da leitura de um texto. Quem as possui, possui um poder em sede administrativa, jurídica ou científica. É assim que o texto de Isaías 22,19-23 fala hoje do «rito das chaves» e do poder retirado a Shebna e conferido a Eliaqîm.

As chaves do Reino dos Céus são as chaves do amor e do perdão, traves mestras de uma comunidade unida e confiante, com os pés na terra e o olhar fixo em Deus. Diz, na verdade, a Constituição Dogmática Lumen Gentium: «Aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo» (n.º 9).

É importante, porque esclarecedora e mobilizadora, esta nota do Concílio Vaticano II. De facto, Pedro é a Pedra e tem as Chaves do Reino dos Céus, e é-lhe ainda dada a autoridade de ligar-desligar, isto é, de perdoar: «Tudo o que ligares (dêsês: conj. aor. de déô) sobre a terra, ficará para sempre ligado (dedeménon: part. perf. pass. de déô) nos Céus, e tudo o que desligares (lýsês: conj. aor. de lýô) sobre a terra, ficará para sempre desligado (lelyménon: part. perf. pass. de lýô) nos Céus» (Mateus 16,19). Todavia, esta autoridade de ligar-desligar, isto é, de perdoar, é também confiada à inteira comunidade, exactamente nos mesmos termos em que é confiada a Pedro: «Em verdade vos digo: tudo o que ligardes (dêsête: conj. aor. de déô) sobre a terra, ficará para sempre ligado (dedeména: part. perf. pass. de déô) no céu, e tudo o que desligardes (lýsête: conj. aor. de lýô) na terra, ficará para sempre desligado (lelyména: part. perf. pass. de lýô) no céu» (Mateus 18,18). A inteira comunidade assente na Pedra, que é Pedro, como Pedro, não alijando responsabilidades, mas operante na prática quotidiana do Perdão!

O texto do Evangelho de hoje termina registando a ordem taxativa de Jesus aos seus discípulos para não dizerem a ninguém que Ele é o Cristo (Mateus 16,20). O texto inteiro deste Evangelho (Mateus 16,13-20) é, então, percorrido por um dizer, e fecha com um não-dizer. Trata-se de um dizer novo, não meramente convencional ou tradicional. Não basta dizer um conjunto de palavras que vêm na torrente da tradição, que se recolhem, e se voltam a dizer. É assim que Pedro respondeu bem [«Tu és o Cristo»], e é louvado por isso. Não obstante, Jesus não quer que os discípulos passem esse dizer a ninguém (Mateus 16,20). Por que será?

Para sabermos a razão, temos de esperar pelo próximo Domingo (XXII), pois é aí que escutaremos Mateus 16,21-28, o seguimento imediato do texto deste Domingo XXI (Mateus 16,13-20). Na verdade, o texto integral de Mateus 16,13-28, dividido por estes dois Domingos, forma uma unidade incindível.

D. António Couto

ANEXOS:

  1. Leituras – XXI Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XXI Domingo Tempo Comum

Ano A
20º Domingo do Tempo Comum – 16.08.2020

A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre a universalidade da salvação. Deus ama cada um dos seus filhos e a todos convida para o banquete do Reino.

Quem é que é cristão? Quem é que pode fazer parte da comunidade de Jesus? A resposta está implícita na história da mulher cananeia: torna-se membro da comunidade de Jesus quem aceita a sua oferta de salvação, quem acolhe o Reino, adere a Jesus e ao Evangelho. O que é determinante, para integrar a comunidade do Reino, não é a raça, a cor da pele, o local de nascimento, a tradição familiar, a formação académica, a capacidade intelectual, a visibilidade social, o cumprimento de ritos, a receção de sacramentos, a amizade com o pároco, os serviços prestados à “fábrica da igreja”, mas a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação).

LEITURA I – Is 56,1.6-7
«Respeitai o direito, praticai a justiça, porque a minha salvação está perto
e a minha justiça não tardará a manifestar-se.»

SALMO RESPONSORIALSalmo 84 (85)
Refrão: Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

LEITURA IIRom 11,13-15.29-32
«É a vós, os gentios, que eu falo»

EVANGELHOMt 15,21-28
«Senhor, Filho de David, tem compaixão de mim».
«Atende-a, porque ela vem a gritar atrás de nós».
«Mulher, e grande a tua fé. Faça-se como desejas».

Fontes: Dehonianos

ANEXOS:

  1. Leituras – XX Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XX Domingo Tempo Comum

Ano A
Assunção da Virgem Santa Maria – 15.08.2020

Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas…

A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão.

O cântico de Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos.

LEITURA I – 1 Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab
«Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».

SALMO RESPONSORIALSalmo 44 (45), 10.11.12.16
Refrão: À vossa direita, Senhor, está a Rainha do Céu

LEITURA II1 Cor 15, 20-27
«Uma vez que a morte veio por um homem,
também por um homem veio a ressurreição dos mortos».

EVANGELHOMt 15,21-28
«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre».
«A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador».

Fontes: Dehonianos

ANEXOS:

  1. Leituras – Assunção Virgem Santa Maria
  2. Oração Universal – Assunção Virgem Santa Maria

Ano A
19º Domingo do Tempo Comum – 09.08.2020

A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

O Evangelho deste domingo é, antes de mais, uma catequese sobre a caminhada histórica da comunidade de Jesus, enviada à “outra margem”, a convidar todos os homens para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos.

LEITURA I – 1 Reis 19,9a.11-13ª
«Sai e permanece no monte à espera do Senhor».

SALMO RESPONSORIALSalmo 84 (85)
Refrão: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor
e dai-nos a vossa salvação.

LEITURA IIRom 9,1-5
«Em Cristo digo a verdade, não minto, e disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo».

EVANGELHOMt 14,22-33
«Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós».
«O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário».
«Tende confiança. Sou Eu. Não temais».

Para os leitores:
A primeira leitura requer uma especial atenção nas três frases que possuem uma oração adversativa iniciada com a conjunção «mas». É importante retirar toda a expressividade do texto para sublinhar que Deus se faz presente não nas manifestações mais violentas, mas na «ligeira brisa».

A segunda leitura é constituída essencialmente por duas frases com diversas orações. Esta construção textual requer uma preparação apurada que tenha especial atenção à pontuação, às pausas e respirações para uma articulada e eficaz proclamação do texto.

Para a comunidade:
De 9 a de 16 de Agosto assinala-se a Semana Nacional da Mobilidade Humana. Em cada ano a Obra Católica Portuguesa das Migrações publica uma mensagem para assinalar esta semana. O tema da semana e a respetiva mensagem ainda não foram publicados, mas brevemente serão divulgados no sítio oficial da respetiva Comissão Episcopal. Partindo desta mensagem, cada comunidade cristã é convidada a dinamizar esta semana sensibilizando os fiéis para o drama de tantos refugiados, formando para uma cultura de acolhimento e integração que fomente o respeito pela dignidade humana e a construção de um mundo mais justo e fraterno.

Fontes: Voz Portucalense e Dehonianos

ANEXOS:

  1. Leituras – XIX Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XIX Domingo Tempo Comum

A liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos o convite que Deus nos faz para nos sentarmos à mesa que Ele próprio preparou, e onde nos oferece gratuitamente o alimento que sacia a nossa fome de vida, de felicidade, de eternidade.

LEITURA I – Is 55,1-3
«Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David».

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 144 (145)
Refrão: Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

LEITURA II – Rom 8,35.37-39
«Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?».

EVANGELHO – Mt 14,13-21
«Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado».
«Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes».
«Todos comeram e ficaram saciados».

Fonte: Dehonianos e Voz Portucalense

ANEXOS:

  1. Leituras – XVIII Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XVIII Domingo Tempo Comum

A liturgia deste domingo convida-nos a refletir nas nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus. In Dehonianos
Estamos chegados ao terceiro de 3 domingos de leitura do capítulo 13 de Mateus – o livro das parábolas – que são 7, como convém, no simbolismo bíblico de quem escreve para uma comunidade de Jesus saída do judaísmo.

LEITURA I – 1 Reis 3,5.7-12
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 118 (119)
Refrão: Quanto amo, Senhor, a vossa lei!

LEITURA II – Rom 8,28-30
EVANGELHO – Mt 13,44-52


ANEXOS

  1. Leituras – XVII Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XVII Domingo Tempo Comum
 

A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia, a quem não interessa a marginalização do pecador, mas a sua integração na comunidade do “Reino”; e convida-nos, sobretudo, a interiorizar essa “lógica” de Deus, deixando que ela marque o olhar que lançamos sobre o mundo e sobre os homens. in dehonianos.

LEITURA I – Sab 12,13.16-19
SALMO RESPONSORIAL – Salmo 85 (86)
Refrão: Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

LEITURA II – Rom 8,26-27
EVANGELHO – Mt 13,24-43


ANEXOS

  1. Leituras – XVI Domingo Tempo Comum
  2. Oração Universal – XVI Domingo Tempo Comum
  3. A paciência de Deus e a impaciência dos cristãos